Tribuna da Imprensa
GENEBRA (Suíça) - O governo norte-americano deixou claro que a Bolívia não receberá ajuda financeira se seguir as "políticas extremistas do presidente (Hugo) Chávez", da Venezuela. Um dos principais programas de ajuda aos países pobres nos Estados Unidos, o Millenium Challenge Corporation, estudava a possibilidade de destinar até US$ 400 milhões a projetos sociais na Bolívia.
Segundo o diretor da iniciativa, John Danilovich, Washington e La Paz estão debatendo ainda de que forma irá ocorrer a cooperação entre os dois países, mas insinua que os recursos apenas seriam liberados se ficar claro que o presidente Evo Morales não adotará políticas similares às de Hugo Chávez, que vem se tornando no principal desafeto dos EUA na região.
"Recebemos uma proposta da Bolívia (de cooperação). Estamos acompanhando com atenção o que ocorre em La Paz. Esperamos que o presidente Evo Morales não caia na política extremista de Chávez e na má administração da política econômica", afirmou John Danilovich.
Danilovich foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e mostrou que está de fato acompanhando o que ocorre na América Latina. "Todos se lembram do que foi anunciado na Bolívia no dia 1º de maio de 2006: a nacionalização dos recursos energéticos. O problema é que não entendemos ainda o que isso quer dizer. Na realidade, acredito que nem mesmo a Petrobras saiba o que significa a nacionalização na Bolívia", afirmou.
O programa chefiado por Danilovich ainda conta com recursos que são destinados à Nicarágua. Lá, porém, o diplomata aponta que o financiamento pode continuar, se o novo presidente Daniel Ortega continuar cumprindo as exigências impostas pelos EUA para que os recursos sejam dados, como o respeito à democracia. "Estive na Nicarágua no dia da posse de Ortega e, na noite anterior ao evento, tive uma reunião com ele. Ortega fez comentários positivos sobre o programa", garantiu o norte-americano.
Para 2007, o programa chefiado pelo diplomata conta com US$ 1,7 bilhão para ser distribuído a países que cumprem certos critérios, como liberdade civil, respeito aos direitos humanos e outros fatores. Para 2008, as exigências serão ainda maiores e incluirão o respeito pelo meio ambiente e acesso à terra para todos. Outro país que conta com recursos norte-americanos é o Paraguai. Pelo menos US$ 37 milhões são destinados para que o país lute contra a corrupção.
GENEBRA (Suíça) - O governo norte-americano deixou claro que a Bolívia não receberá ajuda financeira se seguir as "políticas extremistas do presidente (Hugo) Chávez", da Venezuela. Um dos principais programas de ajuda aos países pobres nos Estados Unidos, o Millenium Challenge Corporation, estudava a possibilidade de destinar até US$ 400 milhões a projetos sociais na Bolívia.
Segundo o diretor da iniciativa, John Danilovich, Washington e La Paz estão debatendo ainda de que forma irá ocorrer a cooperação entre os dois países, mas insinua que os recursos apenas seriam liberados se ficar claro que o presidente Evo Morales não adotará políticas similares às de Hugo Chávez, que vem se tornando no principal desafeto dos EUA na região.
"Recebemos uma proposta da Bolívia (de cooperação). Estamos acompanhando com atenção o que ocorre em La Paz. Esperamos que o presidente Evo Morales não caia na política extremista de Chávez e na má administração da política econômica", afirmou John Danilovich.
Danilovich foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e mostrou que está de fato acompanhando o que ocorre na América Latina. "Todos se lembram do que foi anunciado na Bolívia no dia 1º de maio de 2006: a nacionalização dos recursos energéticos. O problema é que não entendemos ainda o que isso quer dizer. Na realidade, acredito que nem mesmo a Petrobras saiba o que significa a nacionalização na Bolívia", afirmou.
O programa chefiado por Danilovich ainda conta com recursos que são destinados à Nicarágua. Lá, porém, o diplomata aponta que o financiamento pode continuar, se o novo presidente Daniel Ortega continuar cumprindo as exigências impostas pelos EUA para que os recursos sejam dados, como o respeito à democracia. "Estive na Nicarágua no dia da posse de Ortega e, na noite anterior ao evento, tive uma reunião com ele. Ortega fez comentários positivos sobre o programa", garantiu o norte-americano.
Para 2007, o programa chefiado pelo diplomata conta com US$ 1,7 bilhão para ser distribuído a países que cumprem certos critérios, como liberdade civil, respeito aos direitos humanos e outros fatores. Para 2008, as exigências serão ainda maiores e incluirão o respeito pelo meio ambiente e acesso à terra para todos. Outro país que conta com recursos norte-americanos é o Paraguai. Pelo menos US$ 37 milhões são destinados para que o país lute contra a corrupção.