Na mesma reportagem sob o título acima, a Editora Abril deu sua resposta à truculência troglodita de Renan Calheiros. Aliás, nem poderia ser diferente. Não há porque submeter-se a este tipo de ação em represália, pelo simples fato de a Revista VEJA nada mais fez do que desempenhar o papel que lhe cabe, isto é, jornalismo. Não aquele tipo de jornalismo capenga, submisso, que se põe de cócoras e joelhos diante do aparelho repressor do Estado.
Tivesse o senador um pouco de apego à verdade – e parece a cada dia estar mais distante disso – encontraria no próprio arquivo da Veja inúmeras reportagens em que a mesma severidade crítica foi empregado nos oitos anos de governo de FHC. Por que então abandonaria sua postura, apenas por que o presidente é Lula, apenas por que se trata de um ex-metalúrgico, ex-sindicalista ou ex-pobre retirante nordestino? O que o faz melhor, o currículo pessoal, o currículo político ? Isto seria a admissibilidade de um preconceito às avessas. E olhe que ele existe e é mais danoso.
Como afirmamos em post anterior: partir para a vendeta contra a Editora Abril, não tornará Renan nem mais culpado nem menos inocente. Apenas mostrará mais claramente que, além de todas as razões sob investigação no Conselho de Ética, sua postura está deixando patente que o senador de fato não reúne a mínima condição moral para estar no cargo em que se encontra. Muito menos, que o estado de Alagoas, como representante parlamentar, merecia coisa melhor.
Segue a resposta da Editora Abril.
NADA A ESCONDER
A tentativa de Renan Calheiros de atingir o Grupo Abril assenta-se sobre uma falsidade com a qual ele procura transformar em escândalo uma operação comercial absolutamente legal, analisada e aprovada pelo governo depois de nove meses de estudos. De acordo com o pedido de instalação da CPI, a operação entre a TVA – empresa do Grupo Abril – e a espanhola Telefônica "fere o interesse nacional, restringe a concorrência e agride o mercado nacional". São afirmações mentirosas. A transação entre a TVA e a Telefônica respeita o interesse nacional, aumenta a concorrência e fortalece o mercado. A lei exige que, para se associarem a uma companhia estrangeira, as empresas de TV a cabo conservem, no mínimo, 51% do seu capital votante sob controle nacional. No caso de São Paulo, onde a Telefônica é concessionária, esse porcentual sobe para 80,1%.
Foi exatamente o que fez o Grupo Abril ao vender parte da TVA à Telefônica. E, ao fazê-lo, não inaugurou nenhum procedimento. A recente convergência das tecnologias de voz, dados e imagem estimulou parcerias entre empresas de diversos países e, no Brasil, foi o pano de fundo não só do acordo entre o Grupo Abril e a Telefônica, mas de outros envolvendo empresas estrangeiras que o precederam. Em 2005, a Portugal Telecom adquiriu participação no Grupo Folha, dono do jornal Folha de S.Paulo e do provedor de acesso à internet UOL.
Em 2004, a Globopar – controladora da Net – associou-se à mexicana Telmex (proprietária da Embratel e da Claro), passando a ela parte do controle da Net. A associação da TVA com a Telefônica é análoga àquela entre NET e Telmex. Ambas foram autorizadas pela Anatel. Todos os trâmites da operação não só foram respeitados como têm sido acompanhados pelos órgãos competentes – em contraste com os negócios subterrâneos de Renan Calheiros.
Tivesse o senador um pouco de apego à verdade – e parece a cada dia estar mais distante disso – encontraria no próprio arquivo da Veja inúmeras reportagens em que a mesma severidade crítica foi empregado nos oitos anos de governo de FHC. Por que então abandonaria sua postura, apenas por que o presidente é Lula, apenas por que se trata de um ex-metalúrgico, ex-sindicalista ou ex-pobre retirante nordestino? O que o faz melhor, o currículo pessoal, o currículo político ? Isto seria a admissibilidade de um preconceito às avessas. E olhe que ele existe e é mais danoso.
Como afirmamos em post anterior: partir para a vendeta contra a Editora Abril, não tornará Renan nem mais culpado nem menos inocente. Apenas mostrará mais claramente que, além de todas as razões sob investigação no Conselho de Ética, sua postura está deixando patente que o senador de fato não reúne a mínima condição moral para estar no cargo em que se encontra. Muito menos, que o estado de Alagoas, como representante parlamentar, merecia coisa melhor.
Segue a resposta da Editora Abril.
NADA A ESCONDER
A tentativa de Renan Calheiros de atingir o Grupo Abril assenta-se sobre uma falsidade com a qual ele procura transformar em escândalo uma operação comercial absolutamente legal, analisada e aprovada pelo governo depois de nove meses de estudos. De acordo com o pedido de instalação da CPI, a operação entre a TVA – empresa do Grupo Abril – e a espanhola Telefônica "fere o interesse nacional, restringe a concorrência e agride o mercado nacional". São afirmações mentirosas. A transação entre a TVA e a Telefônica respeita o interesse nacional, aumenta a concorrência e fortalece o mercado. A lei exige que, para se associarem a uma companhia estrangeira, as empresas de TV a cabo conservem, no mínimo, 51% do seu capital votante sob controle nacional. No caso de São Paulo, onde a Telefônica é concessionária, esse porcentual sobe para 80,1%.
Foi exatamente o que fez o Grupo Abril ao vender parte da TVA à Telefônica. E, ao fazê-lo, não inaugurou nenhum procedimento. A recente convergência das tecnologias de voz, dados e imagem estimulou parcerias entre empresas de diversos países e, no Brasil, foi o pano de fundo não só do acordo entre o Grupo Abril e a Telefônica, mas de outros envolvendo empresas estrangeiras que o precederam. Em 2005, a Portugal Telecom adquiriu participação no Grupo Folha, dono do jornal Folha de S.Paulo e do provedor de acesso à internet UOL.
Em 2004, a Globopar – controladora da Net – associou-se à mexicana Telmex (proprietária da Embratel e da Claro), passando a ela parte do controle da Net. A associação da TVA com a Telefônica é análoga àquela entre NET e Telmex. Ambas foram autorizadas pela Anatel. Todos os trâmites da operação não só foram respeitados como têm sido acompanhados pelos órgãos competentes – em contraste com os negócios subterrâneos de Renan Calheiros.