quinta-feira, janeiro 25, 2007

Analistas estrangeiros ignoram o novo programa

Veja online
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O anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) feito nesta segunda-feira pelo governo brasileiro não foi objeto de muita atenção por parte de investidores e analistas estrangeiros. Enquanto alguns relatórios diários sobre mercados emergentes de bancos internacionais citaram de passagem o lançamento do programa, a maioria deles sequer o comentou. De acordo com O Estado de S. Paulo, ao falar do Brasil, este relatórios preferiram ressaltar as possibilidades de mudanças na taxa básica de juros (Selic) durante a semana, quando o Conselho de Política Monetária (Copom) se reúne.

"Dois fatores explicam essa postura dos mercados: ceticismo com a eficiência do pacote e o fato de boa parte das medidas terem sido antecipadas nos últimos dias", disse ao diário um estrategista de um banco norte-americano. Já o jornal britânico Financial Times afirma que as medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretender estimular o crescimento "em meio a preocupações de que a relutância de seu governo em resolver problemas fiscais podem frear a economia".

Segundo o diário, a maioria dos economistas concorda que, para "destravar" a economia, Lula teria de implementar, além do PAC e das reformas fiscais, mudanças em outras áreas – flexibilizar o regime trabalhista, por exemplo. "O presidente tem ficado silencioso nesses assuntos, e não se espera que o pacote desta segunda contenha qualquer surpresa nesses temas", disse o FT, que ressalta que tais reformas enfrentariam forte oposição política.

Imprensa – Entre os grandes jornais internacionais, apenas o periódico argentino La Nación deu certo destaque ao PAC, dizendo que ele deve "aumentar de forma drástica os gastos públicos para acelerar uma taxa de crescimento estancada". Para a reportagem, "o crescimento econômico estimulado pelo maior volume de gasto público marca uma mudança estratégica em relação à chamada 'era Palocci', marcada pelo rigor no controle dos gastos".