quarta-feira, julho 11, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Deboche e pedalada
Cláudio Humberto

Cena inusitada na Avenida W-3 Sul, via comercial de Brasília. Uma bicicleta tríplice, emendada para propaganda na rua, circula com um trio de garotos vendendo as maravilhas de uma impressora multifuncional. No cartaz da primeira bicicleta, os dados do produto. Na segunda, uma foto da maravilha. E, de repente, no cartaz da terceira, um reclame inusitado:

- Senador. Pecuarista. Amante. Isso sim é que é multifuncional!Não há Senado que resista a tanto deboche e pedalada.

***** Pequim busca 'modelo particular' de democracia
Veja online

O presidente da Assembléia Popular da China, Wu Banguo, afirmou nesta quarta-feira que a meta de Pequim é fazer do país uma democracia. Ele lembrou, contudo, que o tamanho do país – com 1,3 bilhão de habitantes e 56 etnias – obriga o governo a buscar um modelo particular de regime democrático. As declarações foram dadas durante encontro de Wu com o rei da Espanha, Juan Carlos, que faz visita oficial à China desde o último domingo.

"A China não pode copiar o modelo de democracia estrangeira", explicou Banguo, para quem "é imprescindível manter a estabilidade social", apesar do elevado número de habitantes e a diversidade de etnias. Para o presidente da Assembléia Popular, o 17º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) deverá ter uma "extraordinária importância" na continuidade de um "caminho idôneo". No congresso, serão renovados a cúpula e os órgãos do partido, informa a agência de notícias Efe.

Após o encontro com o presidente no Grande Palácio do Povo de Pequim, o rei Juan Carlos se reuniu com o primeiro ministro Wen Jiabao, e ofereceu ajuda para que a China não interrompa as reformas econômicas e para reforçar as relações bilaterais. A visita oficial do rei ao país asiático termina nesta sexta-feira.

***** Crise ética e impunidade dificultam educação de jovens
Jornal do Brasil

O espancamento gratuito da empregada doméstica Sirlei provocou a discussão de qual seria a melhor forma de educar os filhos para evitar a repetição de crimes graves. Os especialistas ouvidos pelo JB elegeram a crise ética da nossa sociedade, na qual os valores não são vivenciados, como a maior dificuldade para educar os filhos atualmente. Os maiores obstáculos: em um país onde a degradação moral começa nos mais altos escalões do poder, a omissão não intencional dos pais e a impunidade.

A educadora Mírian Paura, do programa de pós-graduação em educação da Uerj, observa que falta diálogo entre pais e filhos.

- Educar é refletir com os filhos, no dia-a-dia, sobre as principais questões do nosso tempo, para que os valores sejam fixados gradualmente - diz a educadora.

Para o psicanalista Luiz Alberto Py, o grupo influencia muito na decisão individual dos adolescentes:

- Cada um dos agressores se sente livre da responsabilidade, pois acredita que ela é do grupo.

***** Economia para pagar juros totalizou R$ 9,295 bilhões em maio
Juliana Rocha

A promessa de manter o aperto fiscal, mas aumentar os investimentos públicos, não tem se refletido nos números do governo. Nos cinco primeiros meses do ano, o superávit primário do setor público somou R$ 60,027 bilhões, 6% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o maior resultado para o período desde o início da série histórica da política fiscal, em 1991.

Em maio, o superávit somou R$ 9,295 bilhões, maior que os R$ 6,303 bilhões do mesmo mês no ano passado, mas menor que os R$ 23,4 bilhões de abril deste ano. O resultado primário acumulado em 12 meses também foi recorde, de R$ 103,4 bilhões, o que representou 4,29% do PIB. O chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, explicou que em abril a receita do governo foi maior que em maio, o que justifica o superávit também mais elevado.

Apesar do aumento da arrecadação, do bom resultado das estatais e do superávit primário, os investimentos não estão aumentando, mas os gastos correntes do governo sim.

É justamente o aumento da arrecadação que tem ajudado o governo a fazer cada vez mais economia para pagar os juros da dívida. Ontem, o Tesouro Nacional divulgou que as despesas do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), cresceram de R$ 30,7 bilhões em maio do ano passado para R$ 38,8 bilhões em maio deste ano. Em abril, as despesas somaram R$ 46,3 bilhões. Já os investimentos de janeiro a abril deste ano somaram apenas R$ 5,9 bilhões. No mesmo período do ano passado foram R$ 4,4 bilhões.

***** Transações com cartões batem recorde

As transações com cartões de crédito e débito bateram recorde histórico no mês de maio, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Foram 400 milhões de transações no mês passado, um crescimento de 16% sobre maio do ano passado. Ainda de acordo com a Abecs, trata-se da maior marca para um mês de maio e um dos maiores resultados mensais já registrados pela pesquisa da associação, somente perdendo para os meses de dezembro de 2005 e 2006 (Natal).

Os consumidores movimentaram R$ 23,9 bilhões em compras em maio, um acréscimo de 20% sobre o mesmo mês em 2006, o que também representa um incremento de 7% sobre abril. O diretor de marketing da Abec, Antonio Rios, afirma que o desempenho do mês reflete o crescimento da base de cartões, em 396 milhões de "plásticos", um número 12% superior ao total registrado em maio de 2006.

A maior parte desse total é de cartões de crédito, que movimentaram R$ 15 bilhões no mês passado. O segmento de cartões de débito, no entanto, teve um crescimento mais acelerado (26%), negociando R$ 6,6 bilhões. Os cartões de lojas e rede, por sua, tiveram um giro de R$ 2,3 bilhões, em um crescimento de 15% sobre maio do ano passado. O gasto médio por cartão de crédito foi de R$ 177 em maio, praticamente igual ao valor registrado no mesmo mês do ano passado.

Os consumidores gastaram mais com o cartão de débito: o gasto médio por plástico foi de R$ 34, um número 16% superior na comparação com maio do ano passado. Já no caso dos cartões de loja e rede, o gasto médio foi de R$ 20, um acréscimo de 1% sobre maio de 2006.

***** Desemprego de seis regiões metropolitanas é de 16,4% em maio

A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país – Belo Horizonte, Distrito Federal, São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre – fechou o mês de maio em 16,4%, interrompendo uma seqüência de alta que já durava quatro meses. Em abril, o índice registrado era de 16,9%. Já em maio do ano passado, a taxa estava em 17,9%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira na PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), elaborada pela Fundação Seade e Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).Houve redução no número de desempregados em quatro regiões. Em São Paulo houve queda de 4,9% ante março, fechando em 15,5% da PEA (População Economicamente Ativa); em Salvador, onde o desemprego recuou 3,8%, para 22,5%; em Belo Horizonte (caiu 2,2%, para 13,2%) e no Distrito Federal (baixa de 3,2%, a 18,4%).

Por outro lado, Porto Alegre e Recife registraram crescimento no desemprego. Na capital gaúcha houve alta de 3,7%, para 14,1%, e na pernambucana elevação de 1,9%, para 21,1%.

A pesquisa ainda informou que o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados cresceu 1,6% nas regiões analisadas, para R$ 1.057 e R$ 1.133.