Natália Bosco
O Globo
Produtos foram considerados impróprios para o consumo humano
Foto: Reprodução/Ministério da Agricultura
Governo retirou 151.449 garrafas de azeite de oliva dos supermercados.
BRASÍLIA — O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou uma operação de fiscalização para combater fraudes em azeites de oliva. Após a investigação, o ministério retirou de venda 24 marcas que comercializam o produto. A retirada dos supermercados se deu com base em supostas irregularidades cometidas pelas empresas.
O Ministério da Agricultura considerou que 151.449 garrafas de azeite de oliva estavam impróprias ao consumo. Os produtos foram retirados de supermercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná e Santa Catarina. Foram apontadas irregularidades como produtos sem registro, fraudados, clandestinos e contrabandeados.
A operação também identificou três fábricas clandestinas que estavam envasando uma mistura de óleos vegetais de procedência desconhecida e comercializando como azeite. Além disso, foi suspenso o registro de uma fábrica no interior de São Paulo, após a constatação de adulteração na fabricação de seus produtos durante o ano de 2021.
Lista de marcas irregulares suspendidas no mercado em 2021:
• Alcazar;
• Alentejano;
• Anna;
• Barcelona;
• Barcelona Vitrais;
• Castelo dos Mouros;
• Coroa Real;
• Da Oliva;
• Del Toro;
• Do Chefe;
• Épico;
• Fazenda Herdade;
• Figueira do Foz;
• llha da Madeira;
• Monsanto;
• Monte Ruivo;
• Porto Galo;
• Porto Real;
• Quinta da Beira;
• Quinta da Regaleira;
• Torre Galiza;
• Tradição;
• Tradição Brasileira; e
• Valle Viejo
— Os consumidores não devem comprar os azeites dessas marcas divulgadas pelo Mapa. Fica o alerta também para os supermercados, pois o local que estiver com um desses produtos expostos à venda se responsabilizará pela irregularidade e responderá perante o ministério com multas que podem chegar a R$ 532 mil — destacou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos Origem Vegetal, Glauco Bertoldo, em nota divulgada pelo ministério
A operação contou com apoio da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, Ministério Público e Polícia Civil. As fraudes dos produtos são confirmadas em laudos analíticos avaliados pela rede oficial de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA).
Segundo o ministério, o azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo. Por isso, a ação do Mapa teve como objetivo inibir a venda dos produtos adulterados e evitar que o consumidor seja enganado. O aumento do consumo do item na época das festas de final de ano também motivaram a investigação.