SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi à Missa do Trabalhador, na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, em São Bernardo do Campo, pela primeira vez desde 1980. Mas a homilia foi praticamente toda dedicada ao seu governo e às políticas sociais que anuncia como meta maior do segundo mandato. "O desemprego ainda é uma ferida no seio da sociedade, não é apenas um fenômeno cíclico, mas uma realidade permanente e estrutural", pregou o padre Beto Marangon, vigário-geral da Diocese de Santo André.
"Garantir direitos é defender a vida" foi o tema da cerimônia celebrada ontem pela manhã. Alegando "compromisso familiar", o presidente passou o 1º de Maio em Brasília e frustrou 2.000 pessoas que tomaram a praça da Matriz e o templo, transformado em um ambiente de protestos e manifestações contra a impunidade e o descaso de políticos, inclusive do PT.
Desapontou também grevistas e lideranças de movimentos sociais que pretendiam entregar-lhe em mãos panfletos e cartas manuscritas com reivindicações e denúncias de violações contra excluídos. O Planalto mandou uma curta mensagem, lida pelo vigário, comunicando o motivo da ausência.
O gesto do presidente pôs fim a uma tradição que se prolongou por 23 anos - período em que ele jamais faltou à missa na igreja que o abrigou, e a seus companheiros metalúrgicos, do ataque da tropa de choque nos idos de 79 e 80.
"Garantir direitos é defender a vida" foi o tema da cerimônia celebrada ontem pela manhã. Alegando "compromisso familiar", o presidente passou o 1º de Maio em Brasília e frustrou 2.000 pessoas que tomaram a praça da Matriz e o templo, transformado em um ambiente de protestos e manifestações contra a impunidade e o descaso de políticos, inclusive do PT.
Desapontou também grevistas e lideranças de movimentos sociais que pretendiam entregar-lhe em mãos panfletos e cartas manuscritas com reivindicações e denúncias de violações contra excluídos. O Planalto mandou uma curta mensagem, lida pelo vigário, comunicando o motivo da ausência.
O gesto do presidente pôs fim a uma tradição que se prolongou por 23 anos - período em que ele jamais faltou à missa na igreja que o abrigou, e a seus companheiros metalúrgicos, do ataque da tropa de choque nos idos de 79 e 80.
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Luiz Marinho, ministro da Previdência, representou o presidente. Ele acompanhou a oração ao lado da ministra Marta Suplicy (Turismo) e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). "Vivemos numa falsa democracia", afirmou padre Beto que, por quatro vezes, foi interrompido pelos aplausos dos fiéis.
O pregador advertiu os poderes públicos sobre as "vozes que continuam clamando por dignidade e direitos que aos poucos vemos se esvaindo das mãos daqueles que foram os protagonistas desse novo Brasil que idealizamos".
Ele disse: "Os poderes públicos não devem se submeter sem mais às leis do mercado. Devem ir além do liberalismo, que tem no livre mercado a sua lei maior." O sermão apontou para a "impunidade daqueles que ferem o desejo de milhões que esperam por um Brasil mais igualitário e sem exclusões sociais".
Luiz Marinho, ministro da Previdência, representou o presidente. Ele acompanhou a oração ao lado da ministra Marta Suplicy (Turismo) e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). "Vivemos numa falsa democracia", afirmou padre Beto que, por quatro vezes, foi interrompido pelos aplausos dos fiéis.
O pregador advertiu os poderes públicos sobre as "vozes que continuam clamando por dignidade e direitos que aos poucos vemos se esvaindo das mãos daqueles que foram os protagonistas desse novo Brasil que idealizamos".
Ele disse: "Os poderes públicos não devem se submeter sem mais às leis do mercado. Devem ir além do liberalismo, que tem no livre mercado a sua lei maior." O sermão apontou para a "impunidade daqueles que ferem o desejo de milhões que esperam por um Brasil mais igualitário e sem exclusões sociais".
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Padre Beto ainda asseverou: "O Brasil sonha com um sistema educacional eficiente, que não apenas promova seus alunos para atender estatísticas. Mas que forme, que eduque adequadamente nossos cidadãos, evitando assim uma massa de analfabetos com certificados de conclusão, seja no ensino fundamental ou mesmo no médio."
Houve referência à discussão sobre o aborto, proposta pelo ministro José Gomes Temporão. "Assusta-nos também quando aqueles que deveriam guardar a ordem pública sugerem plebiscito quanto à questão do aborto. Não somos os juízes de vidas indefesas", disse.
COMENTANDO A NOTICIA: A grandeza de um homem público se mede por sua capacidade em resistir aos maus momentos com grandeza de espírito. Enfrentar as adversidades faz parte do histórico de todos os grandes estadistas que a humanidade conheceu. Aliás, a maioria dos quais, quando no poder, enfrentaram mais adversidades do que facilidades.
Seu desprendimento, arrojo e sobriedade, é que fizeram a diferença. Jamais fugiram da briga, jamais desfizeram de quantos não lhes comungavam da mesma opinião ou ideologia. Até pelo contrário. Souberam compreender e enfrentar, seguindo em frente confiantes e destemidos, para fazerem vingar suas próprias idéias.
A atração de Lula pelo populismo, a demagogia recorrente com que se vale para enfrentar públicos distintos, o fazem ser apenas um medíocre. Não que lhe falte atributos de virtudes política, ou inteligência sensível para captar cenários amigáveis ou não. Até os têm em alta conta e medida. Porém, sua mediocridade o faz ou mudar o discurso para enquadrá-lo de acordo com as conveniências do público a quem se dirige, ou faz como agora, foge da raia para evitar as broncas, protestos e as vaias. Sua vaidade não aceita o protesto contraditório, nem tampouco a crítica mais insignificante.
Por isso, por mais que se esforce em parecer, jamais Lula conseguirá tornar-se um estadista com a grandeza de espírito que somente os grandes estadistas o conseguem ter. E justamente por não consegui-lo, Lula tem imensa dificuldade em aceitar o próprio erro, sempre negando o conhecimento de fatos que lhe giram à sua volta, o torna sua ação ainda mais ridícula. E, ainda no cerne desta mediocridade, se pode entender a sua insistência em transferir responsabilidades, e culpar sempre os outros por coisas que seria de sua obrigação fazer.
Durante anos Lula ensinou a milhares protestarem em portas de fábrica, em vaiar, com contrariar, em criticar. Tanto fez que agora não admite que contra ele sejam usados os mesmos recursos.
Ao fugir da tradicional missa, evitando os protestos vindo do próprio povo, Lula não apenas se diminui mais do já o fez: demonstra sua aptidão para a covardia. E, cá prá nós, não foram de covardes que a humanidade criou sua galeria de super-heróis nem de estadistas.
Padre Beto ainda asseverou: "O Brasil sonha com um sistema educacional eficiente, que não apenas promova seus alunos para atender estatísticas. Mas que forme, que eduque adequadamente nossos cidadãos, evitando assim uma massa de analfabetos com certificados de conclusão, seja no ensino fundamental ou mesmo no médio."
Houve referência à discussão sobre o aborto, proposta pelo ministro José Gomes Temporão. "Assusta-nos também quando aqueles que deveriam guardar a ordem pública sugerem plebiscito quanto à questão do aborto. Não somos os juízes de vidas indefesas", disse.
COMENTANDO A NOTICIA: A grandeza de um homem público se mede por sua capacidade em resistir aos maus momentos com grandeza de espírito. Enfrentar as adversidades faz parte do histórico de todos os grandes estadistas que a humanidade conheceu. Aliás, a maioria dos quais, quando no poder, enfrentaram mais adversidades do que facilidades.
Seu desprendimento, arrojo e sobriedade, é que fizeram a diferença. Jamais fugiram da briga, jamais desfizeram de quantos não lhes comungavam da mesma opinião ou ideologia. Até pelo contrário. Souberam compreender e enfrentar, seguindo em frente confiantes e destemidos, para fazerem vingar suas próprias idéias.
A atração de Lula pelo populismo, a demagogia recorrente com que se vale para enfrentar públicos distintos, o fazem ser apenas um medíocre. Não que lhe falte atributos de virtudes política, ou inteligência sensível para captar cenários amigáveis ou não. Até os têm em alta conta e medida. Porém, sua mediocridade o faz ou mudar o discurso para enquadrá-lo de acordo com as conveniências do público a quem se dirige, ou faz como agora, foge da raia para evitar as broncas, protestos e as vaias. Sua vaidade não aceita o protesto contraditório, nem tampouco a crítica mais insignificante.
Por isso, por mais que se esforce em parecer, jamais Lula conseguirá tornar-se um estadista com a grandeza de espírito que somente os grandes estadistas o conseguem ter. E justamente por não consegui-lo, Lula tem imensa dificuldade em aceitar o próprio erro, sempre negando o conhecimento de fatos que lhe giram à sua volta, o torna sua ação ainda mais ridícula. E, ainda no cerne desta mediocridade, se pode entender a sua insistência em transferir responsabilidades, e culpar sempre os outros por coisas que seria de sua obrigação fazer.
Durante anos Lula ensinou a milhares protestarem em portas de fábrica, em vaiar, com contrariar, em criticar. Tanto fez que agora não admite que contra ele sejam usados os mesmos recursos.
Ao fugir da tradicional missa, evitando os protestos vindo do próprio povo, Lula não apenas se diminui mais do já o fez: demonstra sua aptidão para a covardia. E, cá prá nós, não foram de covardes que a humanidade criou sua galeria de super-heróis nem de estadistas.