domingo, janeiro 09, 2011

Lágrimas das mulheres dizem 'hoje não tem sexo' aos homens, aponta estudo

O Estado de São Paulo e Agência Reuters

Israelenses sugerem que substância química do choro diminui níveis de testosterona nos homens

JERUSALÉM - Os resultados de um estudo sobre o papel das lágrimas na comunicação não-verbal, coordenado pelo Instituto Weizmann da Ciência e pelo Hospital Wolfson, perto de Tel Aviv, em Israel, sugerem que a substância química contida no choro das mulheres diminui os níveis de testosterona nos homens, tornando-os menos agressivos e desestimulando-os a fazer sexo.

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Pesquisadores esperam que descoberta combata câncer

Olhando para além de qualquer impacto sobre o desejo sexual, os pesquisadores esperam que essa descoberta possa um dia ser usada no combate ao câncer. "Há uma série de doenças tratadas por meio da redução dos níveis de testosterona, e a mais importante é o câncer de próstata", disse o professor Noam Sobel, do Instituto Weizmann.

Segundo ele, os métodos atuais de redução de testosterona causam efeitos colaterais, e sua equipe espera que o uso de lágrimas possa eliminá-los.

Os homens que participaram da pesquisa, publicada na revista Science, foram convidados a inalar as lágrimas das mulheres que choraram enquanto assistiam a filmes tristes.

De acordo com Sobel, os autores esperavam que as lágrimas aumentassem o senso de empatia dos homens. Em vez disso, as frequências cardíaca e respiratória deles, a testosterona salivar e o cérebro apontavam para uma diminuição da excitação sexual.

O sinal químico nas lágrimas da mulher, afirma o pesquisador, foi uma forma de dizer "Não, não estou interessada [em sexo]". "A comunicação é fundamental para a sobrevivência. Os seres humanos, assim como todos os mamíferos, usam o olfato em sua comunicação. É muito eficiente se você tiver um sinal químico que transmite o que você quer - ou claramente não quer - em uma situação sexual", acrescentou Sobel.

Ele disse que os cientistas tinham a intenção de estudar as lágrimas de homens e mulheres, mas apenas um homem respondeu a um anúncio colocado em campi universitários israelenses recrutando voluntários que pudessem chorar facilmente.