Sérgio Pardellas, Informe JB
Caso o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não tenha o mandato cassado pelo plenário da Casa por quebra do decoro parlamentar, as investigações promovidas pelo Conselho de Ética no primeiro processo e as ainda em curso, a partir das outras representações do PSOL, não serão engavetadas. Vão alimentar o inquérito criminal aberto no Supremo Tribunal Federal, no dia 6 de agosto, a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
O ministro-relator sorteado, Ricardo Lewandowski, deu início ao Inquérito 2.593, sob segredo de Justiça, ao acolher a solicitação do chefe do Ministério Público de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Calheiros, a fim de que seja aprofundada a apuração da origem das elevadas somas de dinheiro para o pagamento de pensão e outras despesas à sua ex-amante, a jornalista Mônica Veloso, bem como das acusações referentes a negócios com a empresa Schincariol e do suposto uso de laranjas para a aquisição de duas rádios e um jornal em Alagoas.
O procurador-geral garantiu, então, que o pedido de abertura de inquérito no STF - foro privilegiado para ações penais contra parlamentares - tinha por objetivo "o encaminhamento de todas as representações em curso no Senado". E acrescentou que o inquérito, como ato preparatório de futuro processo penal, no qual o presidente do Senado passaria à condição de réu, não dependeria de nenhuma avaliação que o Conselho de Ética fizesse da conduta do senador: "Os pressupostos de apreciação de possível ilícito penal são totalmente diversos dos que justificam decisões do Conselho de Ética", disse ainda.
No dia 27 de julho, ao ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para ser reconduzido ao cargo por mais dois anos, o procurador-geral afirmara que não podia "tomar atitudes açodadas para incrementar juízos políticos", e que só pediria abertura de inquérito criminal contra Renan Calheiros se existissem "fortes indícios" de participação do senador em "ilícitos penais", até por que "essas provas não vão fugir". Dez dias depois, solicitou ao STF a abertura do inquérito, cujo último andamento, do dia 5, é uma "petição avulsa ao relator".
Festa, que nada
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz aniversário no próximo domingo, mas, por motivos óbvios, desautorizou qualquer tipo de festa ou comemoração em casa. Tudo vai depender do resultado de hoje.
Mudança de humor
Quem esteve, nos últimos dias, com a jornalista Mônica Veloso diz que a algoz de Renan Calheiros oscila momentos de euforia e depressão. Euforia pela repercussão e dividendos obtidos com o ensaio fotográfico que recheará as páginas centrais da edição do mês de outubro da revista Playboy, e depressão pelo eventual desenlace funesto do caso Renan no Senado.
Ih ...
"Não queria que chegasse a esse ponto", teria desabafado a jornalista, em conversa com amigos íntimos nos últimos dias. No fim de semana, Mônica reforçou o bronzeado na piscina do hotel Brasília Palace Hotel, localizado numa área nobre da capital federal.
Sem perdão
A decisão do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) de anunciar ontem, em plenário, o voto favorável à cassação de Renan foi comunicada ao próprio na segunda-feira. "Era isso ? Então tá bom, até logo", limitou-se a dizer o presidente do Senado, bastante irritado com o correligionário que ganhou força nas últimas horas para sucedê-lo em caso de renúncia à presidência ou cassação por quebra de decoro parlamentar.
Caso o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não tenha o mandato cassado pelo plenário da Casa por quebra do decoro parlamentar, as investigações promovidas pelo Conselho de Ética no primeiro processo e as ainda em curso, a partir das outras representações do PSOL, não serão engavetadas. Vão alimentar o inquérito criminal aberto no Supremo Tribunal Federal, no dia 6 de agosto, a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
O ministro-relator sorteado, Ricardo Lewandowski, deu início ao Inquérito 2.593, sob segredo de Justiça, ao acolher a solicitação do chefe do Ministério Público de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Calheiros, a fim de que seja aprofundada a apuração da origem das elevadas somas de dinheiro para o pagamento de pensão e outras despesas à sua ex-amante, a jornalista Mônica Veloso, bem como das acusações referentes a negócios com a empresa Schincariol e do suposto uso de laranjas para a aquisição de duas rádios e um jornal em Alagoas.
O procurador-geral garantiu, então, que o pedido de abertura de inquérito no STF - foro privilegiado para ações penais contra parlamentares - tinha por objetivo "o encaminhamento de todas as representações em curso no Senado". E acrescentou que o inquérito, como ato preparatório de futuro processo penal, no qual o presidente do Senado passaria à condição de réu, não dependeria de nenhuma avaliação que o Conselho de Ética fizesse da conduta do senador: "Os pressupostos de apreciação de possível ilícito penal são totalmente diversos dos que justificam decisões do Conselho de Ética", disse ainda.
No dia 27 de julho, ao ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para ser reconduzido ao cargo por mais dois anos, o procurador-geral afirmara que não podia "tomar atitudes açodadas para incrementar juízos políticos", e que só pediria abertura de inquérito criminal contra Renan Calheiros se existissem "fortes indícios" de participação do senador em "ilícitos penais", até por que "essas provas não vão fugir". Dez dias depois, solicitou ao STF a abertura do inquérito, cujo último andamento, do dia 5, é uma "petição avulsa ao relator".
Festa, que nada
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz aniversário no próximo domingo, mas, por motivos óbvios, desautorizou qualquer tipo de festa ou comemoração em casa. Tudo vai depender do resultado de hoje.
Mudança de humor
Quem esteve, nos últimos dias, com a jornalista Mônica Veloso diz que a algoz de Renan Calheiros oscila momentos de euforia e depressão. Euforia pela repercussão e dividendos obtidos com o ensaio fotográfico que recheará as páginas centrais da edição do mês de outubro da revista Playboy, e depressão pelo eventual desenlace funesto do caso Renan no Senado.
Ih ...
"Não queria que chegasse a esse ponto", teria desabafado a jornalista, em conversa com amigos íntimos nos últimos dias. No fim de semana, Mônica reforçou o bronzeado na piscina do hotel Brasília Palace Hotel, localizado numa área nobre da capital federal.
Sem perdão
A decisão do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) de anunciar ontem, em plenário, o voto favorável à cassação de Renan foi comunicada ao próprio na segunda-feira. "Era isso ? Então tá bom, até logo", limitou-se a dizer o presidente do Senado, bastante irritado com o correligionário que ganhou força nas últimas horas para sucedê-lo em caso de renúncia à presidência ou cassação por quebra de decoro parlamentar.