sexta-feira, novembro 12, 2010

Aumento salarial consegue enfim unir governo e oposição

Veja online

Líderes da base aliada e bloco oposicionista defendem a aprovação do reajuste


Depois de uma acirrada disputa eleitoral, governistas e oposicionistas enfim encontraram uma causa comum para defender: o reajuste salarial para os políticos. A informação de que os parlamentares preparam um projeto que reajusta salários dos integrantes da Câmara e do Senado, além do presidente, repercutiu positivamente em Brasília na terça-feira - líderes da base aliada e do bloco oposicionista se uniram nos elogios à iniciativa. Ainda não se sabe de quanto seria o reajuste, mas quase todos acham que os parlamentares e o presidente ganham pouco. Hoje, o salário bruto do presidente é de 11.420 reais. Deputados e senadores ganham 16.512 reais, mais benefícios.

Conforme o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), o aumento salarial para parlamentares e a presidente eleita Dilma Rousseff deve ocorrer "cedo ou tarde". Do outro lado do Congresso, nas fileiras da oposição, a posição é a mesma. O líder do PSDB, João Almeida (BA), disse que o projeto deve ser aprovado e defendeu o equilíbrio salarial entre os diferentes Poderes. "Precisamos achar uma forma de arrumar isso sem ônus ao Legislativo", disse, conforme reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. O atual presidente da Câmara, Michel Temer, nega que o assunto já esteja em discussão: "Ninguém tratou disso comigo".

Também na terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o caso em sua visita a Moçambique. Lula defendeu o aumento salarial e ainda reclamou - disse ter sido prejudicado pela falta de reajuste para ele nos últimos anos. "Não há nenhuma novidade de que, no final de uma legislatura, eles aprovem o salário para a próxima legislatura. Isso é da Constituição. Somente no meu mandato eles fizeram uma sacanagem comigo. Em 2002, aprovaram aumento só para a Câmara e para o Senado", disse ele. O presidente afirmou, porém, que não lamentou a falta de reajuste. Também disse que o aumento proposto agora é "justo e necessário" e que "se não fizer agora, não faz mais".

(Com Agência Estado)