Fabio Grecchi, Tribuna da Imprensa
O Programa de Aceleração do Crescimento está sendo analisado por alguns setores da economia como uma versão revista e ampliada do Avança Brasil, de Fernando Henrique Cardoso. Uma série de boas intenções que, a rigor, não dá respostas a curto prazo. Ao contrário: como o próprio presidente Lula destacou no discurso de apresentação do PAC, trata-se de algo que vai além do seu governo.
Mais uma vez se assentam bases para um futuro longínquo. Trata-se de uma situação complexa, pois emprego, fome, combate à violência, diminuiução das injustiças sociais, educação de nível, saúde pública decente, nada disso pode ficar para depois. A questão dos investimentos, ainda que suscitem este ou aquele debate quanto à praticidadade das idéias sugeridas, pode ser percebida a perder de vista.
O PAC só teria impacto realmente se o cidadão fosse contemplado em suas questões diárias. Durante o anúncio feito por Lula, não se tratou do combate à violência. Não se disse também palavra a respeito da ampliação do mercado de trabalho - ainda que esta questão esteja incluída numa série de medidas. Questões concretas e não etéreas, muito mais com jeito de discussão acadêmica, é o que interessa ao eleitor.
E foi por causa disso que reelegeu Lula. Não para ouvir seus lamentos, tampouco englobar o dia-a-dia do cidadão em conceitos como democracia - já disse aqui mesmo: quem a quer é uma elite intelectual; o povão não se importaria com uma ditadura, pois não o incomoda a falta de certas liberdades. Incomoda, sim, a insegurança, os hospitais públicos mal-aparelhados, as escolas caindo aos pedaços, as más condições de trabalho. O restante do PAC é discussão que não enche barriga.
Como Cesar
Aliás, sabe como é que já estão classificando o PAC na internet? PACtoíde.
Exatamente por ser uma junção de boas intenções com outras nem tanto e umas péssimas. Ou seja: só intenções.
Rodamoinho
A revista "Carta Capital" fez aberta campanha em favor da reeleição de Lula. Mas seu diretor, Mino Carta, faz surpreendente conexão entre o ex-ministro José Dirceu - que mantém enorme influência sobre o PT e alguns integrantes do governo - e o publicitário Marcos Valério. Diz que os dois se encontraram, em Lisboa, no hotel Pestana, dia 10 passado, para um café da manhã.
Dirceu, naturalmente, negou. Mais: desafiou Mino a explicar por que não o consultou sobre a nota que divulgou em seu blog - tanto que classificou a nota como uma "arrematada (sic) mentira". Mas que a informação está detalhadinha, lá isto está.
Disse sim
O candidato do PT à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), lembra aquela célebre manchete de jornal sobre as palavras do último ditador brasileiro, João Baptista Figueiredo. Disse que não disse o que disse que disse sobre o reajuste dos deputados.
Trocando em miúdos, foi mal interpretado em relação ao caso, pois jamais defendeu que deveria ser concedido aqueles vergonhosos 91%. Não, deputado: o senhor defendeu, sim. Assim como Aldo Rebelo. Quem jamais concordou foi Gustavo Fruet.
Colher de chá
Três meses. Este é o prazo dado pelo governo do Estado para o pagamento do ICMS de estabelecimentos localizados em 28 municípios atingidos pelas enchentes no final de dezembro e janeiro. O decreto do governador Sérgio Cabral foi publicado no "Diário Oficial" de ontem e prevê o pagamento do imposto dividido em seis parcelas mensais.
Serão beneficiados principalmente o comércio varejista de automóveis novos e usados, autopeças, pneus e acessórios, produtos de padaria e laticínios, bebidas, açougues e hortifrutigranjeiros, tecidos e artigos de armarinho,materiais de construção, antiguidades e livros.
Brasil-il-il
O brasileiro não é somente um dos maiores usuários de internet no planeta. É também o segundo maior criador do mundo de vírus e programas de invasão de computadores - os chamados "malwares", corruptela inglesa de "malicious softwares".
Nossos gênios cibernéticos respondem com nada menos que 14,2% de todo tipo de porcaria que inunda as caixas-postais virtuais das pessoas. Só perdemos para a China, de onde saem 30% dos vírus que são espalhados pelo mundo. Mas a gente chega lá.
O Programa de Aceleração do Crescimento está sendo analisado por alguns setores da economia como uma versão revista e ampliada do Avança Brasil, de Fernando Henrique Cardoso. Uma série de boas intenções que, a rigor, não dá respostas a curto prazo. Ao contrário: como o próprio presidente Lula destacou no discurso de apresentação do PAC, trata-se de algo que vai além do seu governo.
Mais uma vez se assentam bases para um futuro longínquo. Trata-se de uma situação complexa, pois emprego, fome, combate à violência, diminuiução das injustiças sociais, educação de nível, saúde pública decente, nada disso pode ficar para depois. A questão dos investimentos, ainda que suscitem este ou aquele debate quanto à praticidadade das idéias sugeridas, pode ser percebida a perder de vista.
O PAC só teria impacto realmente se o cidadão fosse contemplado em suas questões diárias. Durante o anúncio feito por Lula, não se tratou do combate à violência. Não se disse também palavra a respeito da ampliação do mercado de trabalho - ainda que esta questão esteja incluída numa série de medidas. Questões concretas e não etéreas, muito mais com jeito de discussão acadêmica, é o que interessa ao eleitor.
E foi por causa disso que reelegeu Lula. Não para ouvir seus lamentos, tampouco englobar o dia-a-dia do cidadão em conceitos como democracia - já disse aqui mesmo: quem a quer é uma elite intelectual; o povão não se importaria com uma ditadura, pois não o incomoda a falta de certas liberdades. Incomoda, sim, a insegurança, os hospitais públicos mal-aparelhados, as escolas caindo aos pedaços, as más condições de trabalho. O restante do PAC é discussão que não enche barriga.
Como Cesar
Aliás, sabe como é que já estão classificando o PAC na internet? PACtoíde.
Exatamente por ser uma junção de boas intenções com outras nem tanto e umas péssimas. Ou seja: só intenções.
Rodamoinho
A revista "Carta Capital" fez aberta campanha em favor da reeleição de Lula. Mas seu diretor, Mino Carta, faz surpreendente conexão entre o ex-ministro José Dirceu - que mantém enorme influência sobre o PT e alguns integrantes do governo - e o publicitário Marcos Valério. Diz que os dois se encontraram, em Lisboa, no hotel Pestana, dia 10 passado, para um café da manhã.
Dirceu, naturalmente, negou. Mais: desafiou Mino a explicar por que não o consultou sobre a nota que divulgou em seu blog - tanto que classificou a nota como uma "arrematada (sic) mentira". Mas que a informação está detalhadinha, lá isto está.
Disse sim
O candidato do PT à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), lembra aquela célebre manchete de jornal sobre as palavras do último ditador brasileiro, João Baptista Figueiredo. Disse que não disse o que disse que disse sobre o reajuste dos deputados.
Trocando em miúdos, foi mal interpretado em relação ao caso, pois jamais defendeu que deveria ser concedido aqueles vergonhosos 91%. Não, deputado: o senhor defendeu, sim. Assim como Aldo Rebelo. Quem jamais concordou foi Gustavo Fruet.
Colher de chá
Três meses. Este é o prazo dado pelo governo do Estado para o pagamento do ICMS de estabelecimentos localizados em 28 municípios atingidos pelas enchentes no final de dezembro e janeiro. O decreto do governador Sérgio Cabral foi publicado no "Diário Oficial" de ontem e prevê o pagamento do imposto dividido em seis parcelas mensais.
Serão beneficiados principalmente o comércio varejista de automóveis novos e usados, autopeças, pneus e acessórios, produtos de padaria e laticínios, bebidas, açougues e hortifrutigranjeiros, tecidos e artigos de armarinho,materiais de construção, antiguidades e livros.
Brasil-il-il
O brasileiro não é somente um dos maiores usuários de internet no planeta. É também o segundo maior criador do mundo de vírus e programas de invasão de computadores - os chamados "malwares", corruptela inglesa de "malicious softwares".
Nossos gênios cibernéticos respondem com nada menos que 14,2% de todo tipo de porcaria que inunda as caixas-postais virtuais das pessoas. Só perdemos para a China, de onde saem 30% dos vírus que são espalhados pelo mundo. Mas a gente chega lá.