quarta-feira, julho 11, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Polêmica preocupa governo argentino

O subsecretário argentino de Integração, Eduardo Sigal, admitiu ontem que o governo argentino está preocupado com a delicada situação provocada pela Venezuela, ao dar um ultimato para que o Brasil e o Paraguai ratifiquem sua associação ao Mercosul. "A Argentina está preocupada, embora o fato não tenha passado de um intercâmbio verbal de opiniões", disse Sigal, em entrevista à Rádio Província.

Nesse sentido, o diplomata afirmou que confia em que "primará o sentido estratégico do bloco". Para o Sigal, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, cometeria um grande erro se decidisse abandonar o Mercosul. "Creio que Chávez não vai embora e eu aposto no diálogo, que é a forma em que construímos o bloco", opinou. Outras fontes da Chancelaria argentina, no entanto, informaram à imprensa local que o governo argentino vai se manter fora da polêmica, em uma posição "prudente e paciente", à espera de que o conflito se solucione.

Mas o país lamenta que a controvérsia "seja verbal e pública". Sigal recordou que exatamente um ano atrás, os presidentes dos países sócios do Mercosul aceitaram a adesão da Venezuela. Nesse sentido, ele destacou que "nenhum país pode impor nada ao outro. Se conseguem as coisas por consenso e o consenso se consegue com diálogo, discussão e maturidade".

***** Bush comemora crescimento da economia americana

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, comemorou os bons resultados apresentados pela economia americana nos últimos meses. O chefe da Casa Branca informou que 132 mil postos de trabalho criados em junho e que a taxa de desemprego permaneceu na casa dos 4 %.

"A sólida economia de nosso país não é um acidente. Isso é resultado do trabalho do povo americano e das políticas pró-crescimento de Washington. Como fizemos em 2001, diminuindo a carga tributária", afirmou Bush.

O presidente americano ainda declarou que a economia americana é a "inveja do mundo."

***** Congresso atual já é o líder em escândalos

De acordo com reportagem do site G1, a atual legislatura já registrou seis episódios envolvendo deputados e senadores, o maior número de casos na comparação com as legislaturas anteriores.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que está há mais de 30 anos no Congresso, afirmou que realmente esta é uma das piores legislaturas da história do país. "A culpa disso é a impunidade. Ninguém é preso, ninguém é processado. Continua tudo igual. Facilita para os outros fazerem o mesmo. Hoje (a corrupção) é mais escancarada, mais escandalizada", disse Simon.

O peemedebista ainda declarou que a população está certa em desmoralizar o Senado. "O povo nivela tudo por baixo. E está certo, o Congresso é o Congresso como um todo. A culpa é de todos nós", afirmou Simon.

***** Roriz diz que foi vítima de "esquema preparado"

O ex-senador Joaquim Roriz afirmou que foi vítima de um esquema preparado contra ele. "Eu não tinha outra alternativa a não ser a que tomei, porque já estava tudo preparado. O esquema estava montado. Mas eu percebi e renunciei para vir às ruas", declarou.

Roriz organizou um ato em frente de sua casa para as pessoas que quisessem manifestar solidariedade a ele. Menos de 200 pessoas compareceram ao evento. Ele atribuiu o número baixo de pessoas ao desemprego. "O desemprego está tão grande no País, que o povo não tem dinheiro nem para vir aqui lhe der um abraço", disse.

***** Pressionado, Paraguai envia pedido ao Congresso

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, entregou ontem ao Congresso de seu país o pedido para aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul. A solicitação ocorreu um dia depois de o mandatário venezuelano, Hugo Chávez, ter ameaçado desistir do ingresso no bloco caso o processo não seja aprovado até setembro pelos países membros. Os presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram, há um ano, acordo que previa a entrada da Venezuela no bloco.

Os parlamentos da Argentina e do Uruguai já referendaram a adesão. No Congresso brasileiro, porém, o assunto está emperrado. No Paraguai, o Executivo não tinha enviado a solicitação ao Parlamento ontem. Apesar do gesto de Duarte, o vice-presidente paraguaio, Luis Castiglioni, reagiu com indignação ao ultimato de Chávez. "Se o presidente (Duarte) não fala, eu digo que rechaçamos qualquer pressão ou condição imposta pela Venezuela.

Chávez pode governar seu país, mas não o Paraguai e muito menos o Mercosul", afirmou a jornalistas. "O Paraguai é um país livre, independente e soberano. Não aceita prazos de ninguém." Parlamentares que fazem oposição a Duarte criticaram a demora do Executivo no envio da proposta. O presidente do Senado, Miguel Abdón Saguier, disse que "só ontem o Palácio do governo me enviou o protocolo de adesão da Venezuela.

O atraso no tratamento do tema não é nossa culpa, mas do presidente Duarte". "A mensagem de Duarte tem data de 26 de dezembro de 2006, mas apenas ontem chegou ao Senado." O documento seguirá para a comissão de assuntos constitucionais e, em 30 dias, deve ser enviado ao plenário. Se aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados, onde passará por processo semelhante. As iniciativas propostas por Duarte ao Congresso têm sido, em sua maioria, reprovadas pelos parlamentares.

Oposição -A oposição controla o Senado há mais de um ano e, nesta semana, passou a comandar também a Câmara dos Deputados, após receber o apoio de congressistas dissidentes do Partido Colorado.

***** Petrobras e Galp fecham acordo para biodiesel

LISBOA - A Petrobras e a Galp Energia assinaram ontem um acordo para a produção e comercialização de 600 mil toneladas anuais de biodiesel, conforme antecipou a Agência Estado ontem. As duas empresas formarão uma terceira companhia, com 50% de capital de cada uma. A produção de óleo ocorrerá, numa primeira etapa, no Brasil. Os planos envolvem exportar metade dessa produção, ainda na forma de óleo, para ser transformada em biodiesel pela Galp, em Portugal.

A outra metade será produzida no Brasil e exportada para Portugal ou outros países da União Européia. Futuramente, a idéia é produzir óleo na África, segundo o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer. Empresas da Inglaterra e da Itália também têm interesse em projetos semelhantes. "O plano de negócios que agora irá ser detalhado ficará sujeito à ratificação por parte das administrações das duas empresas", informa nota distribuída pela Galp.

Segundo a Petrobras, o acordo atende a seu plano estratégico no que se refere à ampliação da participação no mercado nacional e internacional de biocombustíveis. A nota divulgada pela Petrobras informa que "a produção de biodiesel prevista para 2008 gera disponibilidade para exportação quase que imediata".

É uma informação diferente da que corre na área técnica, onde a avaliação é de que a produção brasileira conseguirá apenas suprir a demanda nacional para cumprir a meta de misturar 2% ao óleo diesel até 2009.

***** Ex-presidente da UNE é reconhecido como refugiado político

BRASÍLIA - O dirigente do PCdoB em Goiás Aldo Arantes, que presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1961, teve reconhecida sua anistia política. A Comissão de Anistia do Ministério decidiu por unanimidade que a partir de agora Arantes passa a integrar o grupo de anistiados políticos.

Ele foi aposentado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, depois de ter voltado ao País com a Lei da Anistia. De acordo com a comissão, caso Arantes não tivesse sido afastado do cargo que ocupava no Incra na época em que foi preso e exilado pela ditadura militar, hoje ele poderia ocupar o cargo de procurador especial, com salário de R$ 10.497.50. Esse será o salário que Arantes passará a receber, retroativo a 1997.