Bolívia admite indenizar Petrobras por controle de refinarias
Da FolhaNews
.
A Bolívia já admite indenizar a Petrobras, que terá que ceder o controle de suas duas refinarias em território boliviano (Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra). "O decreto de nacionalização contempla a compra de 50% mais uma das ações das refinarias em poder da Petrobras. Agora, conversamos com o ministro Silas [Rondeau, de Minas e Energia]. Estamos em processo de contratar uma consultoria para definir o valor das refinarias. Conheceremos o valor do conjunto para entrar em um processo de negociação com a Petrobras", disse Carlos Villegas, ministros de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia.
Da FolhaNews
.
A Bolívia já admite indenizar a Petrobras, que terá que ceder o controle de suas duas refinarias em território boliviano (Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra). "O decreto de nacionalização contempla a compra de 50% mais uma das ações das refinarias em poder da Petrobras. Agora, conversamos com o ministro Silas [Rondeau, de Minas e Energia]. Estamos em processo de contratar uma consultoria para definir o valor das refinarias. Conheceremos o valor do conjunto para entrar em um processo de negociação com a Petrobras", disse Carlos Villegas, ministros de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia.
.
O decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos é de maio, mas o governo boliviano não tinha iniciado as negociações com a estatal brasileira e inclusive chegou a declarar que não iria pagar qualquer indenização a Petrobras, já que ela teria tido lucros acima do permitido pela lei. No final de outubro, o presidente Evo Morales sugeriu que o Brasil presenteasse a Bolívia com as duas refinarias.
.
.
De acordo com Villegas, uma reunião entre as duas partes está prevista para a primeira semana de janeiro. A definição do preço por parte da consultoria deve sair entre o final de janeiro e o início de fevereiro. "Com os valores, negociaremos a parte substancial com a Petrobras para definir um acordo entre as ambas as partes para adquirir as ações." A Petrobras precisa também negociar a estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) o preço do gás importado da Bolívia. A negociação pode durar até o início de março. Hoje, o preço médio é de US$ 4,09 por milhão de unidade térmica britânica (BTU).
.
.
Há uma outra negociação, mas dessa vez entre YPFB e um consórcio de empresas privadas, que é sobre o gás que vai para Cuiabá (MT). O governo de Morales quer reajustar a tarifa de US$ 1,09 por milhão de BTU que é cobrada hoje
.
***********
.
Bolívia quer reajustar preço do gás vendido para o Brasil
Patrícia Fortunato, Estadão
.
***********
.
Bolívia quer reajustar preço do gás vendido para o Brasil
Patrícia Fortunato, Estadão
.
A Bolívia espera elevar o preço do gás natural vendido para o Brasil para US$ 5,00 por milhão de BTU, afirmou o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, nesta segunda-feira. A declaração foi feita antes do encontro de Villegas com Silas Rondeau, ministro de Energia do Brasil.
.
Atualmente, o gás é vendido para a maioria das localidades brasileiras por US$ 3,76 por milhão de BTU. Mas Villegas argumenta que em alguns locais, especialmente no estado de Mato Grosso, o gás boliviano é vendido por companhias como Shell e Prisma por até US$ 1,09 por BTU. "Não podemos permitir que os gás seja exportado a US$ 1,09", disse o boliviano.
.
Também hoje, Villegas declarou que a Bolívia espera aumentar para 30 milhões de pés cúbicos diários, dos atuais 26 milhões, as vendas de gás para o Brasil.
.
Villegas está em Brasília, com uma delegação de seis representantes bolivianos de alto escalão, para discutir com seus pares brasileiros a questão do gás e uma possível expansão dos investimentos brasileiros na Bolívia. As informações são da Dow Jones.
.
************
.
Mercado aguarda pacote de medidas com ceticismo
Lu Aiko Otta, Estadão
A Bolívia espera elevar o preço do gás natural vendido para o Brasil para US$ 5,00 por milhão de BTU, afirmou o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, nesta segunda-feira. A declaração foi feita antes do encontro de Villegas com Silas Rondeau, ministro de Energia do Brasil.
.
Atualmente, o gás é vendido para a maioria das localidades brasileiras por US$ 3,76 por milhão de BTU. Mas Villegas argumenta que em alguns locais, especialmente no estado de Mato Grosso, o gás boliviano é vendido por companhias como Shell e Prisma por até US$ 1,09 por BTU. "Não podemos permitir que os gás seja exportado a US$ 1,09", disse o boliviano.
.
Também hoje, Villegas declarou que a Bolívia espera aumentar para 30 milhões de pés cúbicos diários, dos atuais 26 milhões, as vendas de gás para o Brasil.
.
Villegas está em Brasília, com uma delegação de seis representantes bolivianos de alto escalão, para discutir com seus pares brasileiros a questão do gás e uma possível expansão dos investimentos brasileiros na Bolívia. As informações são da Dow Jones.
.
************
.
Mercado aguarda pacote de medidas com ceticismo
Lu Aiko Otta, Estadão
.
O pacote econômico para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado com ceticismo por economistas de bancos e consultorias. A falta de medidas mais contundentes no curto prazo para conter as despesas públicas é a principal causa do pessimismo. "Os anúncios estão desencontrados e falta um pronunciamento oficial, mas os sinais que vimos até agora são ruins", resumiu o economista Joel Bogdanski, do banco Itaú.
.
"O único ponto positivo era o redutor dos gastos públicos, que aparentemente foi abandonado", disse o economista Guilherme Loureiro, da Tendências Consultoria Integrada, referindo-se ao mecanismo que obrigaria as despesas a cair 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2008. "Então, em geral, as medidas que vimos até agora são negativas."
.
Pelo lado das "bondades", já está claro que o governo vai cortar impostos para investimentos e vai fortalecer a infra-estrutura e a construção civil. No total, essas medidas deverão custar perto de R$ 12 bilhões ao cofre federal.
.
Pelo lado das despesas, por enquanto, não há sinais de forte contenção de gastos. O governo pretende propor um limite para o crescimento dos salários dos funcionários públicos, que passaria a ser equivalente à inflação acrescida de aumento real de 1,5%. Mas essa proposta precisaria passar pelo Congresso - justamente a Casa que se auto-concedeu um aumento de 91% na semana passada.
.
Discutiu-se a possibilidade de limitar os gastos com saúde, mas a decisão foi adiada para 2007. Da mesma forma, uma reforma constitucional da Previdência - que a maioria dos analistas considera crucial para dar um sinal que as contas públicas continuarão equilibradas - será um tema para debates no ano que vem.
.
É exatamente isso que tem deixado os especialistas em alerta. A sensação é que falta ao governo disposição para colocar um freio na gastança dos últimos anos. "Faltam sinais mais claros de que o governo não pode continuar gastando dessa forma, se quiser investir mais", comentou Loureiro.
.
"Remendos"
O economista-chefe do banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, que foi da equipe da ex-ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, tem uma posição mais moderada. "Não adianta ficarmos esperando reforma tributária e reforma da Previdência, porque elas não têm patrocinador", afirmou. "O que está sendo preparado pelo governo é um remendo, mas é com remendos que às vezes a gente consegue sair do buraco."
.
Ele aposta que o fato de Lula não ter um sucessor à vista facilitará um entendimento com a oposição, abrindo caminho para, por exemplo, reduzir o peso do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o setor produtivo.
.
O entendimento com governadores é outro fator que preocupa Loureiro. Ele acha positivo um acordo em torno da reforma tributária. "A questão é quanto isso vai custar", disse. Os sinais, novamente, não são alvissareiros. Existe uma forte pressão, por exemplo, para que o Tesouro Nacional reveja as condições de financiamento das dívidas dos Estados e municípios. Na prática, significará cobrar menos juros dos governadores e prefeitos, aumentando a conta a ser paga pelo cofre federal.
O pacote econômico para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado com ceticismo por economistas de bancos e consultorias. A falta de medidas mais contundentes no curto prazo para conter as despesas públicas é a principal causa do pessimismo. "Os anúncios estão desencontrados e falta um pronunciamento oficial, mas os sinais que vimos até agora são ruins", resumiu o economista Joel Bogdanski, do banco Itaú.
.
"O único ponto positivo era o redutor dos gastos públicos, que aparentemente foi abandonado", disse o economista Guilherme Loureiro, da Tendências Consultoria Integrada, referindo-se ao mecanismo que obrigaria as despesas a cair 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2008. "Então, em geral, as medidas que vimos até agora são negativas."
.
Pelo lado das "bondades", já está claro que o governo vai cortar impostos para investimentos e vai fortalecer a infra-estrutura e a construção civil. No total, essas medidas deverão custar perto de R$ 12 bilhões ao cofre federal.
.
Pelo lado das despesas, por enquanto, não há sinais de forte contenção de gastos. O governo pretende propor um limite para o crescimento dos salários dos funcionários públicos, que passaria a ser equivalente à inflação acrescida de aumento real de 1,5%. Mas essa proposta precisaria passar pelo Congresso - justamente a Casa que se auto-concedeu um aumento de 91% na semana passada.
.
Discutiu-se a possibilidade de limitar os gastos com saúde, mas a decisão foi adiada para 2007. Da mesma forma, uma reforma constitucional da Previdência - que a maioria dos analistas considera crucial para dar um sinal que as contas públicas continuarão equilibradas - será um tema para debates no ano que vem.
.
É exatamente isso que tem deixado os especialistas em alerta. A sensação é que falta ao governo disposição para colocar um freio na gastança dos últimos anos. "Faltam sinais mais claros de que o governo não pode continuar gastando dessa forma, se quiser investir mais", comentou Loureiro.
.
"Remendos"
O economista-chefe do banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, que foi da equipe da ex-ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, tem uma posição mais moderada. "Não adianta ficarmos esperando reforma tributária e reforma da Previdência, porque elas não têm patrocinador", afirmou. "O que está sendo preparado pelo governo é um remendo, mas é com remendos que às vezes a gente consegue sair do buraco."
.
Ele aposta que o fato de Lula não ter um sucessor à vista facilitará um entendimento com a oposição, abrindo caminho para, por exemplo, reduzir o peso do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o setor produtivo.
.
O entendimento com governadores é outro fator que preocupa Loureiro. Ele acha positivo um acordo em torno da reforma tributária. "A questão é quanto isso vai custar", disse. Os sinais, novamente, não são alvissareiros. Existe uma forte pressão, por exemplo, para que o Tesouro Nacional reveja as condições de financiamento das dívidas dos Estados e municípios. Na prática, significará cobrar menos juros dos governadores e prefeitos, aumentando a conta a ser paga pelo cofre federal.