quinta-feira, abril 19, 2007

Lideranças indígenas cobram solução para Vale do Javari

Com Agência Brasil

Líderes indígenas que estão em Brasília para participar das atividades do "Abril Indígena" vão entregar a autoridades um documento com reivindicações dos grupos indígenas do Vale do Javari, no Amazonas, sobre a saúde na região. Segundo o coordenador geral do Conselho Indígena do Vale do Javari, Clóvis Rufino Reis, da etnia Marubo, serão realizadas audiências nos Ministérios da Saúde e da Educação, além da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) e outros órgãos envolvidos com a saúde indígena.

Ele conta que um dos principais problemas é a falta de fiscalização do território, o que aumenta o número de invasores, como garimpeiros e madeireiros ilegais, que levam doenças aos índios como hepatite e malária. Segundo Reis, há poucos funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Funai para fazer a fiscalização do território, que tem 8,5 milhões de hectares e uma população de mais de 4 mil indígenas. A Terra Indígena Vale do Javari fica no extremo ocidente do Amazonas.

Reis argumenta que até o tratamento para a malária está causando conseqüências para os índios, como anemia nas crianças e problemas hepáticos, gastrite e úlcera nos adultos. "Estamos com medo que essa situação da entrada de garimpeiros, de madeireiros ilegais que estão trabalhando nas áreas indígenas leve esse tipo de doença que possa contaminar essas populações isoladas", afirma o coordenador.

Ele diz que 80% da população indígena está doente e alerta que, se não houver uma solução, alguns desses povos podem ser extintos em poucas décadas.

De acordo com o documento que será entregue às autoridades, 56% dos pesquisados são portadores do vírus da Hepatite B, segundo inquérito sorológico realizado em dezembro de 2006 pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em parceria com o Hospital de Medicina Tropical do Amazonas entre 309 indígenas do Vale do Javari (quase 10% da população da área). Além disso, 85,1% dos pesquisados já tiveram contato com o vírus de hepatite. Os exames detectaram ainda quatro casos de hepatite C, doença decorrente de vírus anteriormente não registrado na região do Javari.

A falta de infra-estrutura para a educação é outra preocupação dos líderes indígenas. Na avaliação de Reis, faltam escolas, transporte, merenda e capacitação dos professores. Ele conta que muitas vezes os índios estudam no chão e pede providências das autoridades. "Se nem o estado nem o município querem se responsabilizar por isso, nós queremos que a educação no Vale do Javari seja federalizada", reclama. Ele diz também que a falta de programas governamentais no Javari está causando a migração de jovens índios para os centros urbanos.

Segundo o líder indígena Davi Yanomami, a Funasa não tem equipamentos nem profissionais suficientes para atender à população indígena. Ele também reclama da falta de remédios, que são adquiridos em Brasília e demoram a chegar nas tribos. O líder acredita que o problema é político e a solução depende de ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ele é o chefe", argumenta o Yanomami.

Os índios também reivindicam que os recursos orçamentários e financeiros destinados à região sejam administrados pelo Distrito Sanitário do Vale do Javari que, segundo eles, não tem autonomia de gestão.

COMENTANDO A NOTICIA: Vejam a que ponto chegamos: de um lado, os sem terra capitaneados por CUT, PT, ONGS e outros descalabros medíocres que assaltam os cofres do Tesouro Nacional, justificam o vandalismo que cometem no campo, porque, segundo todos eles, proprietários de terras, mesmo que produtivas, mas com áreas superiores a 3.000 hectares, é um absurdo, e ninguém tem direito a elas. Claro que se trata de uma aberração. Mas vamos lá. Porém, largar nas mãos de índios vagabundos, que não plantam e não criam, que praticam desassombradamente o contrabando de madeiras e metais, milhões e milhões de hectares, ah, isto ninguém reclama e ninguém acha absurdo. Está mais do que provado que índio não defende nada. Deixar em suas mãos imensas áreas de terra que não trarão proveito econômico algum para o país, é uma aberração que só defende quem esconde seus reais interesses.

Quanto mais o governo aceitar e condescender na chantagem dos índios, mais eles farão chantagem e exigências ridículas. E mais vagabundos acabarão se tornando. Que eles respeitem as grandes extensões de terras que receberam da União e que delas tirem seu sustento. Mas parem com esta história de livrar os índios da pecha de eternos coitados e explorados. Índio é tão gente quanto nós, comete as mesmas barbaridades que todos nós cometemos e com plena consciência do que faz. Se pode eternamente abrir-lhe a longa de direitos e privilégios sem lhes impor um mínimo de responsabilidades.