Hélio Fernandes, Tribuna da Imprensa
Notícias vindas do exterior dão conta de que os bancos centrais dos EUA, Europa e Japão injetaram mais de 500 bilhões de dólares em seus respectivos sistemas bancários a fim de evitar transtornos de inadimplência e falta de liquidez provenientes, segundo divulgado, de ligações com o mercado de crédito imobiliário dos Estados Unidos. Fica, assim, evidente que o problema não era e não é oriundo das bolsas de valores; estas apenas sofreram reflexos.
O perigo que ronda realmente a economia mundial provém, tudo indica, da instabilidade do sistema monetário internacional em razão da desvalorização incontida do dólar nos mercados de câmbio.
No Brasil, nossos laureados economistas e as autoridades do governo-Lula alardeiam que a economia brasileira está blindada por manter o Banco Central reserva superior a 160 bilhões de dólares. Desse modo, é transmitido ao povo brasileiro a idéia falaciosa e nociva de que a enorme massa de papel-moeda estrangeiro, em poder do BC, constitui uma garantia capaz de assegurar normalidade e sobrevivência à nossa economia, no caso de turbulência. Pura mistificação!
Infelizmente nossas autoridades ainda não conseguiram perceber que o dólar internacional está naufragando; que está nos estertores da sua função como moeda. Graças a Deus a economia brasileira tem a sua atividade estribada no real, não no dólar. É o real a moeda legal que impulsiona e da qual depende o funcionamento da economia nacional. O povo brasileiro utiliza o real para adquirir os alimentos e os utensílios que necessita.
Admitindo, para argumentar, que o dólar internacional venha a sofrer um colapso e deixe de existir. Nossa economia deixará de funcionar? Claro que não! O prejuízo que o Brasil terá que contabilizar será, justamente, o valor da "reserva", que, malgrado, foi armazenada pelo BC no suposto de que constituía uma blindagem. Na formação dessa malfadada "reserva", o Banco Central trocou, irresponsavelmente, o real (moeda lastreada na produção e na riqueza nacionais) por dólares dinheiro-papel (sem lastro e sem liquidez). Deplorável! A aquisição dessa "reserva", longe de ser uma blindagem, é um grande desastre econômico.
Jornalista Helio Fernandes:
V. Sa. e eu fomos poucos, na imprensa brasileira, alertando que a compra do dólar internacional em declínio não guardava condições de servir como reserva monetária, menos ainda como blindagem econômica.
Saudações,Ney Bassuino Dutra.
Economista
Depois da difícil operação nas duas vistas, Ney, saúdo a tua volta à claridade da vida e à clareza da análise econômica. Sem arrogância, sem prepotência, sem presunção, somos os últimos dos moicanos no esclarecimento simples e sem complicação do que é desenvolvimento, do que é prosperidade verdadeira, do que é qualidade de vida, que 180 milhões de brasileiros perdem com a visão equivocada do governo.
Exatamente há 63 anos, o mundo se contorce nessa correria de perseguir o dólar, de se "amarrar" ao dólar, de se "empaturrar" com esse dólar-papel-pintado, que fez o seu aparecimento espetacular em 1944. E o mundo se atrelou a esse dólar por intermédio da corrupção, da desilusão e da falta de convicção.
Em 1944, em Bretton Woods, houve uma reunião das potências vencedoras (a Alemanha nazista já estava derrotada) para estabelecer a "moeda do futuro". Queriam se livrar do ouro, chamado de "relíquia bárbara", porque a África do Sul tinha formidáveis estoques desse ouro, não queriam se aprisionar a eles.
E "genialmente" aprisionavam o mundo ao seu dólar que não valia nada, não tinha lastro, garantia, liquidez. Passaram a fabricá-lo ilegalmente, acumulá-lo no Fort Knox, a vendê-lo ao mundo, tão falsificado quanto as mercadorias de hoje. Começava a era da pirataria.
Tudo colocado na conta de Lord Keynes. (John Maynard Keynes, economista inglês, que já havia escolhido até o nome da nova moeda, Bancor). A partir daí o mundo descobriu ou foi forçado a descobrir que para sobreviver teria que acumular TRILHÕES de dólares, sem valor algum.
Os EUA não reconhecem mas vivem em pânico que o dólar desapareça ou pelo menos fique igual às outras moedas. Vai demorar algum tempo, mas a poderosa Ásia, os riquíssimos árabes, a Europa ressuscitada, a insubstituível América do Sul, mais o México, descobrirão que podem muito bem viver com suas próprias moedas, comendo, morando, se vestindo, se transportando e enriquecendo longe do dólar.
Com o dólar "legitimado" e desvalorizado, os americanos não morrerão de fome. Mas terão que trabalhar como todos os outros 5 bilhões e 700 milhões de habitantes da Terra, excluídos naturalmente os 300 milhões dos EUA. Só que não poderão mais viver num bordel, embriagados com a riqueza desse dólar-prostituta-pasargada na cama que escolherão.
Em 1970, Jean-François Revel escreveu livro magistral, com um título que continua até hoje insolúvel mas não ultrapassado: "Nem Marx nem Jesus". A humanidade ainda não se decidiu a favor de Marx ou de Jesus, mas na certa não despreza nenhum dos dois.
Exatamente o contrário do dólar, enriquecido à custa do mundo e desprezado por ele. É possível que a REVOLUÇÃO não venha através de Marx ou de Jesus. Mas virá certamente com o fim da subserviência, da servidão e da submissão ao dólar.
PS - O Brasil comprou 160 BILHÕES de dólares que não valem nada. Imaginem esses 320 BILHÕES, em REAIS, investidos no nosso progresso, prosperidade e desenvolvimento?
Notícias vindas do exterior dão conta de que os bancos centrais dos EUA, Europa e Japão injetaram mais de 500 bilhões de dólares em seus respectivos sistemas bancários a fim de evitar transtornos de inadimplência e falta de liquidez provenientes, segundo divulgado, de ligações com o mercado de crédito imobiliário dos Estados Unidos. Fica, assim, evidente que o problema não era e não é oriundo das bolsas de valores; estas apenas sofreram reflexos.
O perigo que ronda realmente a economia mundial provém, tudo indica, da instabilidade do sistema monetário internacional em razão da desvalorização incontida do dólar nos mercados de câmbio.
No Brasil, nossos laureados economistas e as autoridades do governo-Lula alardeiam que a economia brasileira está blindada por manter o Banco Central reserva superior a 160 bilhões de dólares. Desse modo, é transmitido ao povo brasileiro a idéia falaciosa e nociva de que a enorme massa de papel-moeda estrangeiro, em poder do BC, constitui uma garantia capaz de assegurar normalidade e sobrevivência à nossa economia, no caso de turbulência. Pura mistificação!
Infelizmente nossas autoridades ainda não conseguiram perceber que o dólar internacional está naufragando; que está nos estertores da sua função como moeda. Graças a Deus a economia brasileira tem a sua atividade estribada no real, não no dólar. É o real a moeda legal que impulsiona e da qual depende o funcionamento da economia nacional. O povo brasileiro utiliza o real para adquirir os alimentos e os utensílios que necessita.
Admitindo, para argumentar, que o dólar internacional venha a sofrer um colapso e deixe de existir. Nossa economia deixará de funcionar? Claro que não! O prejuízo que o Brasil terá que contabilizar será, justamente, o valor da "reserva", que, malgrado, foi armazenada pelo BC no suposto de que constituía uma blindagem. Na formação dessa malfadada "reserva", o Banco Central trocou, irresponsavelmente, o real (moeda lastreada na produção e na riqueza nacionais) por dólares dinheiro-papel (sem lastro e sem liquidez). Deplorável! A aquisição dessa "reserva", longe de ser uma blindagem, é um grande desastre econômico.
Jornalista Helio Fernandes:
V. Sa. e eu fomos poucos, na imprensa brasileira, alertando que a compra do dólar internacional em declínio não guardava condições de servir como reserva monetária, menos ainda como blindagem econômica.
Saudações,Ney Bassuino Dutra.
Economista
Depois da difícil operação nas duas vistas, Ney, saúdo a tua volta à claridade da vida e à clareza da análise econômica. Sem arrogância, sem prepotência, sem presunção, somos os últimos dos moicanos no esclarecimento simples e sem complicação do que é desenvolvimento, do que é prosperidade verdadeira, do que é qualidade de vida, que 180 milhões de brasileiros perdem com a visão equivocada do governo.
Exatamente há 63 anos, o mundo se contorce nessa correria de perseguir o dólar, de se "amarrar" ao dólar, de se "empaturrar" com esse dólar-papel-pintado, que fez o seu aparecimento espetacular em 1944. E o mundo se atrelou a esse dólar por intermédio da corrupção, da desilusão e da falta de convicção.
Em 1944, em Bretton Woods, houve uma reunião das potências vencedoras (a Alemanha nazista já estava derrotada) para estabelecer a "moeda do futuro". Queriam se livrar do ouro, chamado de "relíquia bárbara", porque a África do Sul tinha formidáveis estoques desse ouro, não queriam se aprisionar a eles.
E "genialmente" aprisionavam o mundo ao seu dólar que não valia nada, não tinha lastro, garantia, liquidez. Passaram a fabricá-lo ilegalmente, acumulá-lo no Fort Knox, a vendê-lo ao mundo, tão falsificado quanto as mercadorias de hoje. Começava a era da pirataria.
Tudo colocado na conta de Lord Keynes. (John Maynard Keynes, economista inglês, que já havia escolhido até o nome da nova moeda, Bancor). A partir daí o mundo descobriu ou foi forçado a descobrir que para sobreviver teria que acumular TRILHÕES de dólares, sem valor algum.
Os EUA não reconhecem mas vivem em pânico que o dólar desapareça ou pelo menos fique igual às outras moedas. Vai demorar algum tempo, mas a poderosa Ásia, os riquíssimos árabes, a Europa ressuscitada, a insubstituível América do Sul, mais o México, descobrirão que podem muito bem viver com suas próprias moedas, comendo, morando, se vestindo, se transportando e enriquecendo longe do dólar.
Com o dólar "legitimado" e desvalorizado, os americanos não morrerão de fome. Mas terão que trabalhar como todos os outros 5 bilhões e 700 milhões de habitantes da Terra, excluídos naturalmente os 300 milhões dos EUA. Só que não poderão mais viver num bordel, embriagados com a riqueza desse dólar-prostituta-pasargada na cama que escolherão.
Em 1970, Jean-François Revel escreveu livro magistral, com um título que continua até hoje insolúvel mas não ultrapassado: "Nem Marx nem Jesus". A humanidade ainda não se decidiu a favor de Marx ou de Jesus, mas na certa não despreza nenhum dos dois.
Exatamente o contrário do dólar, enriquecido à custa do mundo e desprezado por ele. É possível que a REVOLUÇÃO não venha através de Marx ou de Jesus. Mas virá certamente com o fim da subserviência, da servidão e da submissão ao dólar.
PS - O Brasil comprou 160 BILHÕES de dólares que não valem nada. Imaginem esses 320 BILHÕES, em REAIS, investidos no nosso progresso, prosperidade e desenvolvimento?