Hoje vamos tratar na coluna ENQUANTO ISSO..., duplamente, da entidade chamada UNE – União Nacional de Estudantes.
Conforme vocês verão, a UNE nasceu no berço da ditadura getulista, em 1937, e a ela se associou. Os anos se passaram e novamente a UNE fez sua escolha pelo lado errado, no período pré-64, ao aliar-se à João Goulart. Quebrou a cara junto com ele.
Com 70 anos de existência, já era para a UNE ter tomado sua própria identidade, e ter aprendido que seu papel sempre que coincidir com ideologias político-partidárias, tende a cair no vazio. Atualmente, a entidade se confunde ao abraçar-se com o governo Lula. Novamente, vai quebrar a cara, porque questões importantes que interessam aos estudantes serão deixadas de lado justamente porque, fruto desta aliança ideológica, irá distanciar-se das alternativas que deveria buscar e que, por o governo Lula as desprezar, tende a seguir na mesma trilha.
Vocês lerão, por exemplo, que a nova direção da UNE, sob a presidência de Lúcia Stumpf, gaúcha, 25 anos, já mostra a cara: primeiro que se trata de uma estudante profissional, está há 7 semestres empacada degrau do curso de jornalismo. E daí faz escala direto para a delinqüência. Já saiu chutando o balde aprovando invasões de universidades, e claro, como não poderia deixar, já estendendo a mão para cobrar um pedágio pelo apoio político ao governo Lula, e pedindo a bagatela de 200 milhões para um tal Plano Nacional de Assistência Estudantil... É, começou bem seu reinado. Bem ao estilo bandoleiro do MST.
Mas sempre é bom ouvirmos aqueles que estiveram ocupando a mesma cadeira da Lúcia Stumpf. E nas declarações que dão, observem a forma universalista como eles entendem qual deva ser o papel a ser desempenhado pela UNE. Talvez por isto, ao seu tempo, e pela visão universal de abraçar todas as ideologias como se representassem o amplo espectro de correntes que uma entidade democrática deve abrigar, a UNE em outros tempos tenha exercido de fato uma influência bastante positiva na formação de muitos de seus militantes e dirigentes.
Na medida em que a entidade vai se fechando em aplaudir e abrigar apenas uma corrente de ideologia política, vai perdendo sua identidade, seu sentido, sua finalidade principal, e claro, em conseqüência, vai perdendo importância, uma vez que nem todos os estudantes professam as mesmas ideologias de seus dirigentes. Uma entidade nos moldes como a UNE foi fundada não pode ser um braço jovem de uma corrente político partidária. Melhor faria, neste caso, se ao invés de ser uma corrente de representatividade de estudantes, se se fundasse como um partido político. Nem todos os estudantes brasileiros, e até diria a sua grande maioria, não aceita de jeito nenhum as baboseiras socialistas como as que a gaúcha Lúcia Stumpf tenta impor na entidade. Se é para ser representativa de toda uma classe, deve por obrigação saber conviver com pensamentos antagônicos, do contrário, perde sua essência representativa. Sendo assim, é importante recordar a própria história da UNE, suas bandeiras de luta, seus princípios, sua universalidade. Mas é importante que a entidade se dê conta da mudança dos tempos, e em função disto, se renove e se modernize. Há questões inquietantes no seio da juventude brasileira, e talvez os dois maiores sejam a qualidade de ensino, e sem dúvida, o maior de todos, a questão do emprego. Sabe-se que 50% dos jovens na idade de 18 a 29 anos simplesmente se forma e não encontra trabalho. Tanto esforço, tanto sacrifício até a obtenção de um diploma para depois cair na frustração de não poder exercer seu ofício. Ficar acenando com cartazes e palavras de ordem para agitar velhas, surradas e ultrapassadas bandeiras não tornarão a UNE melhor do já foi. Até pelo contrário, a fará cair no descrédito junto aqueles a quem deveriam representar, e cujos interesses deveria defender com denodo e paixão.
Portanto, se a presidente da UNE enveredar pelo caminho com que acenou ao ser empossada, acabará por tornar a entidade que preside inexpressiva e desacreditada. A história da UNE está repleta de lições que Lucia poderia tranquilamente recolher para evitar que cometa os mesmos erros do passado. Se quiser marcar presença em sua gestão, que recolha as lições do passado sem, contudo, perder o foco de olhar para frente, para a modernização da UNE, para a universalização de suas correntes e pluralidade de propostas e alternativas. Fechar-se como corrente partidária de um lado só, convenhamos, é retroceder num tempo gasto e mal acabado. Além, é lógico, de ultrapassado e enterrado. Hoje, para a UNE o que deve contar é abrir caminhos para que a juventude brasileira não tenha no aeroporto mais próximo, sua única alternativa para uma vida pessoal e profissional melhor e com maior qualidade.
Conforme vocês verão, a UNE nasceu no berço da ditadura getulista, em 1937, e a ela se associou. Os anos se passaram e novamente a UNE fez sua escolha pelo lado errado, no período pré-64, ao aliar-se à João Goulart. Quebrou a cara junto com ele.
Com 70 anos de existência, já era para a UNE ter tomado sua própria identidade, e ter aprendido que seu papel sempre que coincidir com ideologias político-partidárias, tende a cair no vazio. Atualmente, a entidade se confunde ao abraçar-se com o governo Lula. Novamente, vai quebrar a cara, porque questões importantes que interessam aos estudantes serão deixadas de lado justamente porque, fruto desta aliança ideológica, irá distanciar-se das alternativas que deveria buscar e que, por o governo Lula as desprezar, tende a seguir na mesma trilha.
Vocês lerão, por exemplo, que a nova direção da UNE, sob a presidência de Lúcia Stumpf, gaúcha, 25 anos, já mostra a cara: primeiro que se trata de uma estudante profissional, está há 7 semestres empacada degrau do curso de jornalismo. E daí faz escala direto para a delinqüência. Já saiu chutando o balde aprovando invasões de universidades, e claro, como não poderia deixar, já estendendo a mão para cobrar um pedágio pelo apoio político ao governo Lula, e pedindo a bagatela de 200 milhões para um tal Plano Nacional de Assistência Estudantil... É, começou bem seu reinado. Bem ao estilo bandoleiro do MST.
Mas sempre é bom ouvirmos aqueles que estiveram ocupando a mesma cadeira da Lúcia Stumpf. E nas declarações que dão, observem a forma universalista como eles entendem qual deva ser o papel a ser desempenhado pela UNE. Talvez por isto, ao seu tempo, e pela visão universal de abraçar todas as ideologias como se representassem o amplo espectro de correntes que uma entidade democrática deve abrigar, a UNE em outros tempos tenha exercido de fato uma influência bastante positiva na formação de muitos de seus militantes e dirigentes.
Na medida em que a entidade vai se fechando em aplaudir e abrigar apenas uma corrente de ideologia política, vai perdendo sua identidade, seu sentido, sua finalidade principal, e claro, em conseqüência, vai perdendo importância, uma vez que nem todos os estudantes professam as mesmas ideologias de seus dirigentes. Uma entidade nos moldes como a UNE foi fundada não pode ser um braço jovem de uma corrente político partidária. Melhor faria, neste caso, se ao invés de ser uma corrente de representatividade de estudantes, se se fundasse como um partido político. Nem todos os estudantes brasileiros, e até diria a sua grande maioria, não aceita de jeito nenhum as baboseiras socialistas como as que a gaúcha Lúcia Stumpf tenta impor na entidade. Se é para ser representativa de toda uma classe, deve por obrigação saber conviver com pensamentos antagônicos, do contrário, perde sua essência representativa. Sendo assim, é importante recordar a própria história da UNE, suas bandeiras de luta, seus princípios, sua universalidade. Mas é importante que a entidade se dê conta da mudança dos tempos, e em função disto, se renove e se modernize. Há questões inquietantes no seio da juventude brasileira, e talvez os dois maiores sejam a qualidade de ensino, e sem dúvida, o maior de todos, a questão do emprego. Sabe-se que 50% dos jovens na idade de 18 a 29 anos simplesmente se forma e não encontra trabalho. Tanto esforço, tanto sacrifício até a obtenção de um diploma para depois cair na frustração de não poder exercer seu ofício. Ficar acenando com cartazes e palavras de ordem para agitar velhas, surradas e ultrapassadas bandeiras não tornarão a UNE melhor do já foi. Até pelo contrário, a fará cair no descrédito junto aqueles a quem deveriam representar, e cujos interesses deveria defender com denodo e paixão.
Portanto, se a presidente da UNE enveredar pelo caminho com que acenou ao ser empossada, acabará por tornar a entidade que preside inexpressiva e desacreditada. A história da UNE está repleta de lições que Lucia poderia tranquilamente recolher para evitar que cometa os mesmos erros do passado. Se quiser marcar presença em sua gestão, que recolha as lições do passado sem, contudo, perder o foco de olhar para frente, para a modernização da UNE, para a universalização de suas correntes e pluralidade de propostas e alternativas. Fechar-se como corrente partidária de um lado só, convenhamos, é retroceder num tempo gasto e mal acabado. Além, é lógico, de ultrapassado e enterrado. Hoje, para a UNE o que deve contar é abrir caminhos para que a juventude brasileira não tenha no aeroporto mais próximo, sua única alternativa para uma vida pessoal e profissional melhor e com maior qualidade.