A Folha de São Paulo noticia que os controladores de vôo na França entraram em greve. Quinhentos atrasos. E a greve foi convocada por quem ? Pelos sindicatos CGT e CFDT. É isso, leitor amigo: a conseqüência da desmilitarização do setor causa estes “transtornos”. Em sendo no Brasil onde os sindicalistas privatizaram o Estado, você pode imaginar o quanto passageiros brasileiros sofreriam nas mãos destes abnegados, caso a CUT conseguisse por seu alçapão nos controladores. No mínimo, uma greve por ano, claro, depois que Lula não fosse mais presidente. Seria uma chantagem só, paralisando os aeroportos de norte a sul. Isto é o poder do PT. Estar no governo apenas dá um acabamento final de sua ideologia infestando o cotidiano nacional. Onde ele efetivamente exerce seu poder é nos sindicatos, capazes de infernizar a vida de qualquer governante não petista, e tornar a vida do cidadão um tormento só. Não por outra razão por detrás do movimento sindical pela manutenção do veto à Emenda 3 da Super-Receita está o desejo cafajeste destes gigolôs de amealharem mais alguns milhões de contribuintes que, cansados da exploração tributária de um estado corrupto e perdulário, resolveram organizar-se em pessoas jurídicas. Ação absolutamente legal, prevista e respeitada arcabouço jurídico nacional. Mal qual, onde já se viu estes “elitistas” de “crasse média” querer ser independentes ? Portanto, que a França seja a alavanca capaz de mover todos os prestadores a montarem guarda no Congresso para a derrubada do veto presidencial. Vale dizer ainda que, uma das muitas razões para o país permanecer com desemprego historicamente na marca de 10%, é o excesso de tributo sobre o trabalho e a produção. Enquanto no mundo capital e trabalho são facilitados para uma convivência harmoniosa, aqui são colocados em lados opostos e feitos uns inimigos dos outros. Não é a toa que crescemos a metade do que os demais emergentes.
A seguir o texto da Folha:
Greve de controladores causa suspensão de 500 vôos na França
da Efe, em Paris
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A seguir o texto da Folha:
Greve de controladores causa suspensão de 500 vôos na França
da Efe, em Paris
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Uma greve de controladores aéreos na região de Paris causou nesta quinta-feira a suspensão de mais de 500 vôos, a maioria deles no Aeroporto de Orly, informou hoje a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) da França.
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A paralisação foi convocada pelos sindicatos CGT e CFDT. Como os afiliados dessas centrais são maioria no Aeroporto de Orly, este terminal aéreo teve suspensa mais da metade dos 700 vôos programados para esta quinta-feira.
A paralisação foi convocada pelos sindicatos CGT e CFDT. Como os afiliados dessas centrais são maioria no Aeroporto de Orly, este terminal aéreo teve suspensa mais da metade dos 700 vôos programados para esta quinta-feira.
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Já no Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, no qual os afiliados à CGT e à CFDT são minoria e a adesão à greve foi de apenas 9%, aproximadamente 15% dos 1.500 vôos programados foram cancelados.
Já no Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, no qual os afiliados à CGT e à CFDT são minoria e a adesão à greve foi de apenas 9%, aproximadamente 15% dos 1.500 vôos programados foram cancelados.
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Por sua vez, no Aeroporto de Athis-Mons (arredores de Paris), 35% dos controladores aderiram ao movimento, segundo a DGAC.
Por sua vez, no Aeroporto de Athis-Mons (arredores de Paris), 35% dos controladores aderiram ao movimento, segundo a DGAC.
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Por causa da paralisação, entre os vôos que não foram suspensos, os atrasos têm sido, em média, de duas horas de meia.
Por causa da paralisação, entre os vôos que não foram suspensos, os atrasos têm sido, em média, de duas horas de meia.
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Com a greve, os sindicatos protestam contra a primeira fase do projeto de centralização do controle aéreo, que prevê a transferência de todos os controladores que trabalham no Orly e no Roissy para o centro do Athis-Mons até 2011.
Com a greve, os sindicatos protestam contra a primeira fase do projeto de centralização do controle aéreo, que prevê a transferência de todos os controladores que trabalham no Orly e no Roissy para o centro do Athis-Mons até 2011.
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O projeto, considerado estratégico pelos administradores dos aeroportos parisienses, foi acordado com os sindicatos em 2006, mas previa que a mudança para o novo centro unificado fosse acontecer entre 2015 e 2017.
O projeto, considerado estratégico pelos administradores dos aeroportos parisienses, foi acordado com os sindicatos em 2006, mas previa que a mudança para o novo centro unificado fosse acontecer entre 2015 e 2017.
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A paralisação dos controladores na região de Paris terminará amanhã, às 6h (1h de Brasília), por isso o tráfego aéreo só deverá "voltar ao normal" no fim de semana, segundo a DGCA.
A paralisação dos controladores na região de Paris terminará amanhã, às 6h (1h de Brasília), por isso o tráfego aéreo só deverá "voltar ao normal" no fim de semana, segundo a DGCA.