terça-feira, março 13, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Só aumenta?
Carlos Sardenberg, G1

Diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a carga tributária aumentou no governo Lula por causa de três fatores:
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1. a expansão da economia, que leva empresas e pessoas a pagarem mais impostos;
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2. a fiscalização da Receita; e

3. a formalização de atividades econômicas, que faz com que passem a recolher impostos as pessoas e empresas que antes não pagavam.
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“Nós não aumentamos alíquotas de impostos”, diz Mantega.Mas isso só complica o problema. Se a carga tributária cresce com o país crescendo tão pouco (média de 2,6% nos últimos quatro anos), o que vai acontecer se tivermos uma expansão de 5%?
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Se a fiscalização e a formalização também levam ao aumento da carga, isso comprova a tese de que as empresas que efetivamente pagam impostos recolhem mais do que os 38% ou 39% de carga média.
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Em resumo, temos um regime tributário cuja tendência é a elevação da carga se a economia vai bem e também se vai mal.
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Isso sufoca a iniciativa privada e bloqueia o crescimento.

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Vai começar tudo de novo ?

Polícia prende em Brasília assessor de deputado com R$ 720 mil em dinheiro vivo
Cláudio Humberto


Emílio Ferreira de Paula Castilho, que se identificou como assessor do deputado federal Aracely de Paula (PR-MG), foi preso neste domingo em Brasília transportando, em seu carro, exatos R$ 720 mil em dinheiro vivo. A dinheirama estava acondicionada em caixas de camisas. Emílio de Paula foi parado pela Polícia Rodoviária Federal em uma blitz na BR 040, nas imediações de Santa Maria (DF), e afirmou que o dinheiro pertence ao deputado. A Polícia Civil deu voz de prisão no assessor do parlamentar e apreendeu o dinheiro. Integrante do chamado "baixo clero", o deputado Aracely de Paula (foto) foi reeleito com 92.309 votos e pertence ao mesmo partido do ex e futuro ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), considerado o "principal operador político" do governo Lula. A Polícia Civil do DF promete investigar a fundo a origem do dinheiro. Apesar da coincidência de sobrenomes, Emílio afirmou à polícia que é apenas assessor do deputado.

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Dia Internacional do Mico Leão Dourado
Guilherme Fiúza, Política & Cia., NoMínimo

Só um registro sobre o 8 de março, que ainda está fresquinho aí. Olhando em volta, há algo estranho.

Onde estão as flores tristes enviadas às secretárias? Onde estão os galanteios canastras pelo “dia delas”?

Onde estão aquelas pautas lindas e obrigatórias, docemente requentadas todo ano nas redações, sobre a dona-de-casa humilde que criou os filhos sozinha, a profissional liberal que venceu apesar da jornada tripla, a vovó que ainda quer amar etc etc etc.

É constrangedor. O Dia Internacional da Mulher é hoje a data mais machista do calendário mundial.

A Caixa Econômica Federal deu três dias de retirada gratuita do CPF para as mulheres. Três dias! Como é galante, a Caixa Econômica! No próximo ano, talvez acrescente ao brinde três mariolas e um vale-batom.

Mulheres, até quando vocês vão aceitar essas esmolas morais?

Pelo amor de Luz del Fuego, acabem com isso! Os aventais já foram rasgados, os sutiãs já foram queimados, agora, por favor, usem as cinzas para enterrar esse inacreditável Dia da Mulher.

Entreguem o 8 de março ao mico leão dourado. Ficará de bom tamanho para o bichinho indefeso. Arranquem esse sutiã apertado, libertem-se desse tributo melancólico. Todo dia é dia da mulher.

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Privilégio da toga
Diego Escosteguy, Revista Veja
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No dia 27 do mês passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello compareceu à 21ª Vara do Trabalho de Brasília para depor como réu em um processo movido por um ex-empregado. Há dois anos, o carpinteiro Aldair Gonçalves dos Santos, 26 anos, sofreu um acidente quando trabalhava em uma reforma na residência do ministro. Ao tentar mover uma viga de madeira de quase 1 tonelada, ele acabou atingido na mão esquerda, perdeu quatro dedos e, hoje, está aposentado por invalidez. O carpinteiro, que ganhava cerca de 1.500 reais por mês para sustentar mulher e dois filhos, sobrevive com uma pensão de 300 reais do INSS. Apesar de ter sido socorrido na hora do acidente, Aldair achou que merecia uma compensação financeira pelos danos sofridos – e ingressou com a ação de indenização contra Marco Aurélio. Até aí, nada de mais. É exatamente para isso que existe a Justiça trabalhista.
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O incomum do caso aconteceu depois. O processo, que deveria ser público e aberto à consulta, tramitou em segredo de Justiça. No despacho em que decretou o sigilo dos autos, a juíza Maria Socorro de Souza Pereira justificou sua decisão como uma forma de evitar a exposição desnecessária das partes, principalmente o ministro. "Tenho mais de 18.000 processos no meu escritório e nunca vi um sob segredo de Justiça", diz o advogado trabalhista Roberto Caldas. Na Justiça do Trabalho, o segredo judicial é uma exceção normalmente aplicada a casos que envolvem trabalho escravo. Na semana passada, a juíza, uma ex-aluna do ministro, julgou improcedente o pedido de Aldair – e só depois retirou a chancela de sigiloso dos autos. Os advogados do carpinteiro vão recorrer. "É uma fatalidade que pode acontecer com qualquer um", ponderou Marco Aurélio. Sobre o sigilo de processos judiciais, o ministro garante que sua posição é conhecida. No geral, ele é contra.

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Dinheiro apreendido foi R$ 80 mil, diz polícia

O delegado Miguel Lucena, diretor de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, em carta, pediu desculpas pela informação equivocada transmitida a esta coluna sobre o montante exato do dinheiro apreendido em Brasília, no fim de semana, com Emílio de Paula Castilho, assessor e sobrinho do deputado Aracely de Paula (PR-MG). O dinheiro apreendido em caixas de camisas soma R$ 80 mil e não R$ 720 mil. Segundo Lucela, a informação foi repassada a ele "pela plantonista da Divisão de Comunicação, que me induziu ao erro".
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Como vai a saúde, presidente?

O verão ainda não terminou e o Brasil já registra um número alarmante de casos de dengue. Só neste ano são 67 mil pessoas infectadas, muitas com a pior forma da doença, a hemorrágica.