Jungmann quer que direção da Petrobras se explique
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Por Reinaldo Azevedo
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Da Folha On Line: “A oposição vai apresentar requerimento de informações à Mesa do Congresso Nacional cobrando explicações da Petrobras e do Ministério de Minas e Energia sobre o contrato firmado pela estatal com o governo da Bolívia, no mês passado. Jungmann teve acesso a um contrato-padrão firmado entre a estatal e os bolivianos --na negociação para a exploração de gás natural no país vizinho-- e acusa a empresa brasileira de trazer prejuízos ao país com o acordo. Apesar de não ter certeza se o contrato ao qual teve acesso é o definitivo, Jungmann considerou estranho a Petrobras manter os documentos sob sigilo. ‘Não sabemos se esse contrato-padrão é o definitivo. Queremos saber qual é o definitivo. Como a empresa não nos dá acesso, que ela venha a público prestar esclarecimentos a respeito’, disse. O deputado também quer convocar o ministro Silas Rondeau (Minas Energia) e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, para esclarecerem o contrato na Comissão de Minas e Energia da Câmara. Jungmann disse que, se o contrato ao qual teve acesso for o definitivo, o Brasil terá graves prejuízos econômicos. ‘A ser esse o contrato, podemos dizer que os interesses dos acionistas e dos contribuintes foram lesados. A empresa não tem recuperação dos custos, não pode dar publicidade ao contrato’, criticou o deputado. Jungmann afirmou que uma das cláusulas do contrato fixa a Justiça boliviana como o foro adequado para qualquer questionamento sobre o contrato. ‘Nesse clima de instabilidade internacional fica claro que o recurso só cabe à Justiça boliviana, sem também ter o direito de um apelo diplomático’, afirmou.”
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CPI quer investigar se há vínculo entre aloprado e Petrobras. São 36 telefonemas
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Da Folha On Line: “A CPI dos Sanguessugas quer investigar as ligações telefônicas entre Hamilton Lacerda, ex-petista envolvido no dossiegate, e o gerente de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa. Integrantes da comissão querem apurar se a estatal pode ter sido uma das fontes do dinheiro utilizado para a compra do dossiê. Santarosa e Lacerda trocaram telefonemas entre 2 de agosto e 14 de setembro — um dia antes da prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha, envolvidos na compra do material antitucano. O vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), defendeu que a comissão investigue as ligações para evitar que os parlamentares não avancem na origem do dinheiro do dossiê. "Existem indícios, mas é preciso primeiro analisar os dados. É preciso investigar, sob pena de não concluirmos as investigações", afirmou. As quebras de sigilo em posse da CPI registram oito trocas de telefonemas entre Lacerda e um assessor de Santarosa, todas no início de agosto. Há 12 ligações do telefone fixo da Petrobras para o celular de Lacerda, que telefonou de volta uma vez, a maioria em agosto. No total, são 36 ligações trocadas entre os dois. Jungmann confirmou que a CPI ouve nesta terça-feira Gedimar, Valdebran e Expedito Veloso --ex-diretor do Banco do Brasil. É a segunda vez que a comissão tentará ouvir os três, já que na última reunião os parlamentares decidiram adiar os depoimentos. Desta vez, Jungmann garante que a comissão vai interrogar Gedimar, Valdebran e Expedito. ‘Eles estão convocados, é dever deles comparecer. Além dos depoimentos, teremos reunião administrativa para votar requerimentos’, afirmou.”
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CPI quer investigar se há vínculo entre aloprado e Petrobras. São 36 telefonemas
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Da Folha On Line: “A CPI dos Sanguessugas quer investigar as ligações telefônicas entre Hamilton Lacerda, ex-petista envolvido no dossiegate, e o gerente de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa. Integrantes da comissão querem apurar se a estatal pode ter sido uma das fontes do dinheiro utilizado para a compra do dossiê. Santarosa e Lacerda trocaram telefonemas entre 2 de agosto e 14 de setembro — um dia antes da prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha, envolvidos na compra do material antitucano. O vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), defendeu que a comissão investigue as ligações para evitar que os parlamentares não avancem na origem do dinheiro do dossiê. "Existem indícios, mas é preciso primeiro analisar os dados. É preciso investigar, sob pena de não concluirmos as investigações", afirmou. As quebras de sigilo em posse da CPI registram oito trocas de telefonemas entre Lacerda e um assessor de Santarosa, todas no início de agosto. Há 12 ligações do telefone fixo da Petrobras para o celular de Lacerda, que telefonou de volta uma vez, a maioria em agosto. No total, são 36 ligações trocadas entre os dois. Jungmann confirmou que a CPI ouve nesta terça-feira Gedimar, Valdebran e Expedito Veloso --ex-diretor do Banco do Brasil. É a segunda vez que a comissão tentará ouvir os três, já que na última reunião os parlamentares decidiram adiar os depoimentos. Desta vez, Jungmann garante que a comissão vai interrogar Gedimar, Valdebran e Expedito. ‘Eles estão convocados, é dever deles comparecer. Além dos depoimentos, teremos reunião administrativa para votar requerimentos’, afirmou.”
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Freire quer informações sobre contratos da Petrobras
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Na Folha On Line: "O presidente da MD (Mobilização Democrática), deputado Roberto Freire (PE), apresentou quatro requerimentos nesta terça-feira à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara com pedidos de investigação dos contratos firmados entre a Petrobras, ONGs (Organizações Não-Governamentais) e a Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial). Freire pediu que a comissão solicite ao TCU (Tribunal de Contas da União) inspeção extraordinária em todos os contratos firmados entre as entidades, assim como fiscalize por conta própria os convênios firmados entre 2003 e 2006. Freire quer apurar as denúncias de que cinco empreiteiras associadas da Abemi, que mantêm contratos com a Petrobras, teriam doado R$ 2,5 milhões para políticos do PT em vários Estados. O jornal 'O Globo' revelou que em março deste ano a Petrobras e a Abemi assinaram um convênio, sem licitação, no valor de R$ 228,7 milhões, com validade até 2008. 'Acho que essa medida é imprescindível para apurar as graves denúncias publicadas pelos jornais, porque a Petrobras é um dos maiores patrimônios do Brasil. [A empresa] não pode ser transformada em propriedade de um partido e se prestar a negócios escusos', criticou Freire."
Freire quer informações sobre contratos da Petrobras
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Na Folha On Line: "O presidente da MD (Mobilização Democrática), deputado Roberto Freire (PE), apresentou quatro requerimentos nesta terça-feira à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara com pedidos de investigação dos contratos firmados entre a Petrobras, ONGs (Organizações Não-Governamentais) e a Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial). Freire pediu que a comissão solicite ao TCU (Tribunal de Contas da União) inspeção extraordinária em todos os contratos firmados entre as entidades, assim como fiscalize por conta própria os convênios firmados entre 2003 e 2006. Freire quer apurar as denúncias de que cinco empreiteiras associadas da Abemi, que mantêm contratos com a Petrobras, teriam doado R$ 2,5 milhões para políticos do PT em vários Estados. O jornal 'O Globo' revelou que em março deste ano a Petrobras e a Abemi assinaram um convênio, sem licitação, no valor de R$ 228,7 milhões, com validade até 2008. 'Acho que essa medida é imprescindível para apurar as graves denúncias publicadas pelos jornais, porque a Petrobras é um dos maiores patrimônios do Brasil. [A empresa] não pode ser transformada em propriedade de um partido e se prestar a negócios escusos', criticou Freire."