Folha de São Paulo
A economia brasileira e a de outros seis países emergentes correm risco de superaquecimento, afirma estudo feito pela revista americana "The Economist".
A pesquisa foi feita com 27 países com base nos quesitos inflação, crescimento do PIB e do crédito, situação do mercado de trabalho, juros e equilíbrio externo.
O Brasil aparece na segunda posição entre as economias que enfrentam maiores riscos. Os principais problemas apontados são o ritmo de expansão do crédito, o aumento da inflação e, sobretudo, o fato de o país ainda ter os juros reais mais elevados do mundo.
No topo da lista está a Argentina, que alcançou o grau de risco máximo por ter resultados preocupantes em todos os quesitos. Também integram o grupo de risco Hong Kong, Índia, Indonésia,Turquia e Vietnã.
A revista conclui que, por mais importantes que essas economias se tornem, elas não podem, ainda, ser elevadas ao mesmo nível de países desenvolvidos.
Foco mais comum de preocupações relacionadas a superaquecimento, a China aparece posicionada na linha central do ranking, com risco considerado apenas mediano --resultado, segundo a análise, de um agressivo aperto monetário.
Entre os países emergentes que apresentam menor risco, de acordo com a "The Economist", estão Rússia, México e África do Sul.