quinta-feira, março 08, 2007

TOQUEDEPRIMA...

País atinge 4 milhões de desembarques domésticos

O movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros registrou recordes históricos no mês de janeiro. O volume de desembarques de vôos nacionais somou 4,38 milhões de passageiros, um aumento de 4,85% na comparação com o mesmo período de 2006. Desse total, 4,11 milhões são relativos aos vôos regulares realizados pelas companhias aéreas no mercado doméstico.

"Esse desempenho é recorde. Pela primeira vez, em toda a série histórica, superamos a marca dos 4 milhões", ressalta o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia. Ele atribuiu esse resultado ao planejamento estratégico que vem sendo desenvolvido pelo governo federal para o setor ao longo dos últimos quatro anos. O melhor resultado havia sido registrado em julho de 2005, que totalizou 3,88 milhões de passageiros.

Para o diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur, José Francisco de Salles Lopes, a marca reforça o crescimento consistente do turismo nacional. Em 2006, apesar da redução de assentos provocada pela crise da Varig, o setor registrou 46,3 milhões de passageiros em vôos regulares e fretados, 7,38% superior à performance do ano de 2005. "É um movimento firme e ascendente em direção aos 50 milhões de desembarques domésticos", observa o diretor.

Apesar da crise da Varig ainda ter afetado, no primeiro mês do ano, o resultado global de desembarques de passageiros de vôos internacionais, com uma queda de 8,84% em relação ao mesmo mês de 2006, o destaque é para o aumento de vôos charters, especialmente, da Europa para o Brasil. Enquanto em janeiro de 2006, o total de vôos não-regulares somou 61,44 mil, em igual período deste ano, os desembarques aumentaram 5,5%, atingindo o recorde de 64,86 mil vôos. "O número poderia ser muito melhor, não fosse a diminuição de oferta por conta da crise da Varig", ressalta Salles Lopes.

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A palavra é...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo

Esculhambação
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A esculhambação é nossa. A palavra e a coisa.
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Está certo que o ser humano é um esculhambador. Esculhambou (bagunçou, avacalhou, esculachou) o planeta, que agora apresenta a conta. Mas o ser humano do subgênero brasileiro esculhamba mais. Esculhambou a terra e tudo o que havia sobre ela: infra-estrutura e superestrutura, gente e leis, morro e praia, ordem e progresso, passado e futuro.
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Os brios cívicos que me desculpem, mas não existe hoje, 5 de março de 2007, outra palavra que tão bem sirva de fio condutor ao que nos cerca – da Justiça hipopotâmica à grotesca distribuição de renda, dos lucros dos bancos à carga tributária de pesadelo, das filas da saúde pública à educação de mentirinha, do focinho desmoralizado dos políticos ao sorriso plastificado da socialite, do martírio de João Hélio à cratera do metrô. A lista pode ir longe, mas para quê? Quem não conhece as dimensões continentais da nossa esculhambação?
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Dizer de onde saiu a palavra é um pouco mais difícil. Ninguém discute que se trata de um brasileirismo. Também parece evidente que nasceu por formação expressiva em torno de um tabuísmo, um palavrão. Mas qual? Filólogos eminentes se dividem – e os leitores sensíveis devem entender que não há forma polida de dizer isso – entre o “cu” e o “colhão”.
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Silveira Bueno está no primeiro time. Registra: Esculhambar – Desmoralizar, achincalhar, quebrar, arrebentar. É termo da gíria brasileira e primeiramente foi fecenino (sic), arrebentar as nádegas, o cu, a pancadas.
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José Pedro Machado concorda com ele. Antenor Nascentes e Antônio Geraldo da Cunha, não. Nascentes, como registra o Houaiss, atribui ao verbo “esculhambar” o sentido primitivo de “ficar com os testículos (colhões) feridos de tanto andar a cavalo”.
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Uma curiosidade: segundo a maioria dos estudiosos, as semelhanças de som e principalmente de sentido entre “esculhambar” e “esculachar” (verbo oriundo do italiano sculacciare e já comentado na coluna) não se sustentam numa raiz comum.

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Governo trabalha para barrar CPI do apagão aéreo

O governo Lula já trabalha para impedir a instauração da CPI do apagão aéreo. Deputados da base governista (PTB, PP, PSB, PR, PDT, PCdoB, PMDB, PAN, PTC, PSC, PMN e PV) são responsáveis pela maioria das 211 assinaturas necessárias para a criação da comissão parlamentar de inquérito.
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“A CPI agora só serviria para criar tumulto”, justificou o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO). Ele diz já ter recolhido as assinaturas dos deputados de sua bancada para um novo requerimento, desta visando barrar a tramitação da CPI. "Já foi feita uma comissão, já houve a contratação de novos controladores de vôo e a compra de equipamentos novos. Já teve resultados", argumentou Arantes.
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Segundo o regimento dos deputados, Chinaglia não poderia barrar a CPI porque ela cumpriu os dois requisitos para sua criação, de acordo com o parecer técnico da secretária da Mesa: ter o mínimo de 171 assinaturas a ter um fato determinado. O objetivo da CPI, de autoria dos deputados Otavio Leite (PSDB-RJ) e Vanderlei Macris (PSDB-SP), é investigar causas, conseqüências e os responsáveis pela crise do sistema de tráfico aéreo.

COMENTANDO A NOTICIA: Num post mais adiante, estamos publicando uma espécie de roteiro publicado pelo Josias Souza, em seu blog, de todo o “modus operandi” dos agentes petistas, para que vocês vejam o quanto o PT consegue aliar hipocrisia com politicagem rasteira para tentar encobrir “investigações”. Claro que, onde o PT for oposição, CPI sempre será um prato cheio a ser usado para criar problemas para os outros. Porém, no poder, o discurso e a atitude mudam. E no Congresso Nacional tem sido assim deste janeiro de 2003. Ou é a oposição que se alia com alguns parlamentares da base aliada e forçam a instalação de CPIs ou, mesmo que os presidentes de Senado e Câmara tentem encobrir com o arquivamento puro e simples da instalação, acaba sendo a Justiça a determinar sua instalação e funcionamento. Para o PT, portanto, é só para os outros !!!

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OAB critica supersalários do Judiciário

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se posicionou de forma contrária a decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) elevando o teto de juízes e desembargadores estaduais. A partir da decisão do Conselho, os vencimentos das categorias poderão superar o teto do funcionalismo, de R$ 24.500, que corresponde ao salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
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"A quebra nos parâmetros quanto aos vencimentos dos magistrados foi um gol contra no sistema de orientação para a sociedade", disse o presidente da OAB, Cezar Britto. Na semana passada o STF havia derrubado o subteto de R$ 22.111 para juízes e desembargadores. A decisão é uma mudança de postura por parte do CNJ, que em decisão anterior determinou que alguns Tribunais de Justiça cortassem os salários acima do teto.
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Britto declarou que essas decisões são um desserviço à sociedade, uma vez que o CNJ já havia determinado que ninguém poderia receber mais do que um ministro do STF. "Era uma orientação saneadora, moralizante e correta. Infelizmente essas decisões recentes quebram essa orientação anterior e desorientam a sociedade, que já estava convencida de que, dessa vez, o teto havia sido estabelecido de fato", disse ele.
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"Esse teto foi quebrado para algumas pessoas e nada impede que seja quebrado de novo, mais uma vez e assim por diante", disparou. O TJ de São Paulo, que concentrava os maiores vencimentos, foi o órgão mais beneficiado pela decisão de ontem. Serão beneficiados cerca de 750 desembargadores ativos e inativos naquele estado. Eles receberão até R$ 3.000 acima do teto de R$ 24.500.