quinta-feira, março 08, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Ipea: PIB vai crescer abaixo da expectativa do governo

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Ministério do Planejamento, mudou sua projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. A estimativa do órgão subiu de 3,6%, previsto em dezembro de 2006, para 3,7%.
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Os valores são inferiores aos prometidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia do lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Palácio do Planalto distribuiu um documento projetando expansão da economia de 4,5% para esse ano.
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Em 2006, o PIB apresentou alta de 2,9% e, em 2005, de 2,3%. Está previsto no PAC um incremento de 5% na economia para 2008, 2009 e 2010. Contudo, o Ipea já apresentou relatórios indicando que esse índice só poderá ser alcançado a partir da próxima década.

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Governo reduz ganho da poupança

O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta terça-feira (06.03) resolução que altera a fórmula de cálculo da TR (Taxa Referencial). A mudança vai reduzir o rendimento das cadernetas de poupança. A medida, segundo o Banco Central, foi tomada para prevenir futuros desequilíbrios contra investimentos de renda fixa.
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Com a queda das taxas de juros, a poupança passou a ser grande concorrente desses tipos de fundos. Neste ano, a rentabilidade da poupança oscilou entre cerca de 0,55% ao mês e 0,75% por mês.
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“É um ajuste técnico para adequar [a TR] ao ambiente atual de inflação e juros baixos”, disse nesta terça Cleofas Salviano, consultor do BC, ao anunciar a norma. Segundo ele, o impacto para os rendimentos dos poupadores menores será “muito, muito pequeno”.

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A palavra é...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo

Ianque
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Yankee, go home! O grito já é ouvido há alguns dias e promete ficar ensurdecedor nas próximas horas, quando o presidente George W. Bush desembarcar no Brasil. Hoje usada indiscriminadamente, e muitas vezes com sentido negativo, como sinônimo de nativo dos EUA, yankee é, curiosamente, uma das palavras mais misteriosas da língua inglesa. Ninguém sabe de onde veio, embora ao longo da história não tenham faltado teses etimológicas – algumas cômicas.
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Acredita-se que, de início, yankee (que aportuguesamos com a grafia “ianque”) era um termo usado pejorativamente pelos holandeses de Nova York para designar os habitantes de Connecticut. Em seguida, os colonizadores britânicos o adotaram como sinônimo de qualquer colono americano. Em sinal de desafio, mais tarde foi o pessoal da terra que reivindicou orgulhosamente o nome, num percurso semelhante ao cumprido pela palavra “brasileiro”, que de início também tinha conotações depreciativas. Hoje, os dicionários nos informam que o sentido mais restrito de “ianque” é habitante da Nova Inglaterra, região Nordeste dos EUA, que inclui entre outros o referido estado de Connecticut. Na Guerra de Secessão, porém, ianques eram todos os nortistas – que venceram. Isso significa que, numa das acepções restritas da palavra, o texano Bush não é exatamente um deles. Mas faz tempo que qualquer americano é chamado de ianque. Confuso? Ainda não vimos nada.
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Segundo o Merriam-Webster etimológico, em que foi baseado o parágrafo acima, já se acreditou que yankee viesse do apelido de um fazendeiro de Massachusetts, Yankee Hastings, famoso por usar constantemente a palavra como expressão de contentamento; da palavra Cherokee eankke, “covarde”, que, verificou-se depois, nunca existiu na língua Cherokee; de uma tentativa dos índios de pronunciar English; das gírias britânicas yankie, “mulher decidida”, e jank, “merda”; e até do persa (!) janghe, “cavalo veloz”. Há muitas outras teses, a mais respeitável delas envolvendo um pirata holandês chamado Yankey, ou melhor, Jan Kees, que se pode traduzir como João Queijo. Mas chega. Essa breve lista basta para deixar claro que estamos diante de uma tremenda confusão.

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A massa anencefálica de Lula
Reinaldo Azevedo

Lula lançou um plano para conter a disseminação da Aids entre as mulheres. E pediu o fim da “hipocrisia no país”. Mandou ver:
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- "Vamos fazer o combate à hipocrisia no País. Preservativo tem que ser doado e ensinado como usar. Sexo tem que ser feito e ensinado como fazer, somente assim teremos um País livre da aids";
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-"Não tem como carimbar na testa de um adolescente quando é momento de começar a fazer sexo. Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta, é uma necessidade orgânica do ser humano, portanto o que nós precisamos fazer é ensinar";
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-"É preciso melhorar a massa encefálica dentro do cérebro para as pessoas compreenderem que as mulheres devem ser respeitadas".
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As considerações de Lula sobre moral sexual e escolhas individuais não devem nada a seu conhecimento sobre anatomia. “Massa encefálica dentro do cérebro” é o mesmo que dizer “massa cerebral dentro do cérebro”. Lula é uma ignorância redundante.

As escolas do país de Lula não conseguem ensinar português e matemática. Mas ele tem a ambição de que o governo ensine as pessoas a fazer sexo, “uma necessidade fisiológica do ser humano”. A que ponto chegamos...
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Fazer um discurso ligeiro como esse num país em que a gravidez na adolescência é um grave problema é coisa de gente irresponsável. As meninas não engravidam porque seus parceiros, ou elas próprias, não usam camisinha. Engravidam porque estão fazendo a escolha errada. E continuarão a engravidar enquanto estiverem escolhendo mal. Porque também será uma má escolha não usar a camisinha ainda que possam usá-la. Talvez seja inútil insistir nessa tecla. Mas insistirei. O papa está vindo aí. Espero que Lula II convença Bento XVI...

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O café requentado de Lula e sua hipocrisia

Anúncio retoma metas não cumpridas de 2003

BRASÍLIA - As metas anunciadas ontem pelo presidente Lula para combater a feminização da epidemia de Aids são em boa parte uma recauchutagem de compromissos firmados pelo governo desde 2003 e não cumpridos. A redução da transmissão do HIV de mãe para filho durante a gestação, conhecida como transmissão vertical, é um exemplo claro do repeteco.

Já naquele ano, no plano de metas para serem atingidas até 2006, o Programa Nacional de DST-Aids se comprometia a ofertar 100% de tratamento para gestantes de HIV positivas - o que, na prática, reduziria a transmissão vertical para menos de 1%.

Em 2005, o compromisso para garantir tratamento a gestantes foi reprisado. Naquela época, a meta era idêntica à divulgada ontem: redução da transmissão vertical para menos de 1% dos casos e eliminação da sífilis congênita até 2008.
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Em 2003, o governo também afirmou que ampliaria os testes de diagnóstico feitos anualmente de 1,8 milhão para 4,5 milhões. A meta, porém, foi abandonada no meio do caminho, sob a justificativa de que o ideal seria firmar um compromisso em torno do número de pessoas testadas. Agora, o que foi anunciado segue este raciocínio: dobrar o total de mulheres testadas.