Nas edições de O GLOBO e da FOLHA SÃO PAULO comenta-se a defesa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz do instituto da reeleição. Muito embora haja aqueles saudosistas que não aceitam a idéia de jeito nenhum, por o país “não tinha tradição”, acho isto uma tolice. A reeleição queiram ou não é um boa idéia, mas que infelizmente no Brasil foi mal aproveitada. E o grande erro foi permitir que os postulantes permanecessem no poder ou nos cargos executivos durante a disputa.
A reeleição além de ser um prêmio aos bons administradores, permitem que as políticas públicas possam ser melhor desenhadas e implementadas. Temos que perde esta mania de se mudar tudo a cada quatro anos. Um grande país só se consolida justamente pela manutenção das coisas boas ao longo do tempo, além de programas e projetos de médio e longo prazo. Aqui não. A cada quatro anos executivos federal, estaduais e municipais são substituídos, e o que chega, na ânsia de mostrar serviço e garantir seu futuro político, se põem a mudar tudo, até o que estava dando certo. Andem por este país imenso e vocês encontrarão centenas de obras públicas iniciadas e não acabadas. E por quê ? Porque quem chegou quis fazer as suas “obras” e abandona as que estavam em construção, porque iniciadas pelo antecessor. São milhões de reais simplesmente jogados no lixo. Desperdício que nos custa caro. Então por que não se permitir que um bom administrador com apoio e aprovação popular possa completar ao menos um ciclo de governo e assim permitir-lhe completar as obras que tenha iniciado ? Por esta mania de terra arrasada a cada quatro anos ?
Tudo bem que no caso de Lula por exemplo, o uso abusivo da máquina pública lhe permitir distribuir um imenso saquinhos de bondades pré-eleitorais que o ajudaram a reeleger-se ! E então aperfeiçoe-se o sistema. Determine-se que os postulantes à reeleição obriguem-se a seis meses os candidatos a deixarem seus cargos, como ocorre por exemplo com deputados e senadores. E determine-se que, uma vez reeleito, o candidato não mais possa concorrer aquele mesmo cargo. Reeleição sim, uma vez só, apenas.
Claro que o assunto suscita discussões e sempre haverá quem seja contrário. No fundo, porém, dos que são contra, há muito mais paixão e emoção, do que propriamente racionalidade. Precisamos de instituições fortes, e de administrações consistentes. Casa arrasada a cada quatro anos nunca foi e jamais será positivo para o país. O que precisamos é traçar um projeto de longo e dar-lhe seguimento, continuidade. Por que a estabilidade econômica hoje produz resultados positivos ? Por foram oito anos com FHC e mais quatro anos com Lula em que os postulados básicos do Plano Real não foram mexidos. E eis um país melhor, economicamente mais forte e saudável. Fruto do quê ? Da continuidade.
A seguir o noticiário da Folha e de O Globo, sobre a fala de FHC.
O Globo:
"O ex-presidente Fernando Henrique, que se empenhou pela aprovação da reeleição em 1997, disse ontem ser contra uma emenda que ponha fim à possibilidade de um político disputar nova eleição no cargo e amplie os mandatos para cinco anos.
— O Brasil tem a mania de mudar tudo, a toda hora. Isso está errado. Nós mal introduzimos a reeleição. Não sou favorável a mudanças institucionais a cada instante. O país não é um laboratório experimental — afirmou, após seminário internacional sobre o futuro das metrópoles, na Associação Comercial do Rio. — Por que vamos agora inventar a roda quadrada e mudar o sistema outra vez? No fundo, é para acomodar interesses tópicos." Leia mais em O Globo
"A polêmica em torno da CPI do Apagão no Senado não deverá impedir que governo e oposição retomem o debate na Casa sobre o fim da reeleição. Se depender do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), a proposta de emenda constitucional (PEC) relatada pelo presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e aprovada por unanimidade no ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça, deverá entrar em breve na ordem do dia. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que o Planalto não pretende interferir nessa discussão.
— Acho que há clima, sim, para votarmos o fim da reeleição. É uma boa iniciativa que colocará fim a um sistema que não deu certo, pois favorece a criação de oligarquias estaduais e municipais — afirmou Virgílio, na linha contrária do que disse ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso."
Da Folha de S.Paulo
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a líderes governistas que é a favor do fim da reeleição, mas pretende transferir ao Congresso a paternidade da proposta, temendo comparações com o colega venezuelano Hugo Chávez.
Ontem, após reunião com o presidente, líderes deixaram o Palácio do Planalto admitindo a inclusão do fim da reeleição na reforma política. Estavam na reunião os líderes do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e na Câmara, José Múcio (PTB-PE).
Segundo Jucá, o presidente "não quer parecer patrocinador" de uma emenda constitucional para acabar com a reeleição, apesar de, "historicamente", já ter se manifestado contra."
A reeleição além de ser um prêmio aos bons administradores, permitem que as políticas públicas possam ser melhor desenhadas e implementadas. Temos que perde esta mania de se mudar tudo a cada quatro anos. Um grande país só se consolida justamente pela manutenção das coisas boas ao longo do tempo, além de programas e projetos de médio e longo prazo. Aqui não. A cada quatro anos executivos federal, estaduais e municipais são substituídos, e o que chega, na ânsia de mostrar serviço e garantir seu futuro político, se põem a mudar tudo, até o que estava dando certo. Andem por este país imenso e vocês encontrarão centenas de obras públicas iniciadas e não acabadas. E por quê ? Porque quem chegou quis fazer as suas “obras” e abandona as que estavam em construção, porque iniciadas pelo antecessor. São milhões de reais simplesmente jogados no lixo. Desperdício que nos custa caro. Então por que não se permitir que um bom administrador com apoio e aprovação popular possa completar ao menos um ciclo de governo e assim permitir-lhe completar as obras que tenha iniciado ? Por esta mania de terra arrasada a cada quatro anos ?
Tudo bem que no caso de Lula por exemplo, o uso abusivo da máquina pública lhe permitir distribuir um imenso saquinhos de bondades pré-eleitorais que o ajudaram a reeleger-se ! E então aperfeiçoe-se o sistema. Determine-se que os postulantes à reeleição obriguem-se a seis meses os candidatos a deixarem seus cargos, como ocorre por exemplo com deputados e senadores. E determine-se que, uma vez reeleito, o candidato não mais possa concorrer aquele mesmo cargo. Reeleição sim, uma vez só, apenas.
Claro que o assunto suscita discussões e sempre haverá quem seja contrário. No fundo, porém, dos que são contra, há muito mais paixão e emoção, do que propriamente racionalidade. Precisamos de instituições fortes, e de administrações consistentes. Casa arrasada a cada quatro anos nunca foi e jamais será positivo para o país. O que precisamos é traçar um projeto de longo e dar-lhe seguimento, continuidade. Por que a estabilidade econômica hoje produz resultados positivos ? Por foram oito anos com FHC e mais quatro anos com Lula em que os postulados básicos do Plano Real não foram mexidos. E eis um país melhor, economicamente mais forte e saudável. Fruto do quê ? Da continuidade.
A seguir o noticiário da Folha e de O Globo, sobre a fala de FHC.
O Globo:
"O ex-presidente Fernando Henrique, que se empenhou pela aprovação da reeleição em 1997, disse ontem ser contra uma emenda que ponha fim à possibilidade de um político disputar nova eleição no cargo e amplie os mandatos para cinco anos.
— O Brasil tem a mania de mudar tudo, a toda hora. Isso está errado. Nós mal introduzimos a reeleição. Não sou favorável a mudanças institucionais a cada instante. O país não é um laboratório experimental — afirmou, após seminário internacional sobre o futuro das metrópoles, na Associação Comercial do Rio. — Por que vamos agora inventar a roda quadrada e mudar o sistema outra vez? No fundo, é para acomodar interesses tópicos." Leia mais em O Globo
"A polêmica em torno da CPI do Apagão no Senado não deverá impedir que governo e oposição retomem o debate na Casa sobre o fim da reeleição. Se depender do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), a proposta de emenda constitucional (PEC) relatada pelo presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e aprovada por unanimidade no ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça, deverá entrar em breve na ordem do dia. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que o Planalto não pretende interferir nessa discussão.
— Acho que há clima, sim, para votarmos o fim da reeleição. É uma boa iniciativa que colocará fim a um sistema que não deu certo, pois favorece a criação de oligarquias estaduais e municipais — afirmou Virgílio, na linha contrária do que disse ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso."
Da Folha de S.Paulo
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a líderes governistas que é a favor do fim da reeleição, mas pretende transferir ao Congresso a paternidade da proposta, temendo comparações com o colega venezuelano Hugo Chávez.
Ontem, após reunião com o presidente, líderes deixaram o Palácio do Planalto admitindo a inclusão do fim da reeleição na reforma política. Estavam na reunião os líderes do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e na Câmara, José Múcio (PTB-PE).
Segundo Jucá, o presidente "não quer parecer patrocinador" de uma emenda constitucional para acabar com a reeleição, apesar de, "historicamente", já ter se manifestado contra."