quinta-feira, janeiro 25, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Bancos criticam PAC e pedem fim do IOF

Os bancos brasileiros estão defendendo o fim do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Márcio Cypriano – que também é executivo do Bradesco –, justifica que o imposto acaba exercendo forte pressão sobre os juros cobrados nos empréstimos ao público.
.
Ele disse ainda nesta quarta-feira (24.01) que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciado pelo governo Lula esta semana, foi tímido no que diz respeito a desoneração tributária. “O PAC também poderia ter adotado mais medidas de incentivo a investimentos da iniciativa privada”, ressaltou.
.
Na avaliação de Alexandre Schwartsman, do banco Real, o PAC é claramente intervencionista. “Os gastos públicos cresceram de 22% para 35% do PIB nos últimos 13 anos, sem a contrapartida de crescimento na mesma medida", alertou. André Lóes, do Santander Banespa, até acredita que haverá crescimento, mas que “ele será marginal”.
.
O economista Octávio de Barros, também do Bradesco, lamentou que as medidas de redução da carga tributária ficaram aquém das expectativas: "O governo poderia ter adotado uma linha de desoneração tributária horizontal (como o fim do IOF), que beneficiaria toda a economia, no lugar da desoneração setorial".

*
COMENTANDO A NOTÍCIA: Olhem, vou levar em conta de piada, a indecorosa proposta dos senhores banqueiros. Então é o IOF o causador dos juros altos do país ? Então tá, fiquemos assim meus senhores.

**************

Governadores temem rateio do Fundeb
De O Globo:

"Alvo da reclamação de governadores, a fórmula de rateio dos recursos do Fundeb pode aumentar as perdas dos estados. O que está em jogo é a divisão de R$ 7,5 bilhões entre governos estaduais e prefeituras, segundo estimativa do MEC. A repartição dos recursos será definida até o mês que vem, para garantir que o novo fundo comece a funcionar em março."

*****

COMENTANDO A NOTICIA: Toda a boa idéia ou todo o projeto inteligente deste país está sendo transformado em política de negociação. Ora, por que na própria lei de criação do FUNDEB tais critérios de rateio já não ficaram definidos, dando maior transparência ? Que aliás nem precisava ter sido um projeto novo, bastava aprimorar o já existente, mas vamos lá: ora, 7,5 bilhões é muita grana para que o critério de rateio seja feito na base da negociação de balcão ! Pois bem, acompanhem doravante o que acontecerá, e vocês verão que, a lacuna legal, vai proporcionar justamente o toma-lá-dá-cá. Depois Lula acusa o sistema pela corrupção ! Que sistema, que nada, quem fez a lei, quem criou o projeto e o enviou ao Congresso foi o próprio governo. Tivesse o cuidado de tornar o Fundo uma programa transparente, teria tido o cuidado de fixar no corpo da própria lei os critérios para a divisão de tanto dinheiro! A sensação que se tem é que os governantes tem deixam uma lacuna ou uma porta aberta para a corrupção e os critérios obscuros passarem livres !

**************

Motivo de tristeza
.
O Programa de Aceleração do Crescimento reservou uma parte amarga aos servidores federais.
O limite de gastos da União provocará um congelamento de salários para categorias do funcionalismo público - especialmente aquelas que já tiveram reajustes maiores nos últimos anos.
.
É certa também a redução de novas contratações no governo federal.
.
O PAC limita a expansão das despesas com pessoal da União à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo mais 1,5% ao ano.

*
COMENTANDO A NOTICIA: Se diz que o PAC não traz reindexação de salários para o funcionalismo público, porque a indexação ocorre na folha de salários. Ora, o governo congela os salários, para permitir novas contratações, ou simplesmente não contrata, tornando os serviços públicos piores do já são. Os “gênios” da idéia acabam sempre por penalizar justamente aqueles que mais necessitam do Estado: os funcionários, de um lado, e os serviços públicos deteriorados, de outro lado, e por extensão, a própria população de mais baixa renda que mais se utiliza dos serviços que o estado oferece. Por que eles não têm idéias para penalizar os banqueiros por exemplo ?