De O Globo
"As 1.029 invasões de terra ocorridas no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superam o número de ocupações registradas no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999 a 2002), quando ocorreram 999 ações de sem-terra. Os números são do próprio governo, da Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Foram 30 invasões a mais no governo Lula que nos últimos quatro anos de Fernando Henrique. Ainda é preci$incluir as ocupações de dezembro de 2006, não contabilizadas. Se comparado com o primeiro mandato do tucano (1995 a 1998), o governo Lula teve desempenho bem melhor. Nos primeiros quatro anos da gestão tucana, ocorreram 1.413 invasões, 384 registros a mais que no mandato do petista."
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Petrobras mantém guerra com Ibama para instalar plataforma
A Petrobras está travando uma queda de braço com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para obter uma autorização especial para a instalação da plataforma Piranema, no campo de mesmo nome, localizado na Bacia de Sergipe e Alagoas. Prevista para estar concluída em agosto do ano passado, a plataforma afretada pela estatal teve suas obras concluídas na Holanda no final de dezembro, e está pronta para ser rebocada para o Brasil, mas ainda não tem a licença do órgão ambiental para começar a operar no país.
O custo para mantê-la na Holanda aguardando uma decisão do Ibama é de aproximadamente US$ 3 milhões mensais. Segundo o geólogo Renilton Mascarenhas Brandão, gerente de ativos de produção em Sergipe, a Petrobras pretende começar a rebocá-la a partir do final de janeiro, independente da licença. Se durante os 30 dias de navegação, o documento não for liberado, a intenção da estatal é levar a plataforma para a Bahia, onde ficaria ancorada aguardando o aval do Ibama para produzir.
"Para não ter o custo financeiro e logístico de levá-la para a Bahia e depois trazê-la de volta é que estamos tentando junto ao Ibama uma autorização especial para que ela seja ancorada diretamente no campo de Piranema, onde permaneceria, sem operar, até que a licença saia", explicou. Segundo ele, além do aluguel do espaço holandês para manter a plataforma, a Petrobras ainda se prejudica com o lucro cessante, referente ao volume de 30 mil barris diários que a unidade poderia estar produzindo no período.
Custo internacional
Considerando o barril a um custo internacional na casa dos US$ 60, a perda teria sido somente em janeiro de US$ 1,8 milhão. Segundo técnicos do Ibama em Aracaju (SE), o atraso na concessão da licença ocorreu devido à priorização de projetos voltados para a área de gás natural nos últimos meses. A expectativa do Ibama é de que a licença, solicitada pela Petrobras em agosto do ano passado, seja liberada finalmente em fevereiro, quando retornam ao escritório sergipano, técnicos enviados para contribuir com a unidade do Rio de Janeiro.
A plataforma Piranema, foi construída no estaleiro Yantai Raffles, na China, encomendada pela empresa norueguesa Sevan Marine, que a afretou para a Petrobras por um valor em torno de US$ 100 mil diários durante 11 anos. A plataforma vinha sendo concluída desde agosto do ano passado (prazo em que deveria ter sido entregue) no porto de Roterdã, na Holanda.
O principal destaque da unidade é que ela será a primeira de formato redondo a operar em águas profundas no Brasil. O formato permite um armazenamento de 300 mil barris e foi utilizado para definir o projeto inédito desenvolvido pelo Centro de Engenharia da Petrobras (Cenpes), chamado MonoBR, por se sustentar em apenas uma coluna redonda.
A vantagem do formato cilíndrico é que ele reduz significativamente o movimento da estrutura em decorrência das ações do mar e do vento. Por isso mesmo, a Petrobras estuda emplacar este tipo de estrutura em suas áreas de concessão no Golfo do México, bastante suscetível a variações climáticas.
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Brasil quer tempo para se defender sobre Pet
BASILÉIA ( Suíça) - O Brasil quer ganhar tempo para preparar sua defesa contra a queixa feita pelos argentinos no que se refere à disputa aberta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a resina PET. Ontem, o governo argentino enviou à missão do Brasil em Genebra um calendário com possíveis datas para a realização das consultas em relação ao contencioso.
Buenos Aires quer que o encontro ocorra ainda neste mês, de preferência durante a própria Cúpula do Mercosul já no próximo dia 18, e aceitou a proposta brasileira de que a reunião seja realizada no País. Os argentinos entraram com uma queixa formal na OMC contra as barreiras colocadas pelo Brasil à importação da resina.
Brasília estabelece uma sobretaxa de até US$ 641,00 por tonelada diante da constatação de que os argentinos estariam cometendo dumping e exportando com preços abaixo do praticado no mercado local. A primeira fase do processo é a de consultas, em que os dois países tentarão encontrar uma solução sem o envolvimento de árbitros internacionais.
Cúpula –
Buenos Aires propôs que o encontro ocorra nos dias 18 e 19, justamente nas datas da Cúpula do Mercosul em que se reunirão os presidentesdos países do bloco. Desta forma, o tema ganharia importância política e visibilidade. Outra data sugerida pela Argentina seria no final de janeiro.
O governo brasileiro revelou que está avaliando as datas e que, ainda nesta semana, deverá dar uma resposta a Buenos Aires. Mas o Itamaraty já indicou que gostaria de realizar as consultas no fim do mês para poder se preparar melhor com o Ministério do Desenvolvimento e advogados sobre uma estratégia de defesa.
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Brasileiros são 25% dos inscritos em competição do Google
Do G1, em São Paulo
A disputa entre programadores realizada pelo Google na América Latina e Caribe está fazendo sucesso entre os brasileiros. A empresa divulgou nesta terça-feira (9) que nas primeiras 24 horas de inscrições para o Google Code Jam Latin America foram registrados 1.600 participantes inscritos, 25% deles do Brasil.
As inscrições estão abertas desde o dia 2 e vão até 23 de janeiro. A competição, que será realizada on-line, exigirá dos participantes criatividade e conhecimento em processamento de dados para resolver os desafios propostos. A última etapa ocorre em Belo Horizonte, no centro de engenharia da Google no Brasil, e contará com os 50 melhores concorrentes da etapa na internet.
Os participantes concorrerão a R$ 75 mil em prêmios, sendo R$ 6.000 destinados ao primeiro colocado. Do segundo ao décimo lugar, o prêmio é de R$ 2,5 mil para cada vencedor, seguido por premiações de R$ 1,5 mil (11º ao 25º colocados), R$ 1.000 (26º ao 50º) e R$ 350 (51º ao 100º).
A primeira edição do Code Jam na América Latina será realizada após experiências em Nova York, Dublin, Bangalore e Pequim. No entanto, o evento, que ocorre desde 2003, já teve um vencedor latino. Sérgio Sancho, de Buenos Aires, ganhou a competição global em 2004.