domingo, abril 08, 2007

Emenda 3: Nova Classe quer substituir o Congresso

Reinaldo Azevedo

Os burgueses do capital alheio, a Nova Classe social que chegou ao poder, farão um protesto no próximo dia 10 contra a chamada Emenda 3, que proíbe fiscal da Receita de desconstituir uma pessoa jurídica. Os valentes querem fiscais com poder de juiz. Representantes da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCTS) se reuniram hoje no Sindicato dos Bancários, em São Paulo, e decidiram que algumas categorias farão uma greve de advertência de três horas.
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A pressão é voltada para o Senado. Lula vetou a Emenda 3, e as oposições lutam para derrubar o veto. No mesmo dia 10, representantes de todas essas entidades se encontram em Brasília com os ministros Luiz Marinho (Previdência), Carlos Lupi (Trabalho) e Guido Mantega (Fazenda) e com o secretário da Receita, Jorge RAchid. Eles pretendem propor uma legislação alternativa à Emenda 3. Entenderam? A Nova Classe também já quer assumir o lugar do Congresso Nacional.
E o que as centrais têm com isso? Nada! Eis o problema. Os profissionais que são pessoas jurídicas não são servos das centrais. E elas não aceitam isso. A armação é grande. Mantega e Rachid querem enfiar a mão no bolso da tigrada. Lupi é herdeiro do velho brizolismo. E Marinho, bem..., Marinho é um príncipe da Nova Classe, que só existe por causa do cartório que garante os sindicatos.
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Os que não temos nada a ver com essa gente devemos ficar atentos. Vamos ver o que os senadores vão fazer. Quem não votar para derrubar o veto de Lula tem de ir parar na boca do sapo. Os senadores não precisam ter receio. Os demais trabalhadores não estão nem aí para essa história: só mesmo os 3,4 milhões de profissionais que serão achacados. E juntem ao veto a defesa veemente da formalização de 54% da mão-de-obra brasileira que está na informalidade. Estes foram abandonas pelos burgueses sem capital.
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Nota: também nesse tema, cadê o pronunciamento dos nomes graúdos da oposição? Nada! Silêncio! 3,4 milhões de profissionais sem representação. Multiplique-se isso por pelo menos 2. São sete milhões de pessoas sem-partido.