Cacau Araújo, de EXAME.com
Ministra do Planejamento garantiu que todos os ministros concordaram em cortar gastos, mas que medidas devem surtir efeito em médio prazo
Fabio Rodrigues Pozzebom/
AGÊNCIA BRASIL
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| Miriam Belchior: contingenciamento fará efeito em médio prazo |
Brasília - A ministra do Planejamento, Miriam Belchior garantiu nesta sexta-feira (14), depois da primeira reunião ministerial do governo Dilma que todos os ministros concordaram com a determinação de contingenciamento de gastos. De acordo com a ministra, os cortes devem acontecer na parte de “custeio da máquina administrativa” e as medidas de racionalização devem começar a fazer efeito em médio prazo. "Não vai ser em um 'piscar de olhos", alertou a ministra.
Gastos com passagens aéreas e diárias estão na lista do deve ser racionado. “O principal é cortar o custeio, mas também é possível fazer mais com menos na parte de prestação de serviço”, afirmou Miriam Belchior, que também citou “licitações bem ajustadas” como uma forma de cortar gastos públicos.
De acordo com a ministra, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estará preservado da redução de gastos, “dependendo do tamanho do contingenciamento.” Miriam Belchior avisou que o tamanho do corte deve ser determinado no final de fevereiro.
Sobre o tamanho do corte, a ministra do Planejamento diz que seria uma “irresponsabilidade” adiantar algum número. Segundo Miriam Belchior, a presidente Dilma já passou um “dever de casa” para todos os ministros, que devem listar os itens prioritários e os que podem ser cortados, na hora da aplicação do contingenciamento.
Ministérios em grupos
Uma outra determinação da presidente Dilma Rousseff foi revelada depois da reunião ministerial. A partir de agora, os ministérios serão separados em quatro grupos: Desenvolvimento Econômico, coordenado pelo Ministério da Fazenda; Erradicação da Miséria, sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social; Infraestrutura e PAC, com a ministra Miriam Belchior (Planejamento) coordenando e Direito de Cidadania, coordenado pela Secretaria-geral da Presidência da República. Estarão em cada grupo ministérios que tenham “afinidade”, declarou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta sexta-feira.
Além dos grupos setoriais, a presidente Dilma criou o Comitê de Gestão e Competitividade, que irá trabalhar com todos os ministérios para melhorar a gestão do governo e com o setor privado. O conselho contará com a participação do empresário Jorge Gerdau.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Esperem aí: este não foi eleito como sendo um governo de continuidade? Em que Dilma Rousseff se fez presidente por ter sido, precisamente, no governo Lula, a gerentona-chefe de TODOS os grandes programas que fizeram do Brasil a maravilha do planeta?
Então por conta do que, me expliquem, em termos de racionalização de gastos, se pede agora um “tempo” para sentirmos os efeitos positivos? Das duas, uma: ou durante os oito anos de Lula nunca a racionalização de gastos foi preocupação central do governo, o que vem dar razão aos críticos dos gastos irresponsáveis por ele cometidos, ou esta é mais uma daquelas “mistificações” que o PT adora plantar, para, às escuras, continuar cometendo as mesmas vigarices de sempre. É só escolher uma das alternativas. O diabo é que nenhuma nos serve.
E outra coisa: goste ou não dona Dilma, o fato é que cortes no orçamento, racionalização de gastos, e o "fazer mais com menos", tudo isto resume uma ação: ajuste fiscal. Mesmo que ela diga que não.
