sexta-feira, dezembro 03, 2010

Cuba refugia membros do ETA e das Farc, indicam arquivos

Veja online

Advogado do WikiLeaks diz que site vai continuar com divulgação de dados

(Nicholas Kamm/AFP)
Site divulgou novos documentos em sua página na internet
O governo de Cuba permite que integrantes de grupos terroristas, como o ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), descansem e recebam tratamento médico na ilha, segundo um despacho diplomático americano divulgado pelo WikiLeaks. A mensagem, publicada nesta quinta-feira pelo americano Miami Herald, é parte dos mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado dos EUA, filtrados pelo site e que vêm sendo divulgados desde o último fim de semana.

"Temos informação confiável que mostra a presença de membros do ELN (Exército de Libertação Nacional), da Farc e do ETA aqui em Havana", disse o chefe da missão diplomática na capital cubana, Jonathan Farrar, segundo o artigo. A mensagem foi enviada em fevereiro de 2009 pela missão diplomática americana em Cuba e refere-se também à corrupção, à relação dos serviços secretos cubanos com grupos dissidentes, à Igreja Católica e a possíveis protestos de rua, acrescentou a notícia.

O despacho ressalta que o governo cubano permite que membros das três organizações consideradas terroristas pelos EUA e pela União Europeia "desfrutem do R&R (rest & recreation, descanso e diversão) em Cuba, recebam atenção médica e outros serviços". No entanto, o documento faz a observação de que "há poucas possibilidades de atividade operativa destes grupos no local, dada sua necessidade de um refúgio".

Itália -
O WikiLeaks também revelou, nesta quinta, documentos em que diplomatas americanos questionavam se o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, lucrava "pessoalmente" com acordos com o premiê russo, Vladimir Putin. Comunicações diplomáticas já tinham dito que Berlusconi havia se tornado o porta-voz de Putin na Europa.

A relação com o premiê russo já virou alvo da oposição italiana, que pede a Berlusconi explicações sobre o assunto.

WikiLeaks -
Mark Stephens, advogado do fundador do site Julian Assange, disse que o portal de denúncias não vai se intimidar com a reação dos líderes mundiais e continuará a publicar os arquivos secretos.

O WikiLeaks obteve mais de 250.000 documentos confidenciais enviados por 274 embaixadas americanas no mundo.

(Com agência Reuters)