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O governo trata a encrenca do banco PanAmericano a golpes de meias-verdades. Dá-se especial realce à parte mentirosa.
Descoberto o rombo de R$ 2,5 bilhões na casa bancária de Silvio Santos, O Banco Central acionou a cavalaria.
Providenciou-se um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Dinheiro privado, não público, Henrique Meirelles fez questão de esclarecer.
Ignorou-se um detalhe: em novembro de 2009, época em que o BC frangava os malfeitos do PanAmericano, a Caixa Econômica tornara-se sócia das fraudes.
Numa aquisição de ações, a Caixa enfiara nos balanços micados do banco a bagatela de R$ 739,2 milhões.
Pois bem. Nesta sexta (19), a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, anunciou que a instituição dará nova ajuda ao PanAmericano.
O auxílio percorrerá duas vias. Numa, a Caixa usará a rede do PanAmericano para comercializar sua linha de cartão de crédito para clientela de baixa renda.
Noutra, a Caixa proverá mão de obra ao banco. Dito de outro modo:
Funcionários que recebem o contracheque da instituição pública darão expediente no banco ainda controlado pelo privado Grupo Silvio Santos.
Devagarinho, empurra-se a Viúva, veneranda e desprotegida senhora, para o epicentro de um bololô do qual o contribuinte preferiria se abster.
