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O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, terá o banco BMG como um dos principais focos de investigação na segunda fase do inquérito do mensalão. A pedido dele, o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novas ações para esmiuçar a engenharia dos empréstimos concedidos pelo banco às agências de publicidade de Marcos Valério Fernandes de Souza, para posterior repasse ao PT. O procurador-geral aposta nessa linha de apuração para tentar evidenciar a fonte dos recursos financeiros supostamente distribuídos aos aliados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
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Souza também conseguiu do ministro Joaquim Barbosa investigar mais sacadores do mensalão — além daqueles denunciados um ano atrás. Onze relatórios com nomes de pessoas que teriam recebido dinheiro do esquema de corrupção foram anexados ao pedido. Todas elas serão interrogadas pela Polícia Federal, que recebeu a missão no final da semana passada. Numa terceira frente de trabalho, o chefe do Ministério Público também quer avançar na suposta intermediação de Marcos Valério na venda do falido Banco Mercantil de Pernambuco.
Souza também conseguiu do ministro Joaquim Barbosa investigar mais sacadores do mensalão — além daqueles denunciados um ano atrás. Onze relatórios com nomes de pessoas que teriam recebido dinheiro do esquema de corrupção foram anexados ao pedido. Todas elas serão interrogadas pela Polícia Federal, que recebeu a missão no final da semana passada. Numa terceira frente de trabalho, o chefe do Ministério Público também quer avançar na suposta intermediação de Marcos Valério na venda do falido Banco Mercantil de Pernambuco.
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Em março de 2006, o procurador pediu ao Supremo a abertura de ação penal contra 40 pessoas por envolvimento no mensalão, entre elas algumas apontadas como operadores do esquema — caso do empresário Marcos Valério, do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares — e como beneficiários — parlamentares e assessores. Na época, o representante do MPF sinalizou que haveria uma segunda etapa de investigações e que o banco BMG faria parte dela.
Em março de 2006, o procurador pediu ao Supremo a abertura de ação penal contra 40 pessoas por envolvimento no mensalão, entre elas algumas apontadas como operadores do esquema — caso do empresário Marcos Valério, do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares — e como beneficiários — parlamentares e assessores. Na época, o representante do MPF sinalizou que haveria uma segunda etapa de investigações e que o banco BMG faria parte dela.
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Simulação
Simulação
“Buscando o recebimento de ganhos indevidos do governo federal, o que de fato ocorreu, os dirigentes do banco BMG também injetaram recursos milionários na empreitada delituosa, mediante empréstimos simulados. Entretanto, em face das provas até a ocasião produzidas, não há elementos para apontar uma atuação estável e permanente com os demais membros da organização criminosa, razão pela qual não estão sendo denunciados pelo crime de quadrilha, vez que a atuação desse grupo no esquema será aprofundada na segunda etapa das investigações”, justificou Souza à época.
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Para o procurador, o BMG simulou empréstimos para, em troca, ser beneficiado na operação de crédito consignado a servidores públicos, pensionistas e aposentados do INSS a partir do ano de 2003. Apesar de fazer essa vinculação na denúncia enviada ao Supremo — apontando, assim, suposta fonte do mensalão —, Souza pediu ao MPF em Minas Gerais para prosseguir a investigação. Os procuradores da República naquele estado denunciaram à justiça comum diretores do BMG, além de Marcos Valério, Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino por gestão fraudulenta. O caso, porém, voltou ao STF depois da eleição de José Genoino em outubro, já que como deputado ele tem foro privilegiado.
Para o procurador, o BMG simulou empréstimos para, em troca, ser beneficiado na operação de crédito consignado a servidores públicos, pensionistas e aposentados do INSS a partir do ano de 2003. Apesar de fazer essa vinculação na denúncia enviada ao Supremo — apontando, assim, suposta fonte do mensalão —, Souza pediu ao MPF em Minas Gerais para prosseguir a investigação. Os procuradores da República naquele estado denunciaram à justiça comum diretores do BMG, além de Marcos Valério, Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino por gestão fraudulenta. O caso, porém, voltou ao STF depois da eleição de José Genoino em outubro, já que como deputado ele tem foro privilegiado.
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O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, entendeu como incoerente a remessa do caso para Minas Gerais. “Ele (o procurador) dividiu a investigação, quando se trata, na verdade, de uma coisa só. Além disso, houve precipitação. Ele apresentou denúncia sem conclusão do inquérito policial. Tecnicamente, não pode tramitar em paralelo um pedido de ação penal e um inquérito aberto para apurar as mesmas denúncias”, argumentou o advogado. As autoridades envolvidas na investigação não comentam detalhes do inquérito por causa do segredo de Justiça. A reportagem do Correio procurou a direção do BMG, que, por meio da assessoria de imprensa, informou que não iria se manifestar sobre o caso.
O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, entendeu como incoerente a remessa do caso para Minas Gerais. “Ele (o procurador) dividiu a investigação, quando se trata, na verdade, de uma coisa só. Além disso, houve precipitação. Ele apresentou denúncia sem conclusão do inquérito policial. Tecnicamente, não pode tramitar em paralelo um pedido de ação penal e um inquérito aberto para apurar as mesmas denúncias”, argumentou o advogado. As autoridades envolvidas na investigação não comentam detalhes do inquérito por causa do segredo de Justiça. A reportagem do Correio procurou a direção do BMG, que, por meio da assessoria de imprensa, informou que não iria se manifestar sobre o caso.