A FALÊNCIA DE UM PAÍS RICO
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Muitos de nós, que trabalhamos, pagamos impostos, e tentamos sobreviver neste país chamado Brasil, onde a loucura e a insensatez pouco a pouco tomam conta das instituições, ficamos indignados diante de certos crimes, de certas barbaridades que são cometidas sem que se veja do lado das autoridades, afora os discursos imbecis de sempre e portanto inúteis, uma ação pública digna para por fim às crises que volta e meia nos sacodem.
No início do ano, foi aquele crime bárbaro, no Rio Janeiro, do menino João Hélio. Após tanto tempo decorrido, o que temos ? Ainda estamos discutindo providências a tomar.
O país vive uma crise sem precedentes no setor de controle do tráfego aéreo há exatos 9 meses. E o que vemos ? São ministros idiotas dando declarações estúpidas, os responsáveis cada vez mais enrolados sem saber o que fazer, um presidente que parece não estar nem aí, e não está mesmo porque vivendo mais fora do país do que dentro, por conta de meia dúzia de desmiolados que deveriam estar presos por ferirem a disciplina militar e segundo, já terem sido varridos de um serviço para o qual não reúnem as qualificações necessárias.
E aí somos obrigados a ouvir o presidente declarar que nunca vivemos período melhor da história. É isto que dá ser presidente sem ter estudado e continuar presidente sem o necessário acompanhamento dos fatos que se movem no dia a dia do país. Arrogância demais faz a criatura confundir-se e cega-lhe a razão.
Hoje, por exemplo, estudantes e professores que deflagraram uma invasão ilegal na Reitoria da USP desocuparam o prédio. Não sem antes distribuírem cacetadas e sopapos em jornalistas e cinegrafistas que lá estavam para cobrir o evento. Sintoma mais claro de derrota não poderia haver. Saem do jeito que entraram: com um discurso e o desprezo da opinião pública que não reconheceu no movimento nenhum mérito ou causa;. Baderna de politiqueiros ressentidos e ignorantes. Arruaça promovida por sindicalistas vagabundos em busca de 15 minutos de fama. Nada além disto.
Mas o país perdeu. E é simples entender: quando fizeram a invasão, o que competiria à reitora fazer? Pedir na justiça pela reintegração do prédio. A Justiça acatou o pedido e ordenou a desocupação. E o que a reitora fez ? Nada. Passou a negociar o que não era mais negociável. Afinal, a alei está aí para ser cumprida. Discuta-se depois, mas antes ela deve ser soberana sobre os atos de qualquer cidadão, universitário, professor ou não. E isto não aconteceu.
Agora, decorridos mais de cinqüenta dias, vendo o vazio de seu movimento, os desmiolados saem sob a promessa de que ninguém seria punido pela baderna e pela invasão. Certo ? Não, errado. Ao se conceder perdão ou anistia, ou simplesmente ignorar o que aconteceu por lá, simplesmente estamos mostrando para a sociedade de que aqui é possível tudo fazer, até ferir os ditames legais, e nada nos acontecerá. Este o sentimento que fica, um exemplo maior ainda de que a impunidade que reclamos na classe política é fruto da nossa leniência nos demais cantinhos de nossa sociedade. No trânsito não queremos ser multados apesar de infratores. Nos gabinetes e repartições, queremos ter a prioridade de atendimento, e não suportamos esperar os que chegaram antes de nós.
Assim, de concessão em concessão, vamos destruindo os valores que deveriam conduzir nosso dia a dia que é a disciplina, a lei, a ordem, a moral, a decência, e tudo o mais. Queremos os benefícios, queremos todos os bônus a que temos direito, mas não aceitamos os ônus decorrentes.
Da mesma forma como a meia dúzia de controladores devem ser exemplarmente punidos, também tantos os professores quanto os alunos invasores deveriam ser. Isto tem que ficar básico: a lei é igual para todos, quem a infringir deve pagar pelo preço de sua má escolha. Enquanto tal norma ou tal princípio não ficar latente na consciência de cada de um nós, enquanto o cumprimento à lei não for um sentimento universal imperativo nas vontades de todos, não há como esperarmos dias melhores, sem crises e sem desgraças, sem barbaridades e sem decepções.
Um país não é fruto da construção de uma única geração. Chegamos até aqui pelo país que nos foi passado por nossos pais, avós, bisavós, e assim por diante. Cada um, ao seu modo e a seu tempo, construiu e ajudou a colocar um tijolo nesta construção. Agora é tocada a nossa vez. Devemos fazer o mesmo. Temos obrigação de passarmos para nossos filhos e netos um país muito melhor daquele que herdamos. E pelo visto, parece que vamos deixar-lhe um país virado de cabeça para baixo.
A partir de 2003, Lula recebeu o país muito melhor do que FHC recebera. Tinha a obrigação de avançar, de melhorar, de construir mais coisas. Fernando Henrique enterrara de vez a inflação que nos afligiu por longos cinqüenta anos. Solidificou a estabilidade política. Venceu todas as graves crises econômicas internacionais ocorrida no seu período, fincara as estruturas capazes de nos devolver a estabilidade econômica. O mundo também colaborou que vivêssemos um período de enorme prosperidade e avanços. O que vimos ? O país continua estagnado, na avançou um centímetro que fosse nas reformas básicas necessárias para solidificar um crescimento sustentado e virtuoso.
Vivemos crises nas segurança pública, vivemos crises na agropecuária, vivemos crises nos campos, temos as crises políticas cada vez mais constantes, a crise aérea nos atormenta já há nove meses, e estamos diante da ameaça real de apagão elétrico. Onde então Lula foi buscar que este é o nosso melhor período ? No fundo, estamos regredindo, e o pior, jogando fora oportunidades de dar um rumo de progresso decente para o Brasil. Só estamos bem com base na herança que Lula recebeu nos fundamentos da economia e nos programas sociais que encontrou prontos, implantados e em vigor, e por conta de um excepcional período da economia internacional.
Vocês poderão ler na edição de hoje do COMENTANDO A NOTÍCIA alguns artigos e reportagens que demonstram esta afirmação muito claramente. Adoraria poder dizer que o Brasil melhorou com Lula no poder. Não por Lula e seu partido, mas pelo povo brasileiro que mais uma vez cai na gandaia de uma festa falsa e sem motivos.
E diante disto mais doloroso é sabermos que ainda pode ser pior ! Como dissemos, a construção de um país é obra de muitas gerações. E a de Lula está delegando para a geração a correção de seus erros, e a execução do trabalho que deixaram de fazer. O preço a s pagar será muito alto. Estamos regredindo, perdendo o rumo do que o restante anda tomando. Isto já está sendo percebido lá fora. São muitos que não conseguem entender porque estamos perdendo oportunidades, preferindo navegar no lodo do atraso. Fazer o quê, não foi o próprio povo que escolheu Lula para nos desgovernar até 2010 ?
Cabe aqueles que não se deixam iludir pela demagogia e idiotia continuar alertando para o país não cometa novos suicídios. É triste ver um país tão rico, com tanto potencial, resvalar em imbecilidades e se auto-flagelar deste jeito a troco de bolsa-esmola de 90 reais por mês.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Muitos de nós, que trabalhamos, pagamos impostos, e tentamos sobreviver neste país chamado Brasil, onde a loucura e a insensatez pouco a pouco tomam conta das instituições, ficamos indignados diante de certos crimes, de certas barbaridades que são cometidas sem que se veja do lado das autoridades, afora os discursos imbecis de sempre e portanto inúteis, uma ação pública digna para por fim às crises que volta e meia nos sacodem.
No início do ano, foi aquele crime bárbaro, no Rio Janeiro, do menino João Hélio. Após tanto tempo decorrido, o que temos ? Ainda estamos discutindo providências a tomar.
O país vive uma crise sem precedentes no setor de controle do tráfego aéreo há exatos 9 meses. E o que vemos ? São ministros idiotas dando declarações estúpidas, os responsáveis cada vez mais enrolados sem saber o que fazer, um presidente que parece não estar nem aí, e não está mesmo porque vivendo mais fora do país do que dentro, por conta de meia dúzia de desmiolados que deveriam estar presos por ferirem a disciplina militar e segundo, já terem sido varridos de um serviço para o qual não reúnem as qualificações necessárias.
E aí somos obrigados a ouvir o presidente declarar que nunca vivemos período melhor da história. É isto que dá ser presidente sem ter estudado e continuar presidente sem o necessário acompanhamento dos fatos que se movem no dia a dia do país. Arrogância demais faz a criatura confundir-se e cega-lhe a razão.
Hoje, por exemplo, estudantes e professores que deflagraram uma invasão ilegal na Reitoria da USP desocuparam o prédio. Não sem antes distribuírem cacetadas e sopapos em jornalistas e cinegrafistas que lá estavam para cobrir o evento. Sintoma mais claro de derrota não poderia haver. Saem do jeito que entraram: com um discurso e o desprezo da opinião pública que não reconheceu no movimento nenhum mérito ou causa;. Baderna de politiqueiros ressentidos e ignorantes. Arruaça promovida por sindicalistas vagabundos em busca de 15 minutos de fama. Nada além disto.
Mas o país perdeu. E é simples entender: quando fizeram a invasão, o que competiria à reitora fazer? Pedir na justiça pela reintegração do prédio. A Justiça acatou o pedido e ordenou a desocupação. E o que a reitora fez ? Nada. Passou a negociar o que não era mais negociável. Afinal, a alei está aí para ser cumprida. Discuta-se depois, mas antes ela deve ser soberana sobre os atos de qualquer cidadão, universitário, professor ou não. E isto não aconteceu.
Agora, decorridos mais de cinqüenta dias, vendo o vazio de seu movimento, os desmiolados saem sob a promessa de que ninguém seria punido pela baderna e pela invasão. Certo ? Não, errado. Ao se conceder perdão ou anistia, ou simplesmente ignorar o que aconteceu por lá, simplesmente estamos mostrando para a sociedade de que aqui é possível tudo fazer, até ferir os ditames legais, e nada nos acontecerá. Este o sentimento que fica, um exemplo maior ainda de que a impunidade que reclamos na classe política é fruto da nossa leniência nos demais cantinhos de nossa sociedade. No trânsito não queremos ser multados apesar de infratores. Nos gabinetes e repartições, queremos ter a prioridade de atendimento, e não suportamos esperar os que chegaram antes de nós.
Assim, de concessão em concessão, vamos destruindo os valores que deveriam conduzir nosso dia a dia que é a disciplina, a lei, a ordem, a moral, a decência, e tudo o mais. Queremos os benefícios, queremos todos os bônus a que temos direito, mas não aceitamos os ônus decorrentes.
Da mesma forma como a meia dúzia de controladores devem ser exemplarmente punidos, também tantos os professores quanto os alunos invasores deveriam ser. Isto tem que ficar básico: a lei é igual para todos, quem a infringir deve pagar pelo preço de sua má escolha. Enquanto tal norma ou tal princípio não ficar latente na consciência de cada de um nós, enquanto o cumprimento à lei não for um sentimento universal imperativo nas vontades de todos, não há como esperarmos dias melhores, sem crises e sem desgraças, sem barbaridades e sem decepções.
Um país não é fruto da construção de uma única geração. Chegamos até aqui pelo país que nos foi passado por nossos pais, avós, bisavós, e assim por diante. Cada um, ao seu modo e a seu tempo, construiu e ajudou a colocar um tijolo nesta construção. Agora é tocada a nossa vez. Devemos fazer o mesmo. Temos obrigação de passarmos para nossos filhos e netos um país muito melhor daquele que herdamos. E pelo visto, parece que vamos deixar-lhe um país virado de cabeça para baixo.
A partir de 2003, Lula recebeu o país muito melhor do que FHC recebera. Tinha a obrigação de avançar, de melhorar, de construir mais coisas. Fernando Henrique enterrara de vez a inflação que nos afligiu por longos cinqüenta anos. Solidificou a estabilidade política. Venceu todas as graves crises econômicas internacionais ocorrida no seu período, fincara as estruturas capazes de nos devolver a estabilidade econômica. O mundo também colaborou que vivêssemos um período de enorme prosperidade e avanços. O que vimos ? O país continua estagnado, na avançou um centímetro que fosse nas reformas básicas necessárias para solidificar um crescimento sustentado e virtuoso.
Vivemos crises nas segurança pública, vivemos crises na agropecuária, vivemos crises nos campos, temos as crises políticas cada vez mais constantes, a crise aérea nos atormenta já há nove meses, e estamos diante da ameaça real de apagão elétrico. Onde então Lula foi buscar que este é o nosso melhor período ? No fundo, estamos regredindo, e o pior, jogando fora oportunidades de dar um rumo de progresso decente para o Brasil. Só estamos bem com base na herança que Lula recebeu nos fundamentos da economia e nos programas sociais que encontrou prontos, implantados e em vigor, e por conta de um excepcional período da economia internacional.
Vocês poderão ler na edição de hoje do COMENTANDO A NOTÍCIA alguns artigos e reportagens que demonstram esta afirmação muito claramente. Adoraria poder dizer que o Brasil melhorou com Lula no poder. Não por Lula e seu partido, mas pelo povo brasileiro que mais uma vez cai na gandaia de uma festa falsa e sem motivos.
E diante disto mais doloroso é sabermos que ainda pode ser pior ! Como dissemos, a construção de um país é obra de muitas gerações. E a de Lula está delegando para a geração a correção de seus erros, e a execução do trabalho que deixaram de fazer. O preço a s pagar será muito alto. Estamos regredindo, perdendo o rumo do que o restante anda tomando. Isto já está sendo percebido lá fora. São muitos que não conseguem entender porque estamos perdendo oportunidades, preferindo navegar no lodo do atraso. Fazer o quê, não foi o próprio povo que escolheu Lula para nos desgovernar até 2010 ?
Cabe aqueles que não se deixam iludir pela demagogia e idiotia continuar alertando para o país não cometa novos suicídios. É triste ver um país tão rico, com tanto potencial, resvalar em imbecilidades e se auto-flagelar deste jeito a troco de bolsa-esmola de 90 reais por mês.