Tarso diz que governo é de centro - esquerda
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ROMA - O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse ontem, na Itália, que o governo do presidente Lula não é de esquerda, mas de centro - esquerda. Segundo ele, o segundo mandato continuará a ter forte inflexão centrista. "A delegação dada pelo processo eleitoral é muito clara. Nem todos os partidos da esquerda reunida têm a maioria no Parlamento ou a maioria dos votos no País. Aplicar mecanicamente um projeto de esquerda seria infiel à representação", justificou Tarso.
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Ao encerrar uma viagem de seis dias para articular a colaboração entre o Conselho Nacional da Economia e do Trabalho, da Itália, e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) brasileiro, Tarso disse que no segundo mandato de Lula a política governamental será mais progressista e democrática, avançando em questões como desenvolvimento social. "A característica da esquerda moderna é a sua capacidade de ter uma política econômica forte e distribuir a renda. No segundo mandato criaremos mais renda, aumentaremos a taxa de empregos privilegiando a política pública e a educação."
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Jogo de forças
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O ministro comentou que na democracia moderna existe um equilíbrio de forças entre a direita e a esquerda, mas que o centro é fundamental. Frisou, porém, que o PT não deve ser de centro e falou sobre o projeto para reunir o PMDB. "Antes o PMDB se auto-anulava, porque uma metade votava contra e a outra a favor do governo. É necessário que o PMDB seja um partido centrista, progressista e democrático para que faça suas alianças, ora com a esquerda, ora com a direita, mas que tenha uma união para dar estabilidade democrática ao governo do País", disse.
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O ministro contestou as especulações de que o PT estaria preocupado com o número de ministérios. " O PT não manifestou esse tipo de preocupação. Muito pelo contrário, porque certamente terá responsabilidades ministeriais. O presidente também já disse que o PMDB é bem-vindo e é necessário um partido centrista", comentou. "Para o PT, a coalizão não é um problema e sim solução."
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O ministro discordou de avaliações segundo as quais a tendência centrista do governo Lula guarda semelhanças com a política adotada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O mandato de Fernando Henrique Cardoso não foi centrista e sim de centro - direita. Isso é muito claro", afirmou. "Todas as forças políticas que o apoiaram apresentavam um programa privatizante e se adequaram de maneira plena às diretrizes do consenso de Washington, que lesionaram de modo grave as finanças e a economia do País."
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FHC: para presidente "centro é o Delfim"
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SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu com ironias aos comentários do presidente Lula de que, com a idade, "as pessoas caminham para o centro". "Eu ouvi o Lula dizer que não é mais de esquerda. Ele agora é de centro. E centro, para ele, é o Delfim. Que maravilha, hein?", comentou Fernando Henrique, em entrevista à rádio CBN, referindo-se ao deputado Delfim Netto (PMDB-SP), que foi ministro da Fazenda no regime militar.
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FH disse que vê "com desalento enorme" o que está ocorrendo no País. "Parece que a lei não vale mais. Não tem sanguessuga, não tem dossiê, não tem culpado. Cada um aumenta o salário como quer, não há regra. Tem de dar uma virada nisso. Desse jeito não se sustenta uma democracia." Fernando Henrique atacou a tese de que não há crescimento porque não se respeita a democracia. "Não. Você não tem crescimento porque não se respeita a lei." Para ele, o setor privado tem medo de investir, "pois a qualquer momento pode haver uma arbitrariedade". Ele apoiou a proposta do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), de que o partido precisa "voltar a ter propostas" e "defendê-las com crença".
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Alencar diz que ditadura é assunto "encerrado"
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BRASÍLIA - O vice-presidente José Alencar afirmou ontem que está "encerrado" o capítulo sobre o regime militar brasileiro (1964-1985). Em entrevista no Palácio do Planalto, ele disse "lamentar" pelas mortes de adversários da ditadura, especialmente jovens de Minas Gerais que estão na lista dos desaparecidos, mas se posicionou contra o julgamento de criminosos que estão na reserva das Forças Armadas.
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Alencar também se posicionou contra a punição aos que mataram nos anos seguintes ao golpe de 1964. "Olha, isso é uma questão que pode ser levantada", disse. "Na democracia tudo pode ser levantado e pode ser discutido", completou. "Agora, eu digo para você que, a coisa no Brasil, pela nossa tradição e cultura, foi encerrada."
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A uma afirmação de um repórter sobre jovens que tinham sido mortos por se oporem ao regime, Alencar foi lacônico: "Eu sei. Lamento". Ele também evitou comentar sobre os arquivos em poder das Forças Armadas, que podem ajudar a localizar os corpos dos desaparecidos políticos e explicar melhor o que ocorreu nos porões do regime. "A história do Brasil merece que todos nós nos imbuamos do propósito de fazer este País cada vez melhor para os jovens que estão chegando aí."
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Alencar, no entanto, não economizou palavras para repudiar outro regime sangrento, o de Augusto Pinochet, no Chile, de 1973 a 1990. "Lá no Chile tem uma divisão. Nós, que somos democratas, abominamos o que foi feito pelo Pinochet, a quebra dos direitos políticos", afirmou.
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Embora tenha ex-guerrilheiros no primeiro escalão, como a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo Lula atendeu ao pedido das Forças Armadas de manter trancados os arquivos da ditadura. A divulgação dos documentos é considerada por analistas como necessária para consolidação do regime democrático.
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No domingo, o Planalto chegou a divulgar nota dura contra o regime Pinochet. "O general Augusto Pinochet simbolizou um período sombrio na história da América do Sul. Foi uma longa noite em que as luzes da democracia desapareceram, apagadas por golpes autoritários", destacou a nota.
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Sobre a ditadura dos generais brasileiros, no entanto, o Planalto desde o governo José Sarney, passando por Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso mantém o silêncio.
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Povo quebrado
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ROMA - O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse ontem, na Itália, que o governo do presidente Lula não é de esquerda, mas de centro - esquerda. Segundo ele, o segundo mandato continuará a ter forte inflexão centrista. "A delegação dada pelo processo eleitoral é muito clara. Nem todos os partidos da esquerda reunida têm a maioria no Parlamento ou a maioria dos votos no País. Aplicar mecanicamente um projeto de esquerda seria infiel à representação", justificou Tarso.
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Ao encerrar uma viagem de seis dias para articular a colaboração entre o Conselho Nacional da Economia e do Trabalho, da Itália, e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) brasileiro, Tarso disse que no segundo mandato de Lula a política governamental será mais progressista e democrática, avançando em questões como desenvolvimento social. "A característica da esquerda moderna é a sua capacidade de ter uma política econômica forte e distribuir a renda. No segundo mandato criaremos mais renda, aumentaremos a taxa de empregos privilegiando a política pública e a educação."
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Jogo de forças
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O ministro comentou que na democracia moderna existe um equilíbrio de forças entre a direita e a esquerda, mas que o centro é fundamental. Frisou, porém, que o PT não deve ser de centro e falou sobre o projeto para reunir o PMDB. "Antes o PMDB se auto-anulava, porque uma metade votava contra e a outra a favor do governo. É necessário que o PMDB seja um partido centrista, progressista e democrático para que faça suas alianças, ora com a esquerda, ora com a direita, mas que tenha uma união para dar estabilidade democrática ao governo do País", disse.
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O ministro contestou as especulações de que o PT estaria preocupado com o número de ministérios. " O PT não manifestou esse tipo de preocupação. Muito pelo contrário, porque certamente terá responsabilidades ministeriais. O presidente também já disse que o PMDB é bem-vindo e é necessário um partido centrista", comentou. "Para o PT, a coalizão não é um problema e sim solução."
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O ministro discordou de avaliações segundo as quais a tendência centrista do governo Lula guarda semelhanças com a política adotada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O mandato de Fernando Henrique Cardoso não foi centrista e sim de centro - direita. Isso é muito claro", afirmou. "Todas as forças políticas que o apoiaram apresentavam um programa privatizante e se adequaram de maneira plena às diretrizes do consenso de Washington, que lesionaram de modo grave as finanças e a economia do País."
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FHC: para presidente "centro é o Delfim"
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SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu com ironias aos comentários do presidente Lula de que, com a idade, "as pessoas caminham para o centro". "Eu ouvi o Lula dizer que não é mais de esquerda. Ele agora é de centro. E centro, para ele, é o Delfim. Que maravilha, hein?", comentou Fernando Henrique, em entrevista à rádio CBN, referindo-se ao deputado Delfim Netto (PMDB-SP), que foi ministro da Fazenda no regime militar.
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FH disse que vê "com desalento enorme" o que está ocorrendo no País. "Parece que a lei não vale mais. Não tem sanguessuga, não tem dossiê, não tem culpado. Cada um aumenta o salário como quer, não há regra. Tem de dar uma virada nisso. Desse jeito não se sustenta uma democracia." Fernando Henrique atacou a tese de que não há crescimento porque não se respeita a democracia. "Não. Você não tem crescimento porque não se respeita a lei." Para ele, o setor privado tem medo de investir, "pois a qualquer momento pode haver uma arbitrariedade". Ele apoiou a proposta do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), de que o partido precisa "voltar a ter propostas" e "defendê-las com crença".
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Alencar diz que ditadura é assunto "encerrado"
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BRASÍLIA - O vice-presidente José Alencar afirmou ontem que está "encerrado" o capítulo sobre o regime militar brasileiro (1964-1985). Em entrevista no Palácio do Planalto, ele disse "lamentar" pelas mortes de adversários da ditadura, especialmente jovens de Minas Gerais que estão na lista dos desaparecidos, mas se posicionou contra o julgamento de criminosos que estão na reserva das Forças Armadas.
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Alencar também se posicionou contra a punição aos que mataram nos anos seguintes ao golpe de 1964. "Olha, isso é uma questão que pode ser levantada", disse. "Na democracia tudo pode ser levantado e pode ser discutido", completou. "Agora, eu digo para você que, a coisa no Brasil, pela nossa tradição e cultura, foi encerrada."
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A uma afirmação de um repórter sobre jovens que tinham sido mortos por se oporem ao regime, Alencar foi lacônico: "Eu sei. Lamento". Ele também evitou comentar sobre os arquivos em poder das Forças Armadas, que podem ajudar a localizar os corpos dos desaparecidos políticos e explicar melhor o que ocorreu nos porões do regime. "A história do Brasil merece que todos nós nos imbuamos do propósito de fazer este País cada vez melhor para os jovens que estão chegando aí."
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Alencar, no entanto, não economizou palavras para repudiar outro regime sangrento, o de Augusto Pinochet, no Chile, de 1973 a 1990. "Lá no Chile tem uma divisão. Nós, que somos democratas, abominamos o que foi feito pelo Pinochet, a quebra dos direitos políticos", afirmou.
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Embora tenha ex-guerrilheiros no primeiro escalão, como a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo Lula atendeu ao pedido das Forças Armadas de manter trancados os arquivos da ditadura. A divulgação dos documentos é considerada por analistas como necessária para consolidação do regime democrático.
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No domingo, o Planalto chegou a divulgar nota dura contra o regime Pinochet. "O general Augusto Pinochet simbolizou um período sombrio na história da América do Sul. Foi uma longa noite em que as luzes da democracia desapareceram, apagadas por golpes autoritários", destacou a nota.
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Sobre a ditadura dos generais brasileiros, no entanto, o Planalto desde o governo José Sarney, passando por Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso mantém o silêncio.
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Povo quebrado
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Pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) apontou que 34% dos entrevistados que têm dívidas não têm como pagá-las.
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Os dados são de novembro deste ano.
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No mesmo período do ano passado, esse índice era de 19%. Segundo o diretor executivo da Fecomercio, Antonio Carlos Borges, o elevado índice de endividamento, os juros altos e a expansão do crédito são as principais causas para o consumidor não quitar as dívidas.
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Dívida preocupante
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O índice preocupa porque pode inibir o consumo no final do ano.
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O índice preocupa porque pode inibir o consumo no final do ano.
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Dos entrevistados pela Fecomercio neste mês, 61% têm dívidas, sendo que 43% estão em atraso.
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A pesquisa da Fecomercio mostra ainda que as mulheres estão mais endividadas, 62% delas têm dívidas, contra 60,4% dos homens entrevistados.
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O levantamento também mostra que os endividados estão com 32% da renda comprometida e que 52% disseram que o prazo de pagamento previsto das dívidas varia entre três meses e um ano. Para a Fecomercio, o 13° salário pode dar novo fôlego aos devedores.
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Pelo menos 67% dos entrevistados afirmaram que pretendem pagar total ou parcialmente os débitos. No mês anterior, este percentual era de 64%.
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TCU: problemas e soluções para crise aérea
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A auditoria do Tribunal de Contas da União encontrou indícios de irregularidades no sistema de controle do espaço aéreo brasileiro (Sisceab). O tribunal detectou, entre outros problemas, fragilidade na articulação institucional, insuficiência de recursos para investimento no controle do tráfego aéreo e de discrepância na distribuição das receitas destinadas ao Sisceab e deficiência na gestão de pessoal e de equipamento de controle de tráfego aéreo. Segundo o ministro Augusto Nardes, relator do processo, considerando o teto anual de noventa milhões para retenção, é possível verificar que nos últimos seis anos a Infraero deixou de repassar ao Comando da Aeronáutica cerca de R$ 582 milhões. Entre outras medidas, o tribunal determinou ao Ministério da Defesa, ao Comando da Aeronáutica, à Infraero e à Agência Nacional de Aviação Civil que tomem providências para fortalecer a atuação articulada na implementação da política nacional de aviação. O TCU também determinou que os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Defesa e a Casa Civil da Presidência da República estudem com urgência a conveniência da criação de carreira específica de controlador de vôo, abrangendo: seleção, capacitação, remuneração e ambiente de trabalho, aí incluindo o regime de dedicação exclusiva.
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Juristas condenam reajuste de parlamentares
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O presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional (Abdcons), Flávio Pansieri, criticou hoje duramente o reajuste concedido pelos deputados e senadores aos próprios salários. "Neste momento temos que manifestar nossa indignação contra a insensibilidade e a pequenez republicana do Congresso". E acrescentou Pansieri: "infelizmente os nossos parlamentares ainda não descobriram que nem tudo que é legal e moral. Não se pode entender que o Legislativo possa requerer qualquer forma de apoio coletivo, depois de um ano de tantas denúncias e de pouca atividade para a sociedade".
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Renan: novo salário não aumentará despesa. É mesmo ?!!!
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Logo após reunião conjunta com deputados e senadores que definiu que o salário dos parlamentares irá se equiparar ao teto do Judiciário, R$ 24,6 mil, o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que a medida será efetuada sem aumento de gastos para o Senado, em virtude de outras medidas de contenção de despesas. Segundo o presidente do Senado, já foram cortados R$ 24 milhões de gastos no ano passado, e esse ano o número pode chegar aos R$ 50 milhões. Com as medidas previstas, o aumento dos salários não vai significar gastos maiores com as casas do Congresso.
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Justiça federal interdita BR-153
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O juiz Felini de Oliveira Wanderley, da Justiça Federal em Uberlândia, determinou a interdição do trecho da BR-153, compreendido entre Trevão (MG) e Prata (MG), a partir de hoje até o dia 13 de janeiro de 2007. O juiz decidiu que o Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transporte deve efetuar obras para tapar os buracos que causem riscos de acidentes na rodovia. O descumprimento da decisão resultará no pagamento de multa diária de cinco mil reais.
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TCU: problemas e soluções para crise aérea
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A auditoria do Tribunal de Contas da União encontrou indícios de irregularidades no sistema de controle do espaço aéreo brasileiro (Sisceab). O tribunal detectou, entre outros problemas, fragilidade na articulação institucional, insuficiência de recursos para investimento no controle do tráfego aéreo e de discrepância na distribuição das receitas destinadas ao Sisceab e deficiência na gestão de pessoal e de equipamento de controle de tráfego aéreo. Segundo o ministro Augusto Nardes, relator do processo, considerando o teto anual de noventa milhões para retenção, é possível verificar que nos últimos seis anos a Infraero deixou de repassar ao Comando da Aeronáutica cerca de R$ 582 milhões. Entre outras medidas, o tribunal determinou ao Ministério da Defesa, ao Comando da Aeronáutica, à Infraero e à Agência Nacional de Aviação Civil que tomem providências para fortalecer a atuação articulada na implementação da política nacional de aviação. O TCU também determinou que os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Defesa e a Casa Civil da Presidência da República estudem com urgência a conveniência da criação de carreira específica de controlador de vôo, abrangendo: seleção, capacitação, remuneração e ambiente de trabalho, aí incluindo o regime de dedicação exclusiva.
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Juristas condenam reajuste de parlamentares
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O presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional (Abdcons), Flávio Pansieri, criticou hoje duramente o reajuste concedido pelos deputados e senadores aos próprios salários. "Neste momento temos que manifestar nossa indignação contra a insensibilidade e a pequenez republicana do Congresso". E acrescentou Pansieri: "infelizmente os nossos parlamentares ainda não descobriram que nem tudo que é legal e moral. Não se pode entender que o Legislativo possa requerer qualquer forma de apoio coletivo, depois de um ano de tantas denúncias e de pouca atividade para a sociedade".
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Renan: novo salário não aumentará despesa. É mesmo ?!!!
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Logo após reunião conjunta com deputados e senadores que definiu que o salário dos parlamentares irá se equiparar ao teto do Judiciário, R$ 24,6 mil, o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que a medida será efetuada sem aumento de gastos para o Senado, em virtude de outras medidas de contenção de despesas. Segundo o presidente do Senado, já foram cortados R$ 24 milhões de gastos no ano passado, e esse ano o número pode chegar aos R$ 50 milhões. Com as medidas previstas, o aumento dos salários não vai significar gastos maiores com as casas do Congresso.
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Justiça federal interdita BR-153
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O juiz Felini de Oliveira Wanderley, da Justiça Federal em Uberlândia, determinou a interdição do trecho da BR-153, compreendido entre Trevão (MG) e Prata (MG), a partir de hoje até o dia 13 de janeiro de 2007. O juiz decidiu que o Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transporte deve efetuar obras para tapar os buracos que causem riscos de acidentes na rodovia. O descumprimento da decisão resultará no pagamento de multa diária de cinco mil reais.