sexta-feira, abril 06, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Com controle civil, argentinos têm medo de voar, diz Clarín
Estadão online
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SÃO PAULO - Três dias depois de o presidente argentino, Nestor Kirchner, ter assinado decreto passando o controle aéreo do país para mãos de civis, o jornal Clarín publicou neste domingo, 18, reportagem mostrando que os argentinos estão com medo de voar.

De acordo com a reportagem, os problemas começaram no dia 1º de março, quando um raio deixou fora do ar o radar de Ezeiza, aeroporto de Buenos Aires, capital do país. O centro de ajuda a passageiros que funciona no Aeroparque Jorge Newbery, que antes atendia 20 pessoas por dia, passou a atender 40.

Nos últimos dias, a Argentina também tem sofrido com atrasos em vôos, que estariam acontecendo por conta da falta de aviões. De acordo com o Clarín, a transição para o controle civil "vai ser difícil".

Desde que o raio atingiu o radar de Ezeiza, controladores, pilotos e até a Aerolíneas Argentinas, principal empresa aérea do país, disseram que o sistema aéreo argentino não era mais confiável, de acordo com a reportagem. Porém, a crise aérea no país teria se intensificado na quinta-feira, 15, quando os pilotos da empresa Austral disseram que deixariam de trabalhar por conta das repetidas falhas no sistema aéreo.

No dia 9 de março, cerca de 75% dos vôos do país atrasaram, atingindo aproximadamente 16 mil passageiros. No sábado, 17, os argentinos tiveram mais um dia de atrasos e vôos cancelados, mesmo que em menor número, por conta do que se chamou "problemas de comunicação", segundo o Clarín.

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Para controladores, plano B da FAB é "perigoso"
Redação Terra

O presidente da Federação Internacional de Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), o suíço Marc Baumgartner, disse ontem que a Aeronáutica "não fez nada" para aprimorar o sistema após o acidente com o avião da Gol, quando morreram 154 pessoas, e só piorou a situação ao coagir os controladores. De acordo com a Folha de S.Paulo, ele não descarta o risco de novos acidentes e acha "perigoso" o plano emergencial de usar profissionais da Defesa Aérea.

O plano emergencial, que pode ser acionado caso ocorram novos casos de insurgência entre os controladores de vôos, prevê a convocação de 120 militares para trabalhar no controle do tráfego aéreo. Segundo Baumgartner, a medida seria como "colocar um carregador de bagagem ou uma atendente de check-in para pilotar um avião".

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo (SNTPV), Jorge Botelho, afirmou nesta quarta-feira, durante visita ao Congresso Nacional, que os controladores não planejam qualquer tipo de greve durante a Semana Santa. Botelho disse, no entanto, que o controle da categoria é limitado.

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PMDB promove jantar com Lula para negociar cargos

Os cinco ministros, seis governadores, 20 senadores e 91 deputados federais do PMDB vão se reunir na próxima semana com o presidente Lula na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O objetivo do encontro é discutir a partilha de cargos do segundo escalão. PT e PMDB pleiteiam postos na Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás e Furnas.
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Um cargo importante que deve ir para o PMDB é o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), atualmente ocupado pelo PT. O próximo responsável pelo posto será indicado pelo líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Já o ex-senador Luiz Otávio (PMDB-PA) é o provável cotado para assumir a Furnas Centrais Elétricas. O PR também pretende disputar cargos em ministério e estatais.

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Caos aéreo é conseqüência da falta de investimentos, diz FT

O jornal inglês Financial Times destacou que a crise entre os controladores gerou um caos na aviação comercial brasileira. O diário diz que o problema acontece desde setembro do ano passado, quando uma colisão entre dois aviões causou a morte de 154 pessoas.
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Marc Baumgartner, presidente da IFATC, entidade que representa 50 mil controladores de tráfego aéreo no mundo, afirma que o povo brasileiro está sendo enganado: "O público está pagando por um nível de segurança e está sendo enganado pelo governo", disse.
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O Financial Times alertou também para nova possibilidade de greves e publicou que apesar de o governo ter aumentado o gasto corrente, não investe nada.

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Governo não pretende frear câmbio com incentivo às importações

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta que o governo não pretende reduzir alíquotas de importação para estimular a entrada de produtos do País, o que diminuiria o saldo da balança comercial. A medida é a única maneira de segurar a queda do dólar, segundo estudo produzido por técnicos do Banco Central.
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Para o ministro, a compensação já ocorre pela valorização do câmbio. Nos últimos dois anos a real se valorizou entre 20% e 30% em relação ao dólar. A alíquota de importação varia entre 10% e 12%. "A economia brasileira já está bastante aberta. Não há nada que impeça uma abertura maior. Basta que os importadores resolvam importar mais, inclusive porque as importações estão crescendo de forma expressiva. Isto é abertura da economia. E com esse câmbio significa que nós estamos barateando os produtos importados", disse.

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Controladores pedem perdão por “grito de socorro”

Os controladores de vôo militares pediram perdão à sociedade por terem causado um “trauma” no último dia 30, quando pararam os aeroportos. A ABCTA (Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo), entidade que representa a categoria, publicou o pedido de desculpa em seu site.
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Em nota, assinada pelo presidente da ABCTA, os profissionais dizem que a paralisação foi “um grito de socorro dos controladores” e não uma simples “rebelião de militares”.

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Um ano após CPI, Serraglio lamenta falta de punições

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) lamentou que não tenha havido punição um ano após o fim da CPI dos Correios, em que foi relator.
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Serraglio apontou a Visanet como a empresa que era fonte de recursos, que abastecia o valerioduto para pagar o mensalão aos parlamentares. Sobre a debandada de políticos para o PR, o deputado disse que ainda não se pode chamar de novo mensalão, mas o movimento não pode ser considerado “normal”.Entretanto, Serraglio acredita que a população está prestando mais atenção em política: “A população está hoje mais crítica e exigente em relação aos políticos”, afirmou o parlamentar.