Publicado em Política & Cia
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O debate político pós-eleitoral está se aperfeiçoando a cada dia, ou seja, fortalecendo sua vocação para a inutilidade.
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O debate político pós-eleitoral está se aperfeiçoando a cada dia, ou seja, fortalecendo sua vocação para a inutilidade.
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Além da discussão lunática sobre crescimento, a oposição (isso ainda existe?) cismou de querer colar em Lula a culpa sobre o apagão aéreo. O Brasil não aprende, mesmo.
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Já foi escrito aqui e não custa repetir: nesse momento especulativo, cheio de notícias falsas sobre novos ministros e pistas imaginárias sobre pactos sociais, o único tema relevante é a liberdade de informação.
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Os revolucionários Marco Aurélio Garcia, Tarso Genro e toda uma cozinha governista/partidária continuam decididos a escrever o manual de instruções da democracia.
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Eles amam a liberdade, desde que o Brasil se transforme num grande Fórum de Porto Alegre. Ou seja, um lugar onde cada um diz o que quer, desde que isso se encaixe no dicionário ideológico de Noam Chomsky, Emir Sader, Tarik Ali e companhia.
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Essa turma parece decidida a criar a primeira democracia particular do mundo. Vão inventar a privatização da liberdade.
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Além da campanha pelo cancelamento de assinaturas de grandes veículos de comunicação (que tempos, meu Deus, que tempos), surge o fantástico estímulo à imprensa alternativa com apoio do governo. Por essa ninguém esperava: vem aí a nanicobrás, quem sabe o Pasquim-BR!
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Cada um reage ao disparate como pode. O deputado Fernando Gabeira, por exemplo, recorreu ao surrealismo de Alice no país das maravilhas. Eis aí, finalmente, uma proposta interessante para esses tempos estranhos: pensar diariamente em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.
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Mas pense baixo, porque a patrulha está salivando por aí.