De Janio de Freitas , na Folha de S.Paulo
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"O descaso do governo, sem exceção do próprio presidente, com mais de 220 localidades nordestinas declaradas em estado de emergência, não foge à regra histórica, mas desta vez incide em um período de utilização sem igual, na política e na propaganda, das desgraças do Nordeste.
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"O descaso do governo, sem exceção do próprio presidente, com mais de 220 localidades nordestinas declaradas em estado de emergência, não foge à regra histórica, mas desta vez incide em um período de utilização sem igual, na política e na propaganda, das desgraças do Nordeste.
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Por mais de uma semana, as localidades padecem de falta absoluta de água, porque o governo Lula não fez a nova remessa de dinheiro para a operação dos carros-pipas do Exército, entre os açudes cheios e as populações atingidas pela seca. Só agora o governo diz providenciar a liberação de parte do dinheiro, R$ 40 milhões, esperado para amenizar a falta de água e a perda das lavouras alimentícias.
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É inconcebível que ainda ocorram descasos governamentais desse tipo. E que, no seu decorrer, não se ouça nem uma palavra indignada e exigente de um só parlamentar do Nordeste, postos todos em férias alegradas por dois meses de vencimento extra. Ou, quando muito, no caso de meia dúzia deles, ocupando-se em disputas de mais poder e respectivos benefícios."
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x da questão
Blog do Jefferson
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x da questão
Blog do Jefferson
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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, tentou minimizar ontem os riscos que a política estatizante e centralizadora do governo venezuelano representa para a companhia brasileira. E saiu-se com uma pérola, "o petróleo não dá em país calmo". Não que ele esteja de todo errado. Mas o problema é que não se pode analisar a questão de forma tão rasa. Afinal, o fato de a maioria dos países grandes produtores de petróleo viverem em conflito se deve mais ao fato de confiarem toda a sua economia aos benefícios que a extração do produto traz, sem investirem em alternativas econômicas que melhorem o nível de vida das populações e visando tão somente o enriquecimento das classes dominantes. Ora, uma das funções do bom gestor de uma empresa é saber avaliar os riscos de cada investimento. A observação de Gabrielli revela, no mínimo, uma perigosa pobreza de espírito e uma visão simplista do problema. Os acionistas da Petrobras que fiquem de olho.
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Começa a despetização
Da Folha de S.Paulo,
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Começa a despetização
Da Folha de S.Paulo,
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"O PT divulgou nota ontem criticando as demissões do presidente da Funarte, Antônio Grassi, e do secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Márcio Meira.
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Publicada no site do partido, a nota foi elaborada pela Secretaria Nacional de Cultura do PT, que diz discordar "no mérito e na forma" das demissões.
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Ambos souberam do afastamento, no final de 2006, por intermédio do chefe de gabinete do ministro Gilberto Gil, Adolpho Netto, e pelo secretário de Políticas Culturais, Alfredo Manevy. Esse é um dos motivos de crítica petista. "Demitir alguém pela imprensa, e ainda mais por intermediários, não honra o Ministério da Cultura", afirma a nota.
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Quanto ao mérito das demissões, a nota diz que se trata "do afastamento de dois servidores competentes, comprometidos com o programa apresentado pelo presidente Lula ao Brasil e que ao longo dos quatro anos de governo sempre foram leais ao presidente e ao ministro da Cultura"."
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Publicada no site do partido, a nota foi elaborada pela Secretaria Nacional de Cultura do PT, que diz discordar "no mérito e na forma" das demissões.
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Ambos souberam do afastamento, no final de 2006, por intermédio do chefe de gabinete do ministro Gilberto Gil, Adolpho Netto, e pelo secretário de Políticas Culturais, Alfredo Manevy. Esse é um dos motivos de crítica petista. "Demitir alguém pela imprensa, e ainda mais por intermediários, não honra o Ministério da Cultura", afirma a nota.
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Quanto ao mérito das demissões, a nota diz que se trata "do afastamento de dois servidores competentes, comprometidos com o programa apresentado pelo presidente Lula ao Brasil e que ao longo dos quatro anos de governo sempre foram leais ao presidente e ao ministro da Cultura"."
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Depois da Bolívia, a Venezuela
Da Folha de S.Paulo,
Depois da Bolívia, a Venezuela
Da Folha de S.Paulo,
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"Às vésperas de começar um novo mandato, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem que estatizará empresas de telecomunicações e elétricas, e defendeu a reforma da Constituição para implantar na Venezuela o que tem sido chamado de "socialismo do século 21". Ele afirmou também que planeja aumentar o controle estatal sobre projetos petrolíferos na região da bacia do rio Orinoco, onde a Petrobras e a estatal PDVSA identificaram, no ano passado, um campo gigante de petróleo (...)
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Entre as reformas defendidas pelos governistas está a reeleição para presidente sem limite de mandatos. Chávez inicia amanhã o seu terceiro mandato, o segundo sob a Constituição de 2000, redigida por uma Assembléia Constituinte convocada por ele.
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O presidente venezuelano também anunciou que pedirá em breve à Assembléia Nacional a aprovação de uma lei que lhe dará poderes para implementar mudanças por decreto. "Vamos pedir poderes especiais para um conjunto de leis revolucionárias que devem ter um impacto muito maior do que a Lei Habilitante de 2001", disse, referindo-se à legislação que catalizou greves empresarias contra seu governo."
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"Às vésperas de começar um novo mandato, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem que estatizará empresas de telecomunicações e elétricas, e defendeu a reforma da Constituição para implantar na Venezuela o que tem sido chamado de "socialismo do século 21". Ele afirmou também que planeja aumentar o controle estatal sobre projetos petrolíferos na região da bacia do rio Orinoco, onde a Petrobras e a estatal PDVSA identificaram, no ano passado, um campo gigante de petróleo (...)
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Entre as reformas defendidas pelos governistas está a reeleição para presidente sem limite de mandatos. Chávez inicia amanhã o seu terceiro mandato, o segundo sob a Constituição de 2000, redigida por uma Assembléia Constituinte convocada por ele.
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O presidente venezuelano também anunciou que pedirá em breve à Assembléia Nacional a aprovação de uma lei que lhe dará poderes para implementar mudanças por decreto. "Vamos pedir poderes especiais para um conjunto de leis revolucionárias que devem ter um impacto muito maior do que a Lei Habilitante de 2001", disse, referindo-se à legislação que catalizou greves empresarias contra seu governo."
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Governo desiste de conceder estradas à iniciativa privada
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Numa reviravolta que surpreendeu até mesmo integrantes do governo, o Planalto desistiu de conceder à iniciativa privada sete trechos de estradas federais e pretende administrar sozinho as praças de pedágio que deverão serão instaladas nelas estradas, como a Fernão Dias e a Régis Bittencourt. A idéia é criar um pedágio público e investir o dinheiro arrecadado na manutenção e recuperação das próprias rodovias. Os detalhes do novo modelo ainda não foram definidos, mas uma das propostas em estudo é a de constituir uma empresa federal para cobrar o pedágio.
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Desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério dos Transportes vinha trabalhando para aprovar no Tribunal de Contas da União (TCU) o programa de concessão dos sete trechos, que somam 2,6 mil quilômetros. No fim do ano passado, o tribunal deu seu aval para o modelo elaborado no governo Lula, que contou com empenho pessoal da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Além da Régis e da Fernão Dias, seriam concedidos trechos da BR-153 (SP), da BR-116 (PR-SC-RS), da BR-393 (MG-RJ), da BR 101 (RJ-ES) e um trecho contínuo das BRs 376, 116 e 101 de Curitiba a Florianópolis.
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Uma das razões que teria levado o governo a mudar sua política para as entradas foi a polêmica gerada durante as eleições presidenciais em torno das privatizações comandadas pelos tucanos nos setores de telefonia e energia. Conceder à iniciativa privada essas estradas poderia ser visto como uma incoerência com o discurso de campanha. A cobrança de pedágio público também esbarra em problemas. Para especialistas, uma empresa estatal estaria sujeita a pressões políticas que criariam dificuldades para que o preço do pedágio tenha reajustes compatíveis com o aumento dos custos da rodovia. Outro argumento é a possibilidade de o dinheiro arrecadado acabar não sendo aplicado nas estradas.
Fonte: Agência Estado
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Governo desiste de conceder estradas à iniciativa privada
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Numa reviravolta que surpreendeu até mesmo integrantes do governo, o Planalto desistiu de conceder à iniciativa privada sete trechos de estradas federais e pretende administrar sozinho as praças de pedágio que deverão serão instaladas nelas estradas, como a Fernão Dias e a Régis Bittencourt. A idéia é criar um pedágio público e investir o dinheiro arrecadado na manutenção e recuperação das próprias rodovias. Os detalhes do novo modelo ainda não foram definidos, mas uma das propostas em estudo é a de constituir uma empresa federal para cobrar o pedágio.
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Desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério dos Transportes vinha trabalhando para aprovar no Tribunal de Contas da União (TCU) o programa de concessão dos sete trechos, que somam 2,6 mil quilômetros. No fim do ano passado, o tribunal deu seu aval para o modelo elaborado no governo Lula, que contou com empenho pessoal da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Além da Régis e da Fernão Dias, seriam concedidos trechos da BR-153 (SP), da BR-116 (PR-SC-RS), da BR-393 (MG-RJ), da BR 101 (RJ-ES) e um trecho contínuo das BRs 376, 116 e 101 de Curitiba a Florianópolis.
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Uma das razões que teria levado o governo a mudar sua política para as entradas foi a polêmica gerada durante as eleições presidenciais em torno das privatizações comandadas pelos tucanos nos setores de telefonia e energia. Conceder à iniciativa privada essas estradas poderia ser visto como uma incoerência com o discurso de campanha. A cobrança de pedágio público também esbarra em problemas. Para especialistas, uma empresa estatal estaria sujeita a pressões políticas que criariam dificuldades para que o preço do pedágio tenha reajustes compatíveis com o aumento dos custos da rodovia. Outro argumento é a possibilidade de o dinheiro arrecadado acabar não sendo aplicado nas estradas.
Fonte: Agência Estado
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Caixinha
Caixinha
Blog do Jefferson
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Inspirado nos ares estatizantes que sopram do oeste continental, o governo federal resolveu que não vai mais privatizar sete trechos de estradas que até agora eram considerados prioritários para a ação privada, por demandarem grande volume de investimentos de que os cofres da União não dispõem. Pois parece que a ordem, agora, é instalar postos de pedágio, sim, mas explorados pelo próprio governo, que alegará reverter o dinheiro obtido na manutenção da malha rodoviária. A teoria, aparentemente, é boa. A prática é que são elas. Porque é sobejamente sabido que dinheiro na mão do governo vai para a caixinha comum e nem sempre é usado naquilo que deveria ser. Está aí o exemplo das taxas cobradas dos transportes aéreos, que foram desviadas para fins outros e ainda mal explicados. O princípio da privatização é que, ao se conceder a exploração de um serviço ao setor privado, os investimentos são obrigatórios e a fiscalização de sua execução, essa sim, cabe ao Estado. Cria-se assim uma figura jurídica mais clara e que o cidadão, que paga pelos serviços, tem condições de julgar. Quando o governo é executor e fiscalizador, tudo fica mais difícil. E já se sabe que não funciona.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Espera-se que esta decisão não esteja atrelada a nenhuma outra forma de arrecadação legal de recursos para aplicação nebulosa e desvios de finalidade. O diabo mora no detalhe, e o detalhe aqui é que o PT por onde passou sempre arrumou meio e pretexto para engordar as finanças do Partido. Basta ver a estreita ligação das administrações municipais petistas com empresas de recolhimento de lixo e transporte urbano. O passado, portanto, não recomenda este recuo.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Espera-se que esta decisão não esteja atrelada a nenhuma outra forma de arrecadação legal de recursos para aplicação nebulosa e desvios de finalidade. O diabo mora no detalhe, e o detalhe aqui é que o PT por onde passou sempre arrumou meio e pretexto para engordar as finanças do Partido. Basta ver a estreita ligação das administrações municipais petistas com empresas de recolhimento de lixo e transporte urbano. O passado, portanto, não recomenda este recuo.