quarta-feira, novembro 08, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Financiamento ao setor energético é difícil

"O estudo da AIE observa que o financiamento do setor energético brasileiro será difícil devido ao limitado desenvolvimento dos mercados de capitais do país. "O financiamento externo poderia ser responsável por uma significativa proporção dos fluxos de capitais para o setor energético do Brasil, especialmente nas indústrias petrolíferas e de petróleo, se as condições certas forem criadas", disse a agência.

Mandil acha positiva a possibilidade de construção de novas usinas nucleares, como vem sendo sinalizado pelo governo brasileiro. "As usinas nucleares têm um papel fundamental na sustentabilidade energética do mundo e são importantes também para o Brasil", disse.

No entanto, ressaltou, é importante que elas sejam aceitas pela opinião pública. "E como as novas usinas nucleares são muito poderosas é fundamental que sejam construídas em torno de uma rede de conectividade muito forte, um fato que tenho certeza é do conhecimento do governo brasileiro."

Segundo a AIE, a participação dos biocombustíveis no consumo de combustíveis de transportes rodoviários saltará dos 14% registrados em 2004 para 23% em 2030.

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Governo corta verba para controle de vôo

Por Veja on line

O governo federal determinou o corte de 8% na verba do programa Proteção ao Vôo e Segurança do Tráfego Aéreo no Orçamento de 2007 em relação ao recurso destinado em 2006. O comando da Aeronáutica informou os técnicos responsáveis pela elaboração do Orçamento-Geral da União que o valor dos investimentos em segurança de vôo deveria ser de R$ 600 milhões. Porém, o governo previu R$ 489,1 milhões, valor 22,6% inferior ao sugerido. O setor a que a verba será destinada é justamente o que provocou a crise nos aeroportos na semana passada.

Entre 2003 e 2005, o governo Lula aplicou R$ 460,9 milhões em média por ano, enquanto entre 2000 e 2002 a média foi de R$ 612,5 milhões, em valores atualizados. A verba do programa Proteção ao Vôo e Segurança do Tráfego Aéreo não sai diretamente dos impostos arrecadados pela União, mas de uma tarifa especial, cobrada dos passageiros e repassada pelas empresas aéreas ao Fundo Aeronáutico. O fundo tinha saldo de R$ 1,9 bilhão no dia 31 de outubro. Para a ONG Contas Abertas, que acompanha os gastos do governo, esse montante vem sendo mantido em caixa para ajudar a União a garantir o superávit das contas públicas.

Desde 2002, o governo gasta menos com o setor do que o previsto. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta terça-feira, em 2003, o então ministro da Defesa, José Viegas Filho, antecipava o colapso do setor aéreo. Ele chegou a assinar um documento do Conselho de Aviação Civil (Conac) em que escrevia: "A diminuição dos recursos aplicados nessa atividade pode obrigar o comando da Aeronáutica, por medida de segurança, a adotar um controle de tráfego aéreo nos níveis convencionais existentes no passado."

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País corre risco de novo apagão em 2008
Por Veja on line

O Brasil não está livre do fantasma do apagão. Os reservatórios de água das usinas do Sudeste estão com 52% da capacidade e podem cair para 40% até o final do ano, de acordo com um estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A necessidade de um apagão em 2008 será determinada pela quantidade de chuva no próximo ano.

O presidente do conselho de energia da Firjan, Armando Guedes, ouvido pelo jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, nesta terça-feira, afirma que as centrais térmicas, movidas a gás, seriam opções para poupar as hidrelétricas. Ele acrescenta, porém, que a oferta de gás natural também é insuficiente. Em setembro, oito usinas termelétricas pararam de funcionar porque não havia gás suficiente para abastecê-las.

Ainda de acordo com o Bom Dia Brasil, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquin, disse que não há possibilidade de um novo apagão. Segundo ele, em 2009 o fornecimento de gás deve ser ampliado com o aumento da produção no Espírito Santo e em São Paulo.