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A América Latina corre o risco de um conflito generalizado. A cobrança norte-americana de uma posição de Lula em relação aos movimentos de Hugo Chávez nos coloca em uma verdadeira "sinuca de bico" estratégica. Senão, vejamos:
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1 - Lula, como todos sabem, é avesso à leitura e se orgulha disso. A possibilidade de que ele não tenha lido a advertencia, mas tão somente ouvido um resumo de algum assessor (a maioria, lembre-se, ideologicamente alinhado a Chavez e ao Foro de SP) é grande. Isso já nós coloca em risco diante da gravidade da advertência.
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2 - Se Lula leu, é muito possível que não tenha entendido o quão graves são as advertências contidas no documento, o que pode ocasionar uma conclusão equivocada, de que tais avisos seriam um blefe americano. Podemos imaginar daí as consequencias dessa conclusão.
2 - Se Lula leu, é muito possível que não tenha entendido o quão graves são as advertências contidas no documento, o que pode ocasionar uma conclusão equivocada, de que tais avisos seriam um blefe americano. Podemos imaginar daí as consequencias dessa conclusão.
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3 - O pior de tudo, entretanto, é que se ele leu, entendeu e mesmo assim ainda não tomou posição, perdeu uma chance de colocar o país longe de uma situação que se mostrará de difícil ou impossível solução. Veja:
3 - O pior de tudo, entretanto, é que se ele leu, entendeu e mesmo assim ainda não tomou posição, perdeu uma chance de colocar o país longe de uma situação que se mostrará de difícil ou impossível solução. Veja:
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Na hipótese da Venezuela agredir militarmente a Colombia, os EUA terão que tomar uma posição agressiva em relação à primeira. Para tanto, uma área de imprescindível valor estratégico-militar, é a do Delta do Rio Amazonas - em território brasileiro- que, por seu calado e profundidade, é perfeita para estacionar a marinha americana, de onde poderiam ser lançados ataques para todo o território venezuelano. Em face disso, os EUA deverão exigir uma tomada de posição do Brasil em relação ao conflito. Aí é que as coisas começam a complicar.
Na hipótese da Venezuela agredir militarmente a Colombia, os EUA terão que tomar uma posição agressiva em relação à primeira. Para tanto, uma área de imprescindível valor estratégico-militar, é a do Delta do Rio Amazonas - em território brasileiro- que, por seu calado e profundidade, é perfeita para estacionar a marinha americana, de onde poderiam ser lançados ataques para todo o território venezuelano. Em face disso, os EUA deverão exigir uma tomada de posição do Brasil em relação ao conflito. Aí é que as coisas começam a complicar.
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Se o Brasil tomar posição favorável aos norte-americanos, cedendo território para o lançamento de ataques, Chavez, que não é bobo, provavelmente irá invocar o pacto de apoio mútuo das américas - tratado internacional que determina que uma agressão à um país das américas obriga o apoio de todos os demais em sua defesa.
Se o Brasil tomar posição favorável aos norte-americanos, cedendo território para o lançamento de ataques, Chavez, que não é bobo, provavelmente irá invocar o pacto de apoio mútuo das américas - tratado internacional que determina que uma agressão à um país das américas obriga o apoio de todos os demais em sua defesa.
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Será uma deturpação deste tratado, haja vista que os EUA também são signatários do mesmo, logo, será a agressão de um país das américas em face de outro país das américas, situação em que o tratado, em tese, não se aplica. Diante das últimas atitudes do presidente venezuelano, porém, não é esperar muito essa interpretação do tratado. Invocando tal pacto, podemos esperar uma adesão de Uruguai, Bolivia, Equador, Paraguai e Peru, países liderados por membros do Foro de São Paulo.
Será uma deturpação deste tratado, haja vista que os EUA também são signatários do mesmo, logo, será a agressão de um país das américas em face de outro país das américas, situação em que o tratado, em tese, não se aplica. Diante das últimas atitudes do presidente venezuelano, porém, não é esperar muito essa interpretação do tratado. Invocando tal pacto, podemos esperar uma adesão de Uruguai, Bolivia, Equador, Paraguai e Peru, países liderados por membros do Foro de São Paulo.
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Teremos, portanto, que lutar em uma guerra de 3 frentes - Norte, Sul e Leste - situação esta, a qual nossas FFAA, sucateadas e sem investimentos sérios há pelo menos 20 anos, não estão preparadas. Os EUA pouco poderão fazer, já que também estarão envolvidos em um combate em duas frentes, sem mencionar a questão do Iraque.
Teremos, portanto, que lutar em uma guerra de 3 frentes - Norte, Sul e Leste - situação esta, a qual nossas FFAA, sucateadas e sem investimentos sérios há pelo menos 20 anos, não estão preparadas. Os EUA pouco poderão fazer, já que também estarão envolvidos em um combate em duas frentes, sem mencionar a questão do Iraque.
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Lembremos que, em 1944, o até então imbatível poderio militar alemão começou a sucumbir justamente por se colocar em situação em que teve que impingir combate em duas frentes - à oeste, contra os aliados, e à leste, contra os russos que lhe declararam guerra. A dificuldade tática e logistica de uma situação dessas é imensa.
Lembremos que, em 1944, o até então imbatível poderio militar alemão começou a sucumbir justamente por se colocar em situação em que teve que impingir combate em duas frentes - à oeste, contra os aliados, e à leste, contra os russos que lhe declararam guerra. A dificuldade tática e logistica de uma situação dessas é imensa.
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Se o Brasil, por outro lado, tomar posição favorável à Venezuela, é provavel que ocorra uma manipulação para a derrubada de Lula que, se bem sucedida, liberaria o quarto elemento (movimentos sociais, MST, PCC et caterva) dentro de nosso território, que seria também apoiado pelos países acima mencionados, nos levando a conflitos internos que poderiam recrudescer para uma guerra civil, além de ingerência externa, em clara ostilidade à nossa soberania e auto-determinação. Novamente os EUA pouco poderiam fazer para auxiliar, pelos motivos já expostos.
Se o Brasil, por outro lado, tomar posição favorável à Venezuela, é provavel que ocorra uma manipulação para a derrubada de Lula que, se bem sucedida, liberaria o quarto elemento (movimentos sociais, MST, PCC et caterva) dentro de nosso território, que seria também apoiado pelos países acima mencionados, nos levando a conflitos internos que poderiam recrudescer para uma guerra civil, além de ingerência externa, em clara ostilidade à nossa soberania e auto-determinação. Novamente os EUA pouco poderiam fazer para auxiliar, pelos motivos já expostos.
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É necessario, portanto, que o Governo brasileiro esqueça seu viés ideológico e dê sinais claros, inequívocos, de que repudia as atitudes ditatoriais de Chavez e que não apoiará suas loucuras expansionistas, rompendo com a onda populista que invade a América Latina e com os designios do Foro de São Paulo e evitando um conflito generalizado que só trará dor e sofrimento ao povo brasileiro e latino-americano.
É necessario, portanto, que o Governo brasileiro esqueça seu viés ideológico e dê sinais claros, inequívocos, de que repudia as atitudes ditatoriais de Chavez e que não apoiará suas loucuras expansionistas, rompendo com a onda populista que invade a América Latina e com os designios do Foro de São Paulo e evitando um conflito generalizado que só trará dor e sofrimento ao povo brasileiro e latino-americano.
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Como, diante da postura de nosso mandatário, tal atitude se afigura como improvável, resta a nós, o povo brasileiro, torcer para que toda a análise acima exposta se demonstre equivocada, ao mesmo tempo que nos preparamos para tempos difíceis que se avizinham.
Como, diante da postura de nosso mandatário, tal atitude se afigura como improvável, resta a nós, o povo brasileiro, torcer para que toda a análise acima exposta se demonstre equivocada, ao mesmo tempo que nos preparamos para tempos difíceis que se avizinham.
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(*) Luciano Blandy é advogado
(*) Luciano Blandy é advogado