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De acordo com a instituição, invasão encerrada nesta terça causou mais destruição do que as de 2007 e 2011
Nelson Antoine/Fotoarena
Pichações e muita sujeira são observadas no edifício da reitoria da USP
Os alunos que ocupavam há 42 dias a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) liberaram o prédio nesta terça-feira. E deixaram para trás um rastro de destruição que, segundo a instituição, é o pior das três ocupações recentes do local, que também foi tomado em 2007 e 2011. Após a perícia realizada nesta manhã pela polícia, funcionários da USP contabilizam os prejuízos. Além das pichações em todo o edifício, diversos equipamentos, como computadores, sumiram e há lixo espalhado por toda a parte. Os manifestantes também quebraram mesas e cadeiras.
A polícia cercou o prédio volta das 5h30 desta terça para cumprir a ordem de reintegração de posse emitida pela Justiça. Os manifestantes deixaram o prédio pacificamente e não foram registrados confrontos.
Nelson Antoine/Fotoarena
De acordo com a USP, ocupação 2013 foi a que mais danificou o edifício
Histórico –
O prédio foi invadido pelos estudantes no dia 1º de outubro como forma de protesto por eleições diretas para o cargo de reitor. João Grandino Rodas foi transferido para o prédio conhecido como Antiga Reitoria.
No mesmo mês, a USP solicitou à Justiça a reintegração de posse do local. No dia 15 de outubro, contudo, uma decisão judicial deu prazo de 60 dias para que o grupo de manifestantes desocupasse o prédio. Descontente, a universidade entrou com novo recurso para a retomada do edifício. Desta vez, a decisão foi favorável à instituição: no último dia 5, desembargador Xavier de Aquino, do 1º Grupo de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proferiu a favor de reintegração de posse. Aquino argumentou que o caso era "extremamente grave" e que "alunos e pseudo-alunos" estavam atrapalhando o bom andamento da universidade.
Nelson Antoine/Fotoarena
Segundo a USP, diversos equipamentos e móveis foram danificados
pelos estudantes durante os 42 dias de ocupação
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A Reitoria da USP deveria fazer um rigoroso levantamento do prejuízo total, e enviar ao Ministério Público pedindo que processasse o juiz Adriano Marcos Laroca para ressarcir à Universidade os danos causados pela decisão proferida negando reintegração de posse, sob o argumento estúpido “...A ocupação de bem público (no caso de uso especial, poderia ser de uso comum, por exemplo, uma praça ou rua), como forma de luta democrática, para deixar de ter legitimidade, precisa causar mais ônus do que benefícios à universidade e, em última instancia, à sociedade. Outrossim, frise-se que nenhuma luta social que não cause qualquer transtorno, alteração da normalidade, não tem força de pressão e, portanto, sequer poderia se caracterizar como tal...“ Gostaria de saber se ele teria os mesmos argumentos caso o Foro fosse invadido e lá se praticasse as mesmas delinquências.
Este senhor, com seu entendimento imbecil, não apenas ignorou o mais comezinho dos fundamentos de civilidade, que é o respeito ao patrimônio público e privado, mas acionou, com sua inépcia, o salvo conduto à bandidagem, para a depredação, roubo e vandalismo dentro de uma instituição que deveria se prestar em formar cidadãos úteis ao seu país, e não em predadores e ignorantes. E um detalhe: tudo que ali está, desde a cadeira mais simples até os equipamentos mais sofisticados não pertencem aos estudantes, e sim à sociedade.
Infelizmente, o senhor Laroca não é uma triste exceção no meio judiciário. Partilham de seu pensamento imbecil muitos outros pseudo-juízes que se “acham” senhores de todas as verdades e que se colocam na posição arrogante de censores das leis, moldando-as de acordo com seu pensamento destrutivo.
As fotos acima são a representação de que esta ala do judiciário brasileiro está engajada é num brutal movimento de barbárie, portanto, muito, muito longe do deva ser uma justiça num país democrático e que se quer civilizado. Tivesse um pingo de vergonha e de respeito com o cargo que ocupa, sequer a USP precisaria mover uma ação de reparação. Ele próprio se prontificaria em ressarcir à Universidade pelos prejuízos que, como se vê, não foram poucos.


