Tales Varia , Informe JB
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Na reunião com o presidente Lula, quinta-feira, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) sugeriram que os dois fóruns a serem criados para discutir a reforma trabalhista e a da Previdência fiquem ligados a alguma comissão do Congresso para que as propostas de mudanças neste dois espinhosos temas tenham o apoio dos parlamentares.
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Na reunião com o presidente Lula, quinta-feira, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) sugeriram que os dois fóruns a serem criados para discutir a reforma trabalhista e a da Previdência fiquem ligados a alguma comissão do Congresso para que as propostas de mudanças neste dois espinhosos temas tenham o apoio dos parlamentares.
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Temas politicamente difíceis de serem bancados, como corte de privilégios trabalhistas, flexibilização do período das férias, regulamentação do trabalho temporário, entre outros, passariam ao largo do Palácio do Planalto. No caso da Previdência, por exemplo, viria do Congresso a sugestão para o aumento da idade mínima para aposentadoria pelo INSS.
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O presidente Lula, é claro, concordou com a proposta de se livrar da pecha de idealizador de maldades. E sugeriu um nome: ninguém menos que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, agora eleito deputado federal, seria ungido pelo governo como o coordenador das negociações em torno dessas reformas no Congresso.
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Resta saber se, depois de sofrer tantos desgastes na imagem em sua passagem pelo Ministério, Palocci estaria disposto a expor-se novamente com temas de pouca popularidade. Lula, Dilma e Paulo Bernardo ainda não combinaram quem colocará o guizo no pescoço do homem.