Editorial do “The New York Times”
O presidente Hugo Chávez da Venezuela - retrato fiel do moderno homem forte latino-americano - não está contente em exercer controle político e militar quase total em seu país. Agora, ele aperta firme a economia venezuelana. São más notícias para investidores estrangeiros, mas ainda piores para o povo venezuelano, que deverá pagar o preço de uma economia atormentada por crescente corrupção e ineficiência.
Chávez anunciou nesta semana que nacionalizará empresas de energia e telecomunicação. A maior empresa de telecomunicações da Venezuela é parcialmente propriedade da Verizon Communications. Sua maior empresa de energia é controlada por outra companhia americana, AES Corp. Chávez também declarou sua intenção de controlar quatro projetos de petróleo multibilionários com investimentos significativos de países estrangeiros.
O controle do Estado é um modo raramente eficiente de se dirigir empresas, e nacionalizações não são uma boa maneira de encorajar futuros investimentos estrangeiros. Chávez já usa a empresa petrolífera controlada pelo Estado para recompensar seus colegas às custas de receber o melhor retorno do recurso mais lucrativo da Venezuela.
A forma exata destas nacionalizações permanece incerta. Qualquer que seja o plano de Chávez, ele precisa compensar seus acionistas de maneira justa. E enquanto a administração Bush necessita condenar qualquer captura dos bens americanos, deverá escolher suas palavras com cuidado para não cair no jogo anti-ianque de Chávez.
A administração pode avançar melhor os interesses americanos e do povo da América Latina por meio de envolvimento mais ativo das muitas democracias da região. Também necessita pressionar acordos comerciais e outras formas de ajuda e cooperação econômica. Este é o jeito mais sensato de combater a demagogia de Chávez.
As últimas medidas de Chávez servem como mais um lembrete do porquê a América precisa conter seu insaciável apetite por petróleo. Os Estados Unidos são o maior comprador de produtos de petróleo da Venezuela. Se um poderoso Hugo Chávez se coloca contra os interesses americanos, deveríamos parar de pagar por seus jatos e helicópteros russos - além de suas nacionalizações - com nossos carros e caminhões.
O presidente Hugo Chávez da Venezuela - retrato fiel do moderno homem forte latino-americano - não está contente em exercer controle político e militar quase total em seu país. Agora, ele aperta firme a economia venezuelana. São más notícias para investidores estrangeiros, mas ainda piores para o povo venezuelano, que deverá pagar o preço de uma economia atormentada por crescente corrupção e ineficiência.
Chávez anunciou nesta semana que nacionalizará empresas de energia e telecomunicação. A maior empresa de telecomunicações da Venezuela é parcialmente propriedade da Verizon Communications. Sua maior empresa de energia é controlada por outra companhia americana, AES Corp. Chávez também declarou sua intenção de controlar quatro projetos de petróleo multibilionários com investimentos significativos de países estrangeiros.
O controle do Estado é um modo raramente eficiente de se dirigir empresas, e nacionalizações não são uma boa maneira de encorajar futuros investimentos estrangeiros. Chávez já usa a empresa petrolífera controlada pelo Estado para recompensar seus colegas às custas de receber o melhor retorno do recurso mais lucrativo da Venezuela.
A forma exata destas nacionalizações permanece incerta. Qualquer que seja o plano de Chávez, ele precisa compensar seus acionistas de maneira justa. E enquanto a administração Bush necessita condenar qualquer captura dos bens americanos, deverá escolher suas palavras com cuidado para não cair no jogo anti-ianque de Chávez.
A administração pode avançar melhor os interesses americanos e do povo da América Latina por meio de envolvimento mais ativo das muitas democracias da região. Também necessita pressionar acordos comerciais e outras formas de ajuda e cooperação econômica. Este é o jeito mais sensato de combater a demagogia de Chávez.
As últimas medidas de Chávez servem como mais um lembrete do porquê a América precisa conter seu insaciável apetite por petróleo. Os Estados Unidos são o maior comprador de produtos de petróleo da Venezuela. Se um poderoso Hugo Chávez se coloca contra os interesses americanos, deveríamos parar de pagar por seus jatos e helicópteros russos - além de suas nacionalizações - com nossos carros e caminhões.