quarta-feira, janeiro 17, 2007

TOQUEDEPRIMA...

O rosário de promessas do candidato
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As promessas de campanha do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) incluem o reajuste de 91% nos salários dos parlamentares, para equipará-los ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal, mais a manutenção dos 14º e 15º salários e dos mil cargos de natureza especial (CNE´S).
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Os compromissos foram firmados em reunião, na segunda-feira, realizada na casa do deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Participaram do encontro, além de Chinaglia, os deputados Mário Negromonte (PP-BA) e Luciano Castro (PL-RR). Na noite de terça-feira, Chinaglia reafirmou o acordo em encontro com o líder do PT na Câmara, Henrique Fontana, e o presidente do partido, Ricardo Berzoini.
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O aumento salarial, assim como a manutenção dos cargos de natureza especial e dos 14º e 15º salários, era uma reivindicação da maioria dos parlamentares, mas sobretudo dos deputados do chamado baixo clero.
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- Vamos colocar para votar o aumento - disse.
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Com o reajuste, os salários dos parlamentares subirão de R$ 12.847,00 para R$ 24.500,00 . No apagar das luzes de 2006, o tema foi alvo de polêmica na Casa e de protestos em todo o país. Sem consenso diante da pressão da sociedade contra o aumento, os parlamentares adiaram a discussão do assunto para a próxima legislatura, que começa em fevereiro.
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A redução do número de cargos de natureza especial (CNEs) da Câmara foi proposta pelo presidente Aldo Rebelo (PCdoB-SP) no ano passado. Mas dependia ainda de estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas. (S.P.)
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Operação abafa Dirceu
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O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) tem cumprido uma tarefa imposta pelo presidente Lula. Negar que José Dirceu receba informações privilegiadas do Planalto e repetir: ele continua sem se falar com Lula. Por sua vez, o deputado Arlindo Chinaglia mandou recado por amigos para que Dirceu desapareça até as eleições de 1º de fevereiro. Mas Dirceu não contém a euforia pela perspectiva de volta ao poder.
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Até impunidade o PMDB pediu para apoiar Chinaglia
De Evandro Éboli em O Globo
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"Para anunciar seu apoio à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT) à presidência da Câmara, semana passada, o PMDB incluiu no pacote do acordo mais uma condição: que os petistas e outros integrantes da base do governo ajudem a arquivar o processo contra o deputado João Magalhães (PMDB-MG). O parlamentar mineiro responde a processo no Conselho de Ética por envolvimento no escândalo dos sanguessugas. Como ele foi reeleito, o caso poderá ser reaberto na nova legislatura, que começa em 1º de fevereiro.
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João Magalhães foi um dos cinco parlamentares acusados pela CPI dos Sanguessugas, entre os 67, que conseguiram a reeleição em outubro, apesar da denúncia. O relator de seu caso, Marcelo Ortiz (PV-SP), não concluiu o processo no Conselho, o que deixa brecha para o caso ser reaberto. Para isso, basta que um partido político represente novamente contra Magalhães no colegiado."
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FAB vai propor carreira civil a controladores
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Em reunião nesta quinta-feira com controladores de tráfego aéreo, a Força Aérea Brasileira (FAB) vai propor que os profissionais migrem para cargos civis, permanecendo, porém, subordinados à Aeronáutica. A medida pretende solucionar os problemas do setor, com déficit de profissionais, reclamações de baixos salários e sobrecarga de trabalho.
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"Vamos ouvir os anseios dos controladores, mas nós já temos uma idéia. O salário deles teve uma grande defasagem, mas o trabalho é de alta responsabilidade e estresse", disse o brigadeiro Paulo Hortênsio Albuquerque Silva, comandante do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), noticiou o jornal Folha de S. Paulo.
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Atualmente, parte dos profissionais já atua sob regime civil de trabalho. Há, porém, desnível entre os salários: o concurso para controlador civil aberto recentemente pelo governo prevê vencimento inicial de 3.148 reais – quase 1.000 reais a mais do que recebem os militares iniciantes. Segundo o comandante do Decea, a migração dos controladores militares para a carreira civil resolveria essa questão.
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Segundo números do Decea, atualmente cerca de 80% dos controladores são militares, com salários brutos que variam de 2.402 a 3.785 reais. Eles fazem jornadas de trabalho de até 144 horas por mês, e muitos mantêm outro emprego.
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A expectativa no setor é que, se aceita a medida, apenas parte dos controladores militares migrem para carreiras civis. Eles temeriam perdas de benefícios militares, como a aposentadoria com salário integral com 30 anos de serviço.
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O que espera Lula
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Quando voltar no início da próxima semana do período de descanso no Guarujá, Lula se surpreenderá com o volume de promessas feitas pelos aliados do deputado Arlindo Chináglia (PT-SP) para conseguir os votos necessários à eleição dele para presidente da Câmara. Foram tantas e algumas tão ambiciosas que daria para reformar o ministério duas vezes - além de preencher os principais cargos segundo escalão do governo.
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Tem ministério como o de Transportes que foi prometido a três partidos diferentes - ou a três grupos políticos diferentes.
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Serra articulou toma-lá-dá-cá contra Aldo
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O acordo entre PSDB e PT para apoiar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara dos Deputados, contra Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi uma operação pilotada pelo governador tucano de São Paulo, José Serra, que contou com a cumplicidade do governador de Minas, Aécio Neves, seu correligionário. Mais preocupado com a política paulista, Serra ofereceu o apoio da bancada do partido a Chinaglia em troca do apoio petista à eleição de um tucano para a presidência da Assembléia Legislativa paulista. Serra quis evitar uma nova derrota do PSDB na eleição da mesa diretora da Assembléia paulista, como na última disputa, e se cacifar politicamente em Brasília, demonstrando que manda na bancada tucana. De quebra, o deputado Juthay Jr (BA), líder do PSDB na Câmara e pau mandado de Serra, garantiu para sua turma a presidência da Assembléia Legislativa da Bahia. Para colocar Aécio Neves na operação, Serra garantiu que o governador de Minas indicasse o primeiro vice-presidente da chapa de Chinaglia. Serra quis a companhia de Aécio para excluir desse toma-lá-dá-cá dois dos principais líderes tucanos: o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), a quem ambos detestam, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem ambos consideram carta fora do baralho, no jogo político.