Folha Online
A Fitch Ratings confirmou, por meio de sua assessoria no Brasil, de que a agência reavalia o rating soberano (nota de risco de crédito) brasileiro. Uma equipe de analistas da agência de classificação esteve no país na semana passada e teve contatos com autoridades governamentais para solicitar informações sobre inflação e contas públicas, entre outros indicadores econômicos. Entre eles estava a diretora-sênior de ratings da Fitch, Shelly Shetty.
"O rating soberano do Brasil está sob revisão ativa", afirmou a agência, através de uma nota à imprensa.
Na semana passada, a agência Standard & Poor's anunciou a revisão do rating soberano do Brasil para "BBB-", nota que já classifica o país como "grau de investimento", categoria que engloba países e empresas como devedores de menor risco.
A Fitch comunicou que visitas aos "emissores" são feitas regularmente e que há cerca de um ano a agência já havia reavaliado o rating brasileiro. No mercado financeiro, vários analistas esperam um anúncio sobre a nota de risco do Brasil nos próximos dias. A Fitch não informa sobre prazos nem que realmente vá divulgar algum comunicado sobre a nota brasileira.
O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. Esse "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara essa avaliação desses títulos, baseado nas condições do emissor, para que os potenciais compradores avaliem os riscos.
Entenda o que é "rating" ou nota de risco
O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um "default", isto é, de suspensão de pagamentos.
Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.
O "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o "rating" desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.
As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.
Grau de investimento
A nota de países é preparada a partir da iniciativa do emissor ou da empresa de "rating". As empresas de classificação de risco alegam que, mesmo sob encomenda, o "rating" é uma avaliação independente, porque também há preocupação com a credibilidade da própria agência.
O chamado "rating" global de um país, por exemplo, é sempre a avaliação que uma determinada agência tem sobre o risco dessa nação não pagar os títulos, de longo prazo, que lançou no mercado internacional.
Esses países também são encaixados em categorias. Se a agência considera um país como "bom pagador", ele é classificado na categoria "grau de investimento". Se é visto apenas como um pagador de risco razoável, fica na categoria "grau especulativo", que também inclui nações que declararam moratória de suas dívidas.
As agências monitoram constantemente os países ou empresas. Dessa forma, quando lançam um "rating", também avisam quais as chances dessa nota ser revisada no curto prazo.
Se o panorama é positivo significa que a nota tem maiores chances de ser melhorada. Se é negativo, as maiores chances são de que haja um "downgrade" (seja revisada para baixo, uma nota pior). Se é estável, há poucas chances de que seja mudada nos dois anos seguintes.
Letras e sinais
As três agências de classificação de risco de maior visibilidade são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.
A Fitch Ratings confirmou, por meio de sua assessoria no Brasil, de que a agência reavalia o rating soberano (nota de risco de crédito) brasileiro. Uma equipe de analistas da agência de classificação esteve no país na semana passada e teve contatos com autoridades governamentais para solicitar informações sobre inflação e contas públicas, entre outros indicadores econômicos. Entre eles estava a diretora-sênior de ratings da Fitch, Shelly Shetty.
"O rating soberano do Brasil está sob revisão ativa", afirmou a agência, através de uma nota à imprensa.
Na semana passada, a agência Standard & Poor's anunciou a revisão do rating soberano do Brasil para "BBB-", nota que já classifica o país como "grau de investimento", categoria que engloba países e empresas como devedores de menor risco.
A Fitch comunicou que visitas aos "emissores" são feitas regularmente e que há cerca de um ano a agência já havia reavaliado o rating brasileiro. No mercado financeiro, vários analistas esperam um anúncio sobre a nota de risco do Brasil nos próximos dias. A Fitch não informa sobre prazos nem que realmente vá divulgar algum comunicado sobre a nota brasileira.
O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. Esse "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara essa avaliação desses títulos, baseado nas condições do emissor, para que os potenciais compradores avaliem os riscos.
Entenda o que é "rating" ou nota de risco
O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um "default", isto é, de suspensão de pagamentos.
Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.
O "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o "rating" desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.
As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.
Grau de investimento
A nota de países é preparada a partir da iniciativa do emissor ou da empresa de "rating". As empresas de classificação de risco alegam que, mesmo sob encomenda, o "rating" é uma avaliação independente, porque também há preocupação com a credibilidade da própria agência.
O chamado "rating" global de um país, por exemplo, é sempre a avaliação que uma determinada agência tem sobre o risco dessa nação não pagar os títulos, de longo prazo, que lançou no mercado internacional.
Esses países também são encaixados em categorias. Se a agência considera um país como "bom pagador", ele é classificado na categoria "grau de investimento". Se é visto apenas como um pagador de risco razoável, fica na categoria "grau especulativo", que também inclui nações que declararam moratória de suas dívidas.
As agências monitoram constantemente os países ou empresas. Dessa forma, quando lançam um "rating", também avisam quais as chances dessa nota ser revisada no curto prazo.
Se o panorama é positivo significa que a nota tem maiores chances de ser melhorada. Se é negativo, as maiores chances são de que haja um "downgrade" (seja revisada para baixo, uma nota pior). Se é estável, há poucas chances de que seja mudada nos dois anos seguintes.
Letras e sinais
As três agências de classificação de risco de maior visibilidade são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.

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As agências usam praticamente o mesmo sistema de letras e sinais. Assim, a melhor classificação que um país pode obter é Aaa (Moody's) ou AAA (Standard & Poor's) que, conceitualmente, significam "capacidade extremamente forte de atender compromissos financeiros".
Na ponta oposta, um título classificado como "C", para a S&P ou a Moody's, tem altíssimo risco de não ser pago.
"A taxa média de 'default' [moratória] entre 1970-2000 para títulos [classificados como] Aaa sobre um período de 10 anos foi de apenas 0,67", afirma a Moody's.
As agências usam praticamente o mesmo sistema de letras e sinais. Assim, a melhor classificação que um país pode obter é Aaa (Moody's) ou AAA (Standard & Poor's) que, conceitualmente, significam "capacidade extremamente forte de atender compromissos financeiros".
Na ponta oposta, um título classificado como "C", para a S&P ou a Moody's, tem altíssimo risco de não ser pago.
"A taxa média de 'default' [moratória] entre 1970-2000 para títulos [classificados como] Aaa sobre um período de 10 anos foi de apenas 0,67", afirma a Moody's.