Carlos Sardenberg, Portal G1
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que os objetivos do PAC são: acelerar o ritmo de crescimento da economia; aumentar o emprego e a renda e diminuir as desigualdades sociais e regionais; e manter os fundamentos macroeconômicos (inflação, consistência fiscal e solidez nas contas externas).
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que os objetivos do PAC são: acelerar o ritmo de crescimento da economia; aumentar o emprego e a renda e diminuir as desigualdades sociais e regionais; e manter os fundamentos macroeconômicos (inflação, consistência fiscal e solidez nas contas externas).
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Vai daí, coloca na conta dos resultados iniciais do PAC coisas como: a redução da taxa de juros; o aumento do crédito bancário; o crescimento das vendas no varejo; a expansão da produção industrial e até o ganho de confiança dos empresários.Tudo isso em três meses? Não faz sentido.
Vai daí, coloca na conta dos resultados iniciais do PAC coisas como: a redução da taxa de juros; o aumento do crédito bancário; o crescimento das vendas no varejo; a expansão da produção industrial e até o ganho de confiança dos empresários.Tudo isso em três meses? Não faz sentido.
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A redução dos juros, por exemplo, é um processo iniciado em setembro de 2005 e não tem nada a ver com o PAC. Resulta da firme aplicação da política monetária pelo Banco Central – política, aliás, criticada pelo ministro Mantega seguidas vezes – que derrubou a inflação e, assim, permitiu a queda dos juros.
A redução dos juros, por exemplo, é um processo iniciado em setembro de 2005 e não tem nada a ver com o PAC. Resulta da firme aplicação da política monetária pelo Banco Central – política, aliás, criticada pelo ministro Mantega seguidas vezes – que derrubou a inflação e, assim, permitiu a queda dos juros.
Por outro lado, a inflação baixa, a expectativa de inflação baixa, em razão da confiança na política do BC, e longo processo de redução dos juros permitiram outros resultados, como a expansão do crédito bancário. Só pode haver crédito mais abundante e de longo prazo quando não há inflação.
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E por aí vai: o aumento do consumo e dos investimentos também é processo que vem se fortalecendo há meses, justamente em consequência da estabilidade macroeconômica. Não tem nada a ver com o PAC.
E por aí vai: o aumento do consumo e dos investimentos também é processo que vem se fortalecendo há meses, justamente em consequência da estabilidade macroeconômica. Não tem nada a ver com o PAC.
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E outra coisa: o relato do ministro Mantega não faz nenhuma referência ao excelente momento da economia mundial – e este é um fator decisivo para o bom momento da economia brasileira. Por exemplo, as exportações não teriam decolado se o mercado internacional não estivesse comprando praticamente de tudo, a preços cada vez mais maiores.
E outra coisa: o relato do ministro Mantega não faz nenhuma referência ao excelente momento da economia mundial – e este é um fator decisivo para o bom momento da economia brasileira. Por exemplo, as exportações não teriam decolado se o mercado internacional não estivesse comprando praticamente de tudo, a preços cada vez mais maiores.
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Ou será que a economia internacional também vai bem por causa do PAC?
Ou será que a economia internacional também vai bem por causa do PAC?