Reinaldo Azevedo
Reuniram-se na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, representantes da Força Sindical, CUT, CGTB, CGT, SDS, CAT e Nova Central. Eles “lutam” contra a Emenda 3, vetada por Lula. Lembram-se?
O texto da Super-Receita aprovado pela Câmara e pelo Senado diz que fiscal da receita não é juiz. Logo, ele não pode desconstituir uma empresa, tarefa que cabe à Justiça. Princípio básico do Estado de direito, esses valentes, no entanto, são contra o texto. Lula vetou, mas o veto pode ainda ser derrubado pelo Senado.
Um certo Eleno (quem?) Bezerra, de uma tal Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, participa hoje, em Brasília, de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para debater o assunto. Pergunte a qualquer metalúrgico, qualquer um, se já ouviu falar desse valente ou viu a sua cara. Ninguém sabe quem é. É um daqueles burocratas do sindicalismo que só têm existência cartorial.
Reuniram-se na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, representantes da Força Sindical, CUT, CGTB, CGT, SDS, CAT e Nova Central. Eles “lutam” contra a Emenda 3, vetada por Lula. Lembram-se?
O texto da Super-Receita aprovado pela Câmara e pelo Senado diz que fiscal da receita não é juiz. Logo, ele não pode desconstituir uma empresa, tarefa que cabe à Justiça. Princípio básico do Estado de direito, esses valentes, no entanto, são contra o texto. Lula vetou, mas o veto pode ainda ser derrubado pelo Senado.
Um certo Eleno (quem?) Bezerra, de uma tal Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, participa hoje, em Brasília, de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para debater o assunto. Pergunte a qualquer metalúrgico, qualquer um, se já ouviu falar desse valente ou viu a sua cara. Ninguém sabe quem é. É um daqueles burocratas do sindicalismo que só têm existência cartorial.
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O Brasil está sendo governado pela Nova Classe Social que chegou ao poder: os burocratas sindicais. Durante algum tempo, havia uma luta interna para saber quem seria a voz hegemônica. A CUT ganhou. A Força Sindical resolveu ser beneficiária associada do poder conquistado pela ex-adversária. Estão todos juntos. Eis aí uma típica “luta de classes” à brasileira. Por quê? Esses sindicalistas querem enfiar a mão no bolso de 3,4 milhões de pessoas jurídicas que não se submetem ao tacão sindical. Lembram, sim, uma espécie de máfia que não aceita a existência de gente que não lhes pague a taxa de proteção.
O Brasil está sendo governado pela Nova Classe Social que chegou ao poder: os burocratas sindicais. Durante algum tempo, havia uma luta interna para saber quem seria a voz hegemônica. A CUT ganhou. A Força Sindical resolveu ser beneficiária associada do poder conquistado pela ex-adversária. Estão todos juntos. Eis aí uma típica “luta de classes” à brasileira. Por quê? Esses sindicalistas querem enfiar a mão no bolso de 3,4 milhões de pessoas jurídicas que não se submetem ao tacão sindical. Lembram, sim, uma espécie de máfia que não aceita a existência de gente que não lhes pague a taxa de proteção.
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Trata-se também de um descaramento, de uma sem-vergonhice. Nada menos de 54% da mão-de-obra no Brasil está na informalidade, sem qualquer contrato ou proteção. As pessoas jurídicas que esses burgueses do capital alheio querem atingir mantêm relações formais de prestação de serviço, pagando impostos. Por que não tentam proteger os realmente desprotegidos?
Cadê uma voz da oposição para tratar do assunto com a atenção que ele merece?
Trata-se também de um descaramento, de uma sem-vergonhice. Nada menos de 54% da mão-de-obra no Brasil está na informalidade, sem qualquer contrato ou proteção. As pessoas jurídicas que esses burgueses do capital alheio querem atingir mantêm relações formais de prestação de serviço, pagando impostos. Por que não tentam proteger os realmente desprotegidos?
Cadê uma voz da oposição para tratar do assunto com a atenção que ele merece?