sexta-feira, setembro 14, 2012

Google bloqueia vídeo do YouTube no Egito e na Líbia


O Globo
Com agência Reuters

Site evita conflitos e mantém o conteúdo on-line no resto do mundo

SAN FRANCISCO - O YouTube, site de compartilhamento de vídeos controlado pelo Google, disse nesta quarta-feira que não removerá um vídeo zombando do profeta islâmico Maomé que suscitou protestos contra os Estados Unidos no Egito e na Líbia, mas bloqueou acesso a ele nesses países.

O vídeo, baseado em um filme mais longo, representa o profeta como uma fraude e um galanteador, e foi responsabilizado por incitar violência contra embaixadas norte-americanas no Cairo e em Benghazi.

O embaixador dos EUA na Líbia, J. Christopher Stevens, e três outros diplomatas norte-americanos foram mortos em um ataque à embaixada norte-americana em Benghazi na terça-feira.

“Esse vídeo - que é amplamente disponibilizado na internet - respeita claramente as nossas diretrizes e portanto continuará no YouTube", disse o Google em comunicado. "Entretanto, dada a dificuldade da situação na Líbia e no Egito, bloqueamos temporariamente o acesso em ambos os países. Nossos corações estão com as famílias das pessoas assassinadas nos ataques de ontem na Líbia".

O vídeo de 14 minutos é um trailer para um filme chamado a "Inocência dos Muçulmanos", produzido por um homem que se descreveu como um judeu israelense baseado na Califórnia chamado Sam Bacile.
O Google geralmente assume uma postura de não intervenção em relação a discursos políticos, embora suas "diretrizes comunitárias" proíbam "discursos de ódio", incluindo discursos que atacam ou desrespeitam um grupo com base em sua religião.

O Afeganistão baniu o site YouTube nesta quarta-feira para evitar que os afegãos o assistam. “Nós fomos orientados a fechar o YouTube para o público afegão até que o vídeo seja retirado”, disse o diretor geral de Tecnologia da Informação no ministério, Aimal Marjan. Em outras ocasiões, material e ações consideradas ofensivas ao islamismo desencadearam tumultos com mortos no Afeganistão.