* Aliados de Renan fazem ameaças e chantagem
Veja Online
Aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiram pressionar os parlamentares que abandonaram sua defesa na Casa. O silêncio de muitos amigos de Renan e o crescente isolamento do senador em relação ao governo irritaram o grupo mais próximo a ele - que lançou ameaças e insinuou chantagens em nome de seu líder. Os aliados de Renan falam em fazer denúncias, revelar informações constrangedoras e até paralisar as votações de projetos no Congresso.
De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, alguns casos incômodos para os colegas já são citados pelo próprio Renan durante conversas reservadas. Um exemplo é o caso de um senador que teria viajado aos EUA com a namorada, com diárias pagas pelo Congresso. Outro é de um líder partidário que teria dívida de 50 milhões de reais com um banco estatal. As ameaças explicariam o constrangimento de muitos senadores na hora de comentar o caso de Renan.
O presidente do Senado tentou obter o apoio do governo nos últimos dias - queria votos para o arquivamento imediato do processo no Conselho de Ética do Senado. Como não conseguiu, passou a procurar senadores que pediam favores no passado e pressioná-los. No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizem que ele não quer se envolver no caso - desejou boa sorte a Renan e "lavou as mãos", segundo reportagem divulgada pela Agência Estado.
* Questão de eficiência
Carlos Sardenberg, Portal G1
Veja Online
Aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiram pressionar os parlamentares que abandonaram sua defesa na Casa. O silêncio de muitos amigos de Renan e o crescente isolamento do senador em relação ao governo irritaram o grupo mais próximo a ele - que lançou ameaças e insinuou chantagens em nome de seu líder. Os aliados de Renan falam em fazer denúncias, revelar informações constrangedoras e até paralisar as votações de projetos no Congresso.
De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, alguns casos incômodos para os colegas já são citados pelo próprio Renan durante conversas reservadas. Um exemplo é o caso de um senador que teria viajado aos EUA com a namorada, com diárias pagas pelo Congresso. Outro é de um líder partidário que teria dívida de 50 milhões de reais com um banco estatal. As ameaças explicariam o constrangimento de muitos senadores na hora de comentar o caso de Renan.
O presidente do Senado tentou obter o apoio do governo nos últimos dias - queria votos para o arquivamento imediato do processo no Conselho de Ética do Senado. Como não conseguiu, passou a procurar senadores que pediam favores no passado e pressioná-los. No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizem que ele não quer se envolver no caso - desejou boa sorte a Renan e "lavou as mãos", segundo reportagem divulgada pela Agência Estado.
* Questão de eficiência
Carlos Sardenberg, Portal G1
Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o ministro da Defesa, Waldir Pires, manda avisar, de Paris, que a crise aérea não acaba antes de um ano. Considerando que a crise já vem infernizando os passageiros (e tripulantes e funcionários das companhias aéreas) há mais de um ano, serão no mínimo dois para equacionar o problema, como gostam de dizer os burocratas.
Por que são necessários esses dois anos?
Para contratar, treinar e dar gratificações a controladores do tráfego aéreo. De novo, o ministro disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo, que a Aeronáutica precisa de dois anos para arrumar o quadro de controladores.
Enquanto isso, no Rio, o ministro dos Portos, Pedro Brito Nascimento, disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo, que toda a gestão dos portos brasileiros está equivocada e travada. Tanto está que o governo não conseguiu liberar um único centavo dos R$ 2,1 bilhões previstos no PAC para obras de dragagem e modernização.
Para gastar, é preciso ter projetos – e parece que isso dá um trabalho danado.
Enquanto isso, a Receita Federal dá show de eficiência e bate recorde de arrecadação todo mês. E se não consegue gastar em obras de infra-estrutura, o governo é muito bom nos gastos com pessoal (contrata e cria cargos com facilidade), previdência e custeio.
* Lech Walesa: "Chávez é um demagogo e populista"
AFP
O presidente venezuelano Hugo Chávez é um "demagogo e populista que, em algum momento, terá de pagar pelo que fez", opinou nesta quinta-feira o ex-presidente polonês e Prêmio Nobel da Paz, Lech Walesa, de visita na capital peruana.
Em coletiva na sede da Associação de Imprensa Estrangeira no Peru (APEP), Walesa denunciou que na Venezuela há uma situação de injustiça que é provocada pelos demagogos e populistas.
"Considero Chávez um enorme demagogo e populista, que diz uma coisa e faz outra. Ele gosta de repartir entre as pessoas o que não pertence a ele, e tenta se aproveitar do descontentamento existente", afirmou ainda. "Até o momento continua tendo êxito, mas chegará o momento da verdade e ele terá de pagar por tudo o que fez".
Walesa recomendou aos países latino-americanos que trabalhem para uma união a exemplo da União Européia, um modelo bem sucedido. O ex-presidente da Polônia (1990-1995) e prêmio Nobel da Paz (1983) será recebido pelo presidente Alan García e, nesta sexta, dará uma conferência particular na Universidade de Lima, na companhia do escritor peruano Mario Vargas Llosa.
* A sub do sub
Lauro Jardim, Radar, Veja online
Sobrou para a física Sandra Miano, técnica da área nuclear da diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama, tocar as audiências públicas de Angra 3. O superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, mandou carta à Brasília abrindo mão da tarefa de cuidar as reuniões, e seu substituto imediato, o diretor André Dias, decidiu tirar férias.
Até o momento pelo menos cinco ONGs ambientalistas, como por exemplo o Greenpeace, pediram cancelamento dessas reuniões. Os verdes acusam o governo de querer construir Angra 3 a toque de caixa. E reclamam que Angra 2 ainda deve pelo menos 1,8 milhão de reais em compensações ambientais que deveriam ter sido aplicados no Parque Nacional da Serra da Bocaina.
* Melhor onde?
Maria Inês Dolci, Folha online
O melhor período da história do Brasil, como disse recentemente o presidente Lula, talvez não possa ser visto nos aeroportos brasileiros. O caos já foge a considerações sobre direito do consumidor. Com a insegurança alardeada constantemente, os aeroportos viraram questão de direitos humanos. Uma das dirigentes do Sindicato dos Aeronautas deu entrevista dizendo que agora só viaja de ônibus ou carro. Até quando, nós consumidores teremos que conviver com esta situação?
* Classe de baixa renda compra menos comida para ter bens duráveis
Folhapress
Os hábitos de consumo dos brasileiros tiveram uma profunda mudança nos últimos 20 anos, segundo livro lançado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento, e pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Uma das principais mudanças foi a redução nos gastos com alimentação entre as classes mais baixas da sociedade.
Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, entre 1987 e 1988 os brasileiros gastavam em média 20,4% da renda com alimentação. Esse índice, que foi de 18% em 1995/1996, recuou para 16,7% na virada 2002/2003.
Por outro lado, aumentou o acesso das classes mais baixas a bens de consumo duráveis. Os gastos dos 50% mais pobres com estes produtos cresceram de 5,6% para 8,2%, entre o final da década de 80 e os anos 2002/2003.
- A pesquisa mostra que houve uma desconcentração dos gastos das famílias e uma melhora no bem-estar da população, principalmente das classes mais baixas - avalia uma das organizadoras do livro, a professora do departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco, Tatiane Menezes. De 1995/1996 para 2002/2003, os gastos com telecomunicações subiram de 2,1% para 4,2%. Já despesas com transportes dentro de serviços públicos passaram de 3,8% para 3,9%.
* Lula articula clã Sarney para presidência do Senado
Blog do Noblat
De acordo com reportagem do portal G1, o presidente Lula telefonou para o senador Renan Calheiro (PMDB-AL) desejando boa sorte. Calheiros teria dito a Lula que enfretava "um calvário" e não iria renunciar ao cargo.O Planalto não quis se posicionar publicamente sobre o caso do presidente do Senado. Porém, segundo o G1, Lula já articula nos os bastidores os nomes de Roseana Sarney (PMDB-MA) e José Sarney (PMDB-AP) para substituir Calheiros.