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O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), garantem estar decididos a seguir na disputa pela presidência da Casa até a votação em plenário. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convicto de que conseguirá retirar uma das candidaturas e abençoar apenas um nome governista. Lula quer evitar que a disputa na base aliada ameace a coalizão política que pode lhe garantir tranqüilidade no segundo mandato.
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O presidente está disposto a oferecer um ministério ao deputado que abrir mão da candidatura. Considera que tanto Aldo quanto Chinaglia tem perfil para comandar uma pasta. O comunista foi ministro da Coordenação Política e o líder do governo, médico radiologista, chegou a ser cotado para ocupar o ministério da Saúde na primeira equipe ministerial, montada em 2002. Mas a oferta tem prazo. Só vale antes da eleição. Se os dois mantiverem as candidaturas e chegarem a disputar votos em plenário, porém, ele descarta conceder um prêmio de consolação ao perdedor.
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O presidente está disposto a oferecer um ministério ao deputado que abrir mão da candidatura. Considera que tanto Aldo quanto Chinaglia tem perfil para comandar uma pasta. O comunista foi ministro da Coordenação Política e o líder do governo, médico radiologista, chegou a ser cotado para ocupar o ministério da Saúde na primeira equipe ministerial, montada em 2002. Mas a oferta tem prazo. Só vale antes da eleição. Se os dois mantiverem as candidaturas e chegarem a disputar votos em plenário, porém, ele descarta conceder um prêmio de consolação ao perdedor.
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Chances
Lula prefere Aldo, que sempre foi fiel ao governo, mas tem sido cauteloso ao tratar a disputa na base pela presidência da Câmara. Espera, em primeiro lugar, que a decisão seja tomada pelos próprios deputados. Ele pediu aos aliados que encontrem uma maneira de avaliar claramente qual dos dois candidatos tem mais chances de vitória. Estimulou uma conversa entre Aldo e Chinaglia, que ocorreu na sexta-feira passada, no gabinete da presidência da Câmara. Pela primeira vez, os dois falaram em acordo, mas deixaram a reunião afirmando que não iriam renunciar à candidatura.
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Para o Palácio do Planalto, porém, as declarações, por enquanto, fazem parte da estratégia de cada um de buscar votos para se viabilizar. Ambos acreditam ter chances de vencer a eleição. A avaliação do presidente feita a auxiliares, porém, é a de que um dos dois acabará por ceder. Ele confia na responsabilidade de Chinaglia e Aldo e já transmitiu aos dois o seu desejo.
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Para o Palácio do Planalto, porém, as declarações, por enquanto, fazem parte da estratégia de cada um de buscar votos para se viabilizar. Ambos acreditam ter chances de vencer a eleição. A avaliação do presidente feita a auxiliares, porém, é a de que um dos dois acabará por ceder. Ele confia na responsabilidade de Chinaglia e Aldo e já transmitiu aos dois o seu desejo.
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Solução
Se a base não conseguir chegar a um acordo, porém, Lula está decidido a interferir para encontrar uma solução. Ao chamar, na semana passada, os dois aliados para conversas separadas no Palácio do Planalto, ele deu um sinal claro de que não irá ficar à margem da eleição no Congresso, como fez em 2005, quando o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PI), acabou eleito.
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Apesar da vontade de Lula, há no Planalto ministros pessimistas com a possibilidade de um acordo. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, que vinha fazendo um discurso muito forte em relação à candidatura única, mudou de tom e passou a considerar aceitável se a disputa se restringir aos governistas Aldo e Chinaglia. É uma forma de impedir que o presidente apareça como derrotado caso as duas candidaturas se mantenham.
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Apesar da vontade de Lula, há no Planalto ministros pessimistas com a possibilidade de um acordo. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, que vinha fazendo um discurso muito forte em relação à candidatura única, mudou de tom e passou a considerar aceitável se a disputa se restringir aos governistas Aldo e Chinaglia. É uma forma de impedir que o presidente apareça como derrotado caso as duas candidaturas se mantenham.
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Lula pediu a Tarso para iniciar as conversas com os partidos aliados sobre um consenso. Ontem, o ministro conversou com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo. O presidente quer uma definição até o dia 20, logo após o retorno dele de 10 dias de férias no Guarujá (SP). Com isso, restariam ainda 10 dias para consolidar a candidatura governista. A eleição da Mesa Diretora da Câmara é no dia 1º de fevereiro.
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A maior preocupação do presidente com uma disputa em plenário é dividir a base aliada quando o segundo mandato ainda está no começo. Para ele, a disputa não chegaria a prejudicar a aprovação de projetos de interesse do governo no Congresso, como medidas do Pacote de Aceleração do Crescimento (PAC), ações para estimular o crescimento da economia. Poderia prejudicar, principalmente, a relação entre os aliados e complicar principalmente a montagem do futuro ministério.
A maior preocupação do presidente com uma disputa em plenário é dividir a base aliada quando o segundo mandato ainda está no começo. Para ele, a disputa não chegaria a prejudicar a aprovação de projetos de interesse do governo no Congresso, como medidas do Pacote de Aceleração do Crescimento (PAC), ações para estimular o crescimento da economia. Poderia prejudicar, principalmente, a relação entre os aliados e complicar principalmente a montagem do futuro ministério.