terça-feira, março 13, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Redução de danos
Da Folha de S.Paulo:

"O governo vai tentar a última cartada para impedir a CPI do Apagão Aéreo. Pressionado pelo Palácio do Planalto, o líder na Câmara, José Múcio (PTB-PE), convocou os demais líderes da base para uma reunião hoje. "Ainda vamos tentar não instalar", diz.

No PT e nos demais partidos predomina a avaliação que, se o assunto for para o STF, a CPI será instalada. Por isso, petistas já negociam com tucanos uma nova ementa (justificativa) para a CPI, delimitando os assuntos. A proposta governista é investigar apenas as empresas aéreas privadas. Em troca, o PT daria a um tucano moderado a presidência da comissão. Se o PSDB insistir no texto atual, a ordem do governo é contra-atacar com uma CPI do Metrô na Câmara."

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Presidente da TAM apeado de sindicato
Cláudio Humberto

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, foi constrangido a abandonar a presidência do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) apenas quatro meses após a posse. Esta coluna antecipou que ele seria abatido em pleno vôo. Bologna alegou que estava "sobrecarregado", mas na verdade ela estava "queimado" no setor, depois de se omitir na grave crise do apagão aéreo, provocada pela TAM. "Queimado" também junto à família Rolim, em vez de entregar o cargo, ele entregou a cabeça do diretor de Planejamento da companhia, Gelson Pizzirani, para ganhar sobrevida em suas funções. Ele deixa o Snea também como forma de tentar convencer a família Rolim que agora vai se dedicar mais à empresa.

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Bush é o presidente reeleito mais impopular dos EUA

O índice de popularidade do presidente George W. Bush é o mais baixo de todos os presidentes norte-americanos no mesmo momento de um segundo mandato em 56 anos, apesar de ter melhorado um pouco em comparação à última pesquisa da AP-Ipsos. Os números dão poucos motivos de celebração para a Casa Branca no momento em que Bush promove um giro pela América Latina buscando melhorar a imagem dos Estados Unidos em meio a um crescente sentimento antiamericano na região.

Acossado internamente por uma impopular guerra no Iraque, prestes a entrar em seu quinto ano, e com o rechaço à sua decisão de enviar mais tropas para Bagdá, o desempenho de Bush foi aprovado por 35% dos entrevistados no início de março.

A aprovação pelo menos é maior do que a que recebeu de 32% dos eleitores em fevereiro. Entretanto, a diferença está dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O presidente mais impopular neste momento de um segundo mandato era anteriormente Harry Truman, que em março de 1951 tinha o apoio de 28% do eleitorado. No mesmo terceiro mês de março de seu segundo mandato, em 1999, o presidente anterior, Bill Clinton, tinha a aprovação de 65% dos entrevistados.

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Mr. Antipatia
Cláudio Humberto

Não convidem para o mesmo avião o chanceler Celso Amorim e pilotos do Grupo de Transporte Especial, da FAB: acusam-no de voar na cabine para se separar da "gentalha": cerimonial, seguranças e até o fotógrafo oficial.

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Lambança

Outro “simpático” das altas esferas que está ganhando terreno é o Ministro das Relações Institucionais . Tarso Genro pode virar ministro da Justiça, mas não terá bom ambiente no Senado. O homem da "articulação política" desarticulou os aliados históricos de Lula. Renan e Sarney não o reconhecem como "interlocutor" do governo.

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Acordo com EUA foi um ´passo extraordinário´, diz Lula
Lucas Nobile

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, 10, que "o Brasil deu um passo extraordinário" ao firmar um acordo de cooperação na área de biocombustíveis com os EUA, durante a visita do presidente americano, George W. Bush, ao País.

De acordo com Lula, a discussão acerca das tarifas impostas pelos EUA ao etanol brasileiro "é uma questão de tempo". "Não espere, que ninguém vai ceder num primeiro aperto", disse o presidente, ao sair do Instituto do Coração (InCor), onde ele e a primeira-dama Marisa Letícia realizaram uma série de exames de rotina.

Questionado sobre a reforma ministerial, Lula não falou sobre novas mudanças. "Acabei de ganhar um jogo com um time que está ganhando", disse o presidente. Ele acrescentou que não há prazo ou data definida para o anúncio do novo Ministério.

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Ciro recusa convite

O presidente Lula insiste junto ao PSB para que convença o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) a aceitar uma vaga no ministério, mas ele se mantém irredutível. A última oferta foi nomear o próprio Ciro Gomes para presidir o BNDES, mas o deputado tem dito que prefere ficar na Câmara, onde pretende construir sua candidatura a presidente, em 2010. E não tem ilusões quanto à possibilidade de Lula o apoiar, apesar da amizade entre eles.

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In Dirceu we trust!
Radar/Veja

Ao falar de política externa durante um jantar ocorrido dias atrás em São Paulo, José Dirceu surpreendeu seus interlocutores. Dirceu disse concordar em parte com o ex-embaixador em Washington Roberto Abdenur, que, em entrevista a VEJA, qualificou a política externa de Lula de "antiamericana". Para Dirceu, o Brasil está errando "ao não pôr os EUA como país prioritário de sua política externa". Acha que as exportações brasileiras para lá estão abaixo do que poderiam justamente por esse motivo. Dirceu opinou inclusive sobre a escolha do novo embaixador em Washington, Antonio Patriota, para ele mais um sintoma dessa visão: "É um bom diplomata. Mas para os EUA teríamos sempre de mandar o melhor".