A notícia a seguir recolhi lá no Alerta Total, do Jorge Serrão. Leiam que depois retornamos para o comentário.
Cartão de primeira-dama francesa
Alerta Total
Cartão de primeira-dama francesa
Alerta Total
A mulher do presidente francês, Cecilia Sarkozy, devolveu o cartão de crédito funcional que usou duas vezes, desde a posse do marido, em 16 de maio, para pagar refeições a convidados.
Nas duas oportunidades em que usou o cartão ela gastou 129 e 272 (num total equivalente a R$ 1.082,00).
Um deputado próximo do Partido Socialista, René Dosière, interpelou o primeiro-ministro, François Fillon, sobre a contabilização de gastos feitos por alguém que não tem personalidade jurídica no Executivo francês.
O premiê qualificou a controvérsia de "mesquinha" e disse que "ninguém por aqui usa o cartão de crédito funcional para pagar despesas pessoais."Já pensou se algo parecido acontecesse no Brasil?
Pois é, publicamos aqui, dados contidos no Portal da Transparência mantido (clique aqui) pela Corregedoria Geral da União, portanto, oficiais, dando conta da farra que se transformou o uso dos cartões corporativos no Brasil e o montante alarmante dos gastos realizados. Conforme vimos na notícia acima, o país de Primeiro Mundo onde os governantes tem respeito pelo dinheiro do contribuinte, sequer a Primeira Dama pode se dar ao luxo de qualquer excesso. Usou em um momento específico e, imediatamente, o devolveu com a devida prestação de contas. Aqui, o governo senta em cima de uma cretina desculpa de que a prestação de contas não pode ser exibida por questões de segurança nacional. Lá, por ser primeiro mundo, portanto, país civilizado, onde o governante não se coloca acima da lei e dos costumes de decência e moralidade, pobre do governante que cometer o despropósito de ir além dos limites de gastos que lhe são impostos. Aqui, sequer se presta contas, quanto mais se impõem mínimos de gastos com os tais cartões. Ou seja, ser do Primeiro Mundo, dentre outras condições, é impor aos governantes limites, além de lhe ser cobrado moralidade quanto se tratar de gastar o dinheiro do contribuinte. Aqui, santo Deus, se faz uma farra enorme e fica tudo por isso mesmo. Entenderam a diferença ? Sabem agora o que significa ser civilizado ? Repetindo o verso de Cazuza que usamos nesta semana: meus inimigos estão no poder. De fato, o maior inimigo do brasileiro não está além de nossas fronteiras. Esta aqui dentro mesmo. São os nossos gigolôs entranhados na política dos privilégios e da promiscuidade vivida nas administrações públicas.