Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Há cerca de oito anos atrás, o respeitado cientista político Bolívar Lamounier, concedeu um entrevista que entendo ser oportuno reproduzir alguns trechos. São duas questões sobre a questão da pobreza e duas sobre o PT e as esquerdas, ainda quando eram oposições. Na respostas, estampa-se duas questões que merecem reflexão: de um lado, os programas como emergenciais para minorar dificuldades presentes, e de outro, o pensamento das esquerdas e no aquela ideologia se assemelha ao presente, quando agora a esquerda chegou ao poder.
"Veja – O Estado não tem poder para erradicar a miséria?
Lamounier – As pessoas não podem se iludir. Só há três formas de erradicar a miséria: crescimento econômico, crescimento econômico e crescimento econômico. O Estado pode fomentar esse crescimento econômico, mas primeiro precisa ultrapassar o gargalo das reformas. Por enquanto, o país está numa camisa-de-força porque acha que já não mais precisa fazer as reformas necessárias. Precisa, sim. Depois de fazê-las é possível trabalhar para aumentar o nível de renda das pessoas e fazer outras intervenções sociais na Saúde, na Educação e nos Transportes. Esse é o método certo de combater a pobreza. O resto é tapeação.
Veja – Mas, enquanto isso não acontece, o que fazer por aquelas pessoas que estão com fome e que não se sentiriam tapeadas se recebessem um prato de comida?
Lamounier – Em casos urgentes, é claro que a única solução é dar comida e assistência. Mas isso não tira o pobre da condição miserável em que se encontra. Ao lado de medidas emergenciais, é necessário adotar uma política de investimentos séria para que o miserável ou seu filho tenha condição de ascender socialmente. Em vez de um imposto contra a pobreza, o Brasil necessita crescer e gerar empregos. Precisa atrair capital produtivo. Precisa controlar seus gastos para aplicar naquilo que pode mudar a condição social dos mais pobres. Vamos semear para colher daqui a 20 anos. "
Em que a visão de Lamounier está errada ? Em nada, certo ? De fato, o caminho mais curto de minorar a pobreza é crescimento econômico, acompanhado, claro, de um leque de programas sociais dos quais, pouco a pouco. as pessoas vão se libertando na medida em que são reinseridas no mercado de trabalho e passam inclusive a receber melhor qualificação de sua mão de obra. Pergunta-se: onde estão as portas de saída do Bolsa-Família? Simplesmente, não tem. E o que é pior. Apesar dos beneficiados estarem comprando e consumindo pelo menos o mínimo, no que estão colaborando para o aumento da riqueza que lhes está sendo distribuída?
Da mesma forma se deve dizer em relação ao crédito subsidiado que o governo tem promovido com grande insistência. Nada contra, mas que tal também se cuidar de aumentar a massa salarial? Em um determinado momento esta massa sofreu ligeira expansão, depois estagnou-se e, de alguns meses para cá vem perdendo musculatura. Ora, nem se precisa ir muito longe para se perceber o que de fato se passa: quem ganhava mais ou menos,, uma classe média remediada, vem ganhando menos a cada dia para uma transferência absurda de renda para as classes mais pobres da população. Ou seja, estamos praticando a mais perversa e absurda “distribuição de renda” ou “transferência de renda”, quando o sensato seria transferir-se das classes mais abastadas da sociedade que nada estão perdendo, até pelo contrário: ganham cada vez mais. Isto é empobrecimento explícito. É nivelamento por baixo, numa gandaia que o país já sente seus efeitos.
Explico: a classe média baixa ou dos remediados é justamente aquela que, provindo da classe pobre, foi à luta para trabalhar, estudar, formar-se em uma especialização e conseguiu libertar-se da pobreza marginal, mal consegue formar uma pequena, quase toda aplicada numa aperfeiçoamento necessário para a elevação de ganhos e salários. Gente simples que consegue a muito custo compra seu primeiro carro, uma casa ou apartamento pequeno e usado, tudo com muito sacrifício e privação. Gente que até bem pouco tempo atrás, sequer conta bancária possuía. E que agora, como prêmio por seu mérito de trabalhar e estudar e não encostar-se em programas assistencialistas, estão perdendo renda por conta desta estapafúrdia transferência de renda para os mais pobres.
Claro, Lula em seus discursos demoniza a classe média como se ela fosse culpada por todos os males e mazelas deste país, quando na verdade a culpa encontra-se no andar, intocado por Lula que lhes garante a abastança e os rendimentos cada vez maiores. Alguma vez o senhor Luiz Inácio parou para analisar quem são e quem eram há dez ou até há quinze anos atrás esta categoria de pessoas que seu governo está se encarregando de empobrecer miserável e injustificadamente ? E o faz com um discurso cretino, preconceituoso e até maldoso ? Este alimento de ódio que Lula insiste em jogar entre classes é espantoso: não encontra paralelo no mundo. Todas as grandes nações do planeta cresceram indo justamente na direção contrária.
Assim, não é estranhável que um em cada quatro brasileiros sejam beneficiários do Bolsa Família. O doloroso é sabermos que eles alimentam o objetivo de ampliar este universo. Em outras palavras isto representa dizer que o empobrecimento continuará e o fará tornando miseráveis cidadão que um dia acreditaram que o estudo e o trabalho eram ferramentas para o seu crescimento e progresso. Pátria madrasta está Lula transformando o Brasil.
Onde isto nos levará ? Adoraria que a perspectiva fosse a melhor possível, mas sou forçado a concluir que este “programa” se constitui num método de governo que Lula não abandonará. Faz parte de seu ideário, está impregnado em sua formação, faz-se presente em seu histórico de longa data. E acabou por impregnar todos aqueles que estão ao seu lado.
Ou se inverte esta equação ou Lula ainda terá que suportar muitas vaias e protestos. Lula está longe de entender o que seja progresso pessoal, aprimoramento do indivíduo mercê seu trabalho e qualificação. Não seria nada mal um dia o senhor Luiz Inácio submeter-se a uma profunda reflexão e avaliação psicológica: quem se encontrasse uma resposta que justifique tanto ódio, rancor e ressentimento contra a classe média. Inveja não é possível, já que ele próprio está acima desta categoria. Será pelo fato de que, face à sua formação intelectual, eles não se submetem às mentiras e mistificações com que Lula tenta construir sua imagem ?
Realmente, Lula é um caso complicado para qualquer psicólogo. Simples, porém, é sabermos que se trata de deprimente caso de doente irrecuperável. Ele se nega em aceitar a doença como ainda não está disposto nenhum um pouco a tratar-se e curar-se.
Há cerca de oito anos atrás, o respeitado cientista político Bolívar Lamounier, concedeu um entrevista que entendo ser oportuno reproduzir alguns trechos. São duas questões sobre a questão da pobreza e duas sobre o PT e as esquerdas, ainda quando eram oposições. Na respostas, estampa-se duas questões que merecem reflexão: de um lado, os programas como emergenciais para minorar dificuldades presentes, e de outro, o pensamento das esquerdas e no aquela ideologia se assemelha ao presente, quando agora a esquerda chegou ao poder.
"Veja – O Estado não tem poder para erradicar a miséria?
Lamounier – As pessoas não podem se iludir. Só há três formas de erradicar a miséria: crescimento econômico, crescimento econômico e crescimento econômico. O Estado pode fomentar esse crescimento econômico, mas primeiro precisa ultrapassar o gargalo das reformas. Por enquanto, o país está numa camisa-de-força porque acha que já não mais precisa fazer as reformas necessárias. Precisa, sim. Depois de fazê-las é possível trabalhar para aumentar o nível de renda das pessoas e fazer outras intervenções sociais na Saúde, na Educação e nos Transportes. Esse é o método certo de combater a pobreza. O resto é tapeação.
Veja – Mas, enquanto isso não acontece, o que fazer por aquelas pessoas que estão com fome e que não se sentiriam tapeadas se recebessem um prato de comida?
Lamounier – Em casos urgentes, é claro que a única solução é dar comida e assistência. Mas isso não tira o pobre da condição miserável em que se encontra. Ao lado de medidas emergenciais, é necessário adotar uma política de investimentos séria para que o miserável ou seu filho tenha condição de ascender socialmente. Em vez de um imposto contra a pobreza, o Brasil necessita crescer e gerar empregos. Precisa atrair capital produtivo. Precisa controlar seus gastos para aplicar naquilo que pode mudar a condição social dos mais pobres. Vamos semear para colher daqui a 20 anos. "
Em que a visão de Lamounier está errada ? Em nada, certo ? De fato, o caminho mais curto de minorar a pobreza é crescimento econômico, acompanhado, claro, de um leque de programas sociais dos quais, pouco a pouco. as pessoas vão se libertando na medida em que são reinseridas no mercado de trabalho e passam inclusive a receber melhor qualificação de sua mão de obra. Pergunta-se: onde estão as portas de saída do Bolsa-Família? Simplesmente, não tem. E o que é pior. Apesar dos beneficiados estarem comprando e consumindo pelo menos o mínimo, no que estão colaborando para o aumento da riqueza que lhes está sendo distribuída?
Da mesma forma se deve dizer em relação ao crédito subsidiado que o governo tem promovido com grande insistência. Nada contra, mas que tal também se cuidar de aumentar a massa salarial? Em um determinado momento esta massa sofreu ligeira expansão, depois estagnou-se e, de alguns meses para cá vem perdendo musculatura. Ora, nem se precisa ir muito longe para se perceber o que de fato se passa: quem ganhava mais ou menos,, uma classe média remediada, vem ganhando menos a cada dia para uma transferência absurda de renda para as classes mais pobres da população. Ou seja, estamos praticando a mais perversa e absurda “distribuição de renda” ou “transferência de renda”, quando o sensato seria transferir-se das classes mais abastadas da sociedade que nada estão perdendo, até pelo contrário: ganham cada vez mais. Isto é empobrecimento explícito. É nivelamento por baixo, numa gandaia que o país já sente seus efeitos.
Explico: a classe média baixa ou dos remediados é justamente aquela que, provindo da classe pobre, foi à luta para trabalhar, estudar, formar-se em uma especialização e conseguiu libertar-se da pobreza marginal, mal consegue formar uma pequena, quase toda aplicada numa aperfeiçoamento necessário para a elevação de ganhos e salários. Gente simples que consegue a muito custo compra seu primeiro carro, uma casa ou apartamento pequeno e usado, tudo com muito sacrifício e privação. Gente que até bem pouco tempo atrás, sequer conta bancária possuía. E que agora, como prêmio por seu mérito de trabalhar e estudar e não encostar-se em programas assistencialistas, estão perdendo renda por conta desta estapafúrdia transferência de renda para os mais pobres.
Claro, Lula em seus discursos demoniza a classe média como se ela fosse culpada por todos os males e mazelas deste país, quando na verdade a culpa encontra-se no andar, intocado por Lula que lhes garante a abastança e os rendimentos cada vez maiores. Alguma vez o senhor Luiz Inácio parou para analisar quem são e quem eram há dez ou até há quinze anos atrás esta categoria de pessoas que seu governo está se encarregando de empobrecer miserável e injustificadamente ? E o faz com um discurso cretino, preconceituoso e até maldoso ? Este alimento de ódio que Lula insiste em jogar entre classes é espantoso: não encontra paralelo no mundo. Todas as grandes nações do planeta cresceram indo justamente na direção contrária.
Assim, não é estranhável que um em cada quatro brasileiros sejam beneficiários do Bolsa Família. O doloroso é sabermos que eles alimentam o objetivo de ampliar este universo. Em outras palavras isto representa dizer que o empobrecimento continuará e o fará tornando miseráveis cidadão que um dia acreditaram que o estudo e o trabalho eram ferramentas para o seu crescimento e progresso. Pátria madrasta está Lula transformando o Brasil.
Onde isto nos levará ? Adoraria que a perspectiva fosse a melhor possível, mas sou forçado a concluir que este “programa” se constitui num método de governo que Lula não abandonará. Faz parte de seu ideário, está impregnado em sua formação, faz-se presente em seu histórico de longa data. E acabou por impregnar todos aqueles que estão ao seu lado.
Ou se inverte esta equação ou Lula ainda terá que suportar muitas vaias e protestos. Lula está longe de entender o que seja progresso pessoal, aprimoramento do indivíduo mercê seu trabalho e qualificação. Não seria nada mal um dia o senhor Luiz Inácio submeter-se a uma profunda reflexão e avaliação psicológica: quem se encontrasse uma resposta que justifique tanto ódio, rancor e ressentimento contra a classe média. Inveja não é possível, já que ele próprio está acima desta categoria. Será pelo fato de que, face à sua formação intelectual, eles não se submetem às mentiras e mistificações com que Lula tenta construir sua imagem ?
Realmente, Lula é um caso complicado para qualquer psicólogo. Simples, porém, é sabermos que se trata de deprimente caso de doente irrecuperável. Ele se nega em aceitar a doença como ainda não está disposto nenhum um pouco a tratar-se e curar-se.