Jornal do Brasil
Até 27 de março, muitos mal sabiam que o Movimento Revolucionário 8 de Outubro ainda existia. Em um espasmo terrorista, o jornal Hora do Povo, ligado ao MR-8, ameaçou de morte o jornalista Diogo Mainardi, da Veja.
O motivo alegado foi o fato de Mainardi ter feito referência e se comparado a Eduardo Leite, o Bacuri, militante da antiga Ação Libertadora Nacional (ALN), parceira do MR-8 no seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, em 1969. Diogo escreveu que parcela da imprensa sabia que Bacuri seria assassinado. Assim como, acrescentou, foi condenado em processo movido pelo ministro Franklin Martins antes mesmo de apresentada a defesa. A sentença ainda foi antecipada por um jornalista da Folha Online.
"Condenado com seus patrões da 'Veja' a pagar 30 mil reais ao ministro Franklin Martins, em processo por calúnia, o garoto de programa Diego (sic) Mainardi houve por bem se auto-intitular o Bacuri do petismo", escreve o jornal. Mais à frente, acrescenta: "O pequeno canalha perdeu apenas algum dinheiro. Sabemos o que o vil metal significa para certo tipo de pessoas. Ainda assim, ao que tudo indica, ele está pedindo para perder algo mais. Pode ficar tranqüilo. Não faltarão almas pias para fazer a sua vontade".
Diogo entrou com queixa-crime contra o jornal e usou a coluna na Veja e o blog para contra-atacar:
"O jornal Hora do Povo recomendou minha morte. Seus combatentes dizem saber o que o 'vil metal' significa para mim. Eu sei o que o vil metal significa para eles. O lulismo está financiando o MR-8 com o vil metal dos meus impostos. É como se eu pagasse para alguém me matar", escreveu. Depois, o jornalista reforçou os ataques:
- Se eu tivesse medo de bandido, não moraria no Rio.
Nem Orestes Quércia, patrocinador do MR-8 em São Paulo anos atrás, abençoou a ameaça.
- É um absurdo - disse ao JB.
Com a polêmica, o jornal publicou editorial, novamente na capa, negando tudo:
Até 27 de março, muitos mal sabiam que o Movimento Revolucionário 8 de Outubro ainda existia. Em um espasmo terrorista, o jornal Hora do Povo, ligado ao MR-8, ameaçou de morte o jornalista Diogo Mainardi, da Veja.
O motivo alegado foi o fato de Mainardi ter feito referência e se comparado a Eduardo Leite, o Bacuri, militante da antiga Ação Libertadora Nacional (ALN), parceira do MR-8 no seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, em 1969. Diogo escreveu que parcela da imprensa sabia que Bacuri seria assassinado. Assim como, acrescentou, foi condenado em processo movido pelo ministro Franklin Martins antes mesmo de apresentada a defesa. A sentença ainda foi antecipada por um jornalista da Folha Online.
"Condenado com seus patrões da 'Veja' a pagar 30 mil reais ao ministro Franklin Martins, em processo por calúnia, o garoto de programa Diego (sic) Mainardi houve por bem se auto-intitular o Bacuri do petismo", escreve o jornal. Mais à frente, acrescenta: "O pequeno canalha perdeu apenas algum dinheiro. Sabemos o que o vil metal significa para certo tipo de pessoas. Ainda assim, ao que tudo indica, ele está pedindo para perder algo mais. Pode ficar tranqüilo. Não faltarão almas pias para fazer a sua vontade".
Diogo entrou com queixa-crime contra o jornal e usou a coluna na Veja e o blog para contra-atacar:
"O jornal Hora do Povo recomendou minha morte. Seus combatentes dizem saber o que o 'vil metal' significa para mim. Eu sei o que o vil metal significa para eles. O lulismo está financiando o MR-8 com o vil metal dos meus impostos. É como se eu pagasse para alguém me matar", escreveu. Depois, o jornalista reforçou os ataques:
- Se eu tivesse medo de bandido, não moraria no Rio.
Nem Orestes Quércia, patrocinador do MR-8 em São Paulo anos atrás, abençoou a ameaça.
- É um absurdo - disse ao JB.
Com a polêmica, o jornal publicou editorial, novamente na capa, negando tudo:
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"Os familiares do sr. Mainardi e seus amigos - se é que ele possui algum - não têm razão para se preocupar com a sua integridade física. Apesar da celeuma que 'Veja' pretendeu causar com a nota de 10 linhas aqui publicada, na edição do dia 27 de abril, ele não corre nenhum perigo", escreve. "Mainardi é uma das causas do isolamento e declínio de 'Veja', esse instrumento golpista e visceralmente antidemocrático a serviço de tudo o que há de mais esclerosado no mundo. Porque ele consegue se colocar freqüentemente à direita da linha editorial nazi-africâner da publicação, acelerando o seu desprestígio. Firmeza, pessoal: o Mainardi ninguém tasca!"
"Os familiares do sr. Mainardi e seus amigos - se é que ele possui algum - não têm razão para se preocupar com a sua integridade física. Apesar da celeuma que 'Veja' pretendeu causar com a nota de 10 linhas aqui publicada, na edição do dia 27 de abril, ele não corre nenhum perigo", escreve. "Mainardi é uma das causas do isolamento e declínio de 'Veja', esse instrumento golpista e visceralmente antidemocrático a serviço de tudo o que há de mais esclerosado no mundo. Porque ele consegue se colocar freqüentemente à direita da linha editorial nazi-africâner da publicação, acelerando o seu desprestígio. Firmeza, pessoal: o Mainardi ninguém tasca!"